O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Sexta-feira, 06 de Janeiro de 2012
Churchill ganhou o mais difícil e perdeu o mais fácil.
Ganhou uma guerra e perdeu eleições.
Durante grande parte da sua vida, era visto como um homem apenas medíocre, que funcionava como uma solução de recurso.
Foi quase no fim que viu consagrados os seus méritos.
E é agora, depois da morte, que se vê alçado à condição de génio.
Às vezes, só a distância permite ver o que perto não se consegue enxergar!
publicado por Theosfera às 22:09

Na arte da tolerância e da compaixão, creio não haver mestres.
Todos somos aprendizes. Ninguém tem lições a dar. Todos temos muitos ensinamentos a receber.
É sabido que o Cristianismo transporta uma bela mensagem a este respeito. Mas a sua prática também ostenta não poucas lacunas.
Não me refiro só às condenações do passado. Ainda hoje, quem erra é afastado e quem pensa diferente não é acolhido.
Há um dado positivo nisto tudo: muito temos a fazer à nossa frente.
O problema é que, na viagem, muitos são os que vão sofrendo, sofrendo.
Nunca se perca a paz, porém. Paz sofrida não deixa de ser paz!
publicado por Theosfera às 22:07

Duas únicas coisas é legítimo «matar»: a fome e a saudade.
Sucede, porém, que a fome regressa e a saudade, essa, não passa.
O que vale é que, como diz Andrés Torres Queiruga, a saudade não é só ausência. É também presença na ausência.
Na lembrança amiga, não há ausência mesmo que haja distância. A recordação presencializa até os que estão longe.
Há pessoas que nunca deixam a nossa morada, o nosso coração.
A saudade dói. Mas também suaviza!
publicado por Theosfera às 22:05

Um número desta manhã: cem mil católicos abandonam, todos os anos, a Igreja nos Estados Unidos.
Mais que um número, eis uma soberana oportunidade para pensar.
Creio que as pessoas continuam a admirar (e a amar) Jesus.
Nestes tempos videocêntricos, há uma necessidade imperiosa de ver a imagem de Jesus nas palavras e sobretudo nas atitudes.
As pessoas anseiam por mais pobreza, por mais bondade, por mais empenho na transformação do mundo!
As pessoas compreendem as falhas e toleram os erros.
O que mais as penaliza é a falta de humildade! Jesus era mansamente humilde e humildemente manso!
publicado por Theosfera às 10:52

Na Espanha e no Vaticano, hoje é a solenidade da Epifania.

 

Popularmente, este é o «Dia de Reis».

 

No país vizinho, trocam-se presentes, replicando assim o gesto dos magos.

 

Se nos ativermos aos textos bíblicos, deparamos com uma grande parcimónia.

 

Fala-se de magos (no sentido de sábios), mas nada se diz quanto ao seu número nem se referem os seus nomes.

 

Diz-se que eram três por causa das prendas que levaram: ouro, incenso e mirra.

 

Curiosamente, há uma tradição que fala de um quarto que teria levado ao Menino um livro de sabedoria.

 

É também pela via tradicional que se alvitra a proveniência: Baltasar seria da Arábia, Gaspar da Índia e Melchior da Pérsia.

 

O seu túmulo encontra-se na Catedral de Colónia, mas não há certeza quanto à sua autenticidade.

publicado por Theosfera às 10:51

Não sendo defensor de um formalismo infrene, creio que estamos, hoje em dia, a resvalar para uma atitude desmesuradamente iconoclasta.
Ainda agora, os meus olhos chocaram com um vernáculo no título de um livro.
Se é para chamar a atenção, o efeito está produzido. A provocação dá resultado.
Mas se o intento é criar empatia, confesso que o objectivo não é alcançado.
Há quem diga que o calão é sinal de virilidade e de purismo linguístico. Não me convencem.
A suave elegância no falar é o certificado da serenidade e da paz.
publicado por Theosfera às 10:50

«O laço essencial que nos une é que todos habitamos este pequeno planeta. Todos respiramos o mesmo ar. Todos nos preocupamos com o futuro dos nossos filhos. E todos somos mortais».
Como era bom que não esquecêssemos nunca esta (essencial) verdade assinalada por Jonh Kennedy.
publicado por Theosfera às 10:49

«Perante a cólera nada é mais conveniente do que o silêncio».
Safo tem tda a razão.
A intempérie só é superada com a calmaria.
Palavras contra palavras acaba por dar ruído.
O melhor é seguir Buda: nem sim, nem não, nem talvez. Apenas caminhar. Para a frente!
publicado por Theosfera às 10:48

Ser fiel a quem nos decepciona não é fácil.
Continuo fiel ao jornal que compro desde o primeiro dia da sua aparição: 5 de Março de 1990.
Confesso que já pouco me atrai nele. De dia para dia, penso em deixá-lo. Mas, no amanhecer de um novo dia, volto a ceder.
Hoje, porém, vale a pena pelo ensaio que traz sobre o nosso maior ensaísta: Eduardo Lourenço.
Uma homenagem sentida a um pensador brilhante. E, coisa rara, humilde.
Ao invés de muitos, Lourenço está cheio de muita coisa. Mas nunca deu mostras de estar cheio de si.
Até nisso é (saudavelmente) heterodoxo!
publicado por Theosfera às 10:47

Melhorámos muito no respeito pelos Direitos Humanos, mas há ainda um longo caminho a percorrer.
Já não há tantas condenações de quem discorda. Mas continua a persistir o desgaste sobre quem ousa ser diferente.
E o desgaste acarreta a pressão.
E a pressa conduz ao preconceito, ao afastamento.
Há quem entenda unidade como mera uniformidade, como submissão...
publicado por Theosfera às 10:46

A presença de alguém é, em si mesmo, um bem. Mas, por vezes, pode ser uma fuga.
Já Aristóteles entrevia o perigo de «certas pessoas procurarem a companhia de outras pessoas para fugir delas mesmas».
No entanto, a amizade é fundamental.
O Estagirita adiantava que «precisamos de um amigo pra nos conhecermos. O amigo é um outro eu».
publicado por Theosfera às 10:45

Há quem, perante um objectivo elevado, desista e resigne alegando que se trata de um ideal e que nós vivemos no mundo real.
Ora, o ideal e o real não estão condenados a viverem de costas voltadas. Nem o ideal tem de ser obrigatoriamente engolido pelo real.
O que devemos é tentar que o ideal se torne real.
Desistir só fim da viagem. O caminho da esperança ainda não terminou!
publicado por Theosfera às 10:44

Há palavras e frases que ornamentam belamente qualquer texto, mas que encontram uma dificuldade enorme em chegar à vida.
Há pensamentos geniais, que citamos com enlevo, mas que parecem não funcionar na prática.
É por isso que S. João, ao insistir na necessidade de nos amarmos, convida a não amarmos com palavras, mas com obras e em verdade.
A palavra «amor» fica bem em qualquer texto. Mas fica muito muito melhor na vida!
publicado por Theosfera às 10:44

Há um paralelismo cada vez mais assimptótico entre a vida política e a vida cidadã. Parecem caminhos que nunca se cruzam.
Do Estado chegam-nos ecos de preocupações sobre as contas públicas, sobre o equilíbrio orçamental, sobre o défice.
Mas o que devia estar no centro das preocupações é a situação da pessoa que trabalha e não recebe. Ou da pessoa que nem sequer trabalha.
Como dormir descansado quando há tanta gente que não vê qualquer futuro mesmo se ao futuro chegar?
publicado por Theosfera às 10:43

Numa época de excessos, há quem carregue no acelerador do pessimismo. Mas também não falta quem não consiga pôr travão ao optimismo.
Ray Kurzweil, que se apresenta como futurista de profissão, é de opinião que a imortalidade na terra está ao nosso alcance.
Para ele, «não há nada que diga que temos de envelhecer e morrer, pois tudo pode ser contornado com engenharia genética». Mais. «Não há necessidade de adoecermos. O processo de evolução biológica foi criado para manter as espécies vivas tempo suficiente para se reproduzirem. Há mil anos a experança de vida era de 23 anos. Creio que poderemos contornar as razões que nos levam à morte».
Descerá a eternidade ao tempo?
publicado por Theosfera às 10:42

Por vezes, somos tentados a usar palavras que achamos irrefutáveis.
E, depois, ficamos surpreendidos ao verificarmos que continua a haver quem não esteja convencido.
Ser convincente não depende só do talento do emissor. Depende também da disponibilidade do interlocutor.
É por isso que o efeito de certas palavras é o mesmo do silêncio. Com a agravante de gerarem maior tempestade!
publicado por Theosfera às 10:40

Pode ter perdido tudo. Ou quase tudo.
Pode ter perdido a carreira, o emprego, a reputação ou até a saúde.
O cenário não é, obviamente, animador. Mas se não tiver perdido a paz, até será tentado a pensar que nada perdeu.
A paz não é tudo. Mas deve estar em tudo!
publicado por Theosfera às 10:39

Há nomes que, após anos de fama, parecem desaparecer de cena.

 

Ninguém fala deles. Só voltam a surgir nos escaparates quando morrem.

 

Foi o que aconteceu com Pedro Osório. Tinha entrado no olvido há tempos. Agora, o rodapé das televisões está a passar a notícia do seu passamento.

 

As suas composições foram interpretadas por alguns dos intérpretes mais conhecidos.

 

Tinha talento. Primava pela coerência e pela dignidade.

 

RIP

publicado por Theosfera às 10:37

Ninguém culpa um doente pela doença que tem. Mas não falta quem tente culpar as vítimas pelas atrocidades que caem sobre elas.
Os gritos dos oprimidos são vistos como ressabiamentos.
Cansamo-nos dos lamentos dos que sofrem. Mas aplaudimos os panegíricos aos que fazem sofrer.
Só queremos estar com quem está no alto.
A conversão à justiça ainda tem um longo caminho a percorrer.
publicado por Theosfera às 10:36

A temperatura até está amena, tendo em conta a época do ano.
Não chove. Não neva. Não venta.
No exterior, não há frio. Frio só parece haver no interior das pessoas. As expectativas de muitos estão geladas.
Falta calor nas decisões, na acções!
publicado por Theosfera às 10:35

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