O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Domingo, 25 de Dezembro de 2011
Creio não haver nada mais inspirador que o Natal.
Os textos mais belos, as músicas mais lindas, os gestos mais comoventes são inspirados pela atmosfera do Natal.
Só é pena que, para muitos, o Natal seja um presente que rapidamente passa a pretérito.
Não pergunte, por isso, «como foi o teu Natal?».
O Natal nunca foi. O Natal é. O Natal tem de ser. Em cada dia.
Feliz Natal. Hoje. Agora. Amanhã. Sempre.
publicado por Theosfera às 18:30

É muito bonito um Natal com sol.
Mas quem não sente a falta de um Natal com neve?
publicado por Theosfera às 18:29

Celebrar o Natal (ou até falar dele) ) num ambiente de pompa não faz uma combinação adequada.
Deus foi tão eloquente na simplicidade com que veio ao mundo!
A conversão à humildade é muito mais difícil do que a reprodução da doutrina.
Mas é imensamente mais necessária!
publicado por Theosfera às 18:28

Por instantes, parece que entramos noutro tempo.
A crise deu tréguas. Não se pensa nela.
O céu abriu-se. O sol visita-nos. O sorriso acende-se.
Já tinha saudades de ver tanta gente com ar genuinamente feliz.
Só até logo? Praza a Deus que para sempre.
A adversidade é uma condicionante, mas não é um obstáculo intransponível.
Os problemas existem não para nos vencerem, mas para serem vencidos por nós!
publicado por Theosfera às 18:27

Já quase não se fala disso e é pena.
Mas faz hoje 50 anos que o Papa Bom (João XXIII) anunciava ao mundo a realização de um novo Concílio.
Hoje, sentimos que o Vaticano II foi uma brisa muito suave que passou pela Igreja e envolveu a humanidade.
É importante que se volte a falar deste Concílio. E, acima de tudo, é fundamental que se volte a vivê-lo.
João XXIII. Que saudades da «primavera» suscitada por alguém que parecia no ocaso!
publicado por Theosfera às 18:24

Ele veio por causa do amor. E nós, tantas vezes em Seu nome, lutamos pelo poder.
Ele deixou-nos um mandamento. E nós, em vez de nos ocuparmos com o conteúdo do mandamento (o amor), ficamo-nos pela forma: pelo acto de mandar!
É triste. É pouco.
Sim, Deus é todo-poderoso, mas todo-poderoso no amor.
Como dizia sapientemente Paul Ricoeur, Deus é o todo-amoroso.
publicado por Theosfera às 18:22

A Missa da noite de Natal tem um encanto especial.
O sorriso ilumina mais que as luzes.
Uma serenidade apodera-se do olhar.
Até o frio nos aquece.
Um feliz Natal.
publicado por Theosfera às 18:21

Ao menos hoje, deixemos cantar as crianças. E, nelas, oiçamos cantar o Deus Criança!
Um santo Natal para todos.
Um abraço imenso! Estremecido pela gratidão!

http://youtu.be/nGxv0X20ik0
publicado por Theosfera às 18:18

O que toda a gente sabe mas nem toda a gente parece entender:
Deus fez-Se homem e fez-Se pobre!
publicado por Theosfera às 18:18

O problema da nossa época é que se concentrou muito em si mesma, na nossa época.
Queremos tudo no instante. Perdemos a noção dos tempos longos. Até Deus é invocado para conseguirmos conquistar tudo imediatamente.
Era neste sentido que Vaclav Havel dizia estarmos na «primeira civilização ateia». Não quer dizer que tenhamos perdido as referências a Deus. Mas já perdemos «a conexão com o infinito e com a eternidade».
Vivemos como se não tivesse havido ontem. E como se já não houvesse amanhã!
Estes são tempos em que muitos se arrogam no direito de falar e poucos se capacitam da necessidade de ouvir.
Não é fácil ser profeta nem intelectual. O seu papel, dizia Vaclav Havel, é «antever as ameaças, os horrores e as catástrofes».
A missão do político será «escutar as vozes de aviso, tomar nota dos perigos e, ao mesmo tempo, pensar intensamente no modo de os afrontar ou prevenir». Mas quem está disponível para esta missão?
 Somos a primeira civilização global. As suas vantagens são óbvias. Já o seu principal perigo parece ser mais subtil. Mas ele existe. Cada perigo num determinado ponto do mundo pode tornar-se numa ameaça global.
 As perspectivas são grandes, mas estranhamente os nossos horizontes são curtos.
Vaclav Havel nota que a preferência é pelo ganho a curto prazo.
Todos querem assegurar o melhor para si. Mas poucos pensam como os nossos actos afectarão a vida dos outros daqui a cem anos!
 A nossa época avançou muito, mas também regrediu bastante. Temos a ideia de que sabemos tudo e que aquilo que ainda não sabemos depressa o descobriremos.
O nosso saber está focado no crescimento, que julgamos imparável, irreversível.
Esquecemos, porém, algo que os antepassados sabiam: «que nada é evidente por si mesmo».
A autoconfiança desproporcionada é um mau sintoma. Esta crise financeira é um aviso.
Vaclav Havel entrevia aqui um apelo à humildade para que «não tomemos nada como automaticamente garantido».
 Para Havel, se não corrigirmos o orgulho e a sua consequente miopia, caminharemos para a catástrofe!
 Vaclav Havel considerava-se um «meio crente». Não cria na personalização de Deus, nem aderia a uma religião. Mas acreditava no mistério.
«O mundo não é apenas efeito do acaso. Estou convencido de que há um ser, uma força velada por um manto de mistério. E é o mistério que me fascina. O que ele defendia não era tanto a militância religiosa, mas a espiritualidade e o sentido da transcendência. «A transcendência é a única alternativa real à extinção».
 Para Vaclav Havel, o grande erro do Ocidente é não compreender devidamente a História.
O que se passou no Leste não foi só a queda de um regime, mas «um espelho deformador da civilização no seu todo».
Daí que a derrota do comunismo não resolva, em si mesma, a «doença da civilizaçao ocidental».
O problema só será superado quando o Ocidente recuperar os seus valores.
O pragmatismo e a pressão das eleições impedem os políticos de «assumirem a dimensão metafísica da sua linha de acção».
Uma nova «divindade» se perfila e se coloca acima do respeito pelo horizonte metafísico da vida humana: «o ideal de uma produção e de um consumo incessantemente crescentes».
Este «deus» sacia. Mas satisfaz?
A legitimidade da política não assenta em si mesma. Ela deve ser legitimada «através de qualquer coisa que a transcenda, como valores éticos e espirituais».
É por isso que a dissidência liderava por Vaclav Havel não ambicionava a conquista do poder».
Só que os acontecimentos evoluiram no sentido de sempre.
Porventura, a humanidade terá ainda de atravessar muitos mais conflitos para perceber algo elementar: como «pode ser incrivelmente míope um ser humano ao esquecer que não é Deus». E se até Deus quis humanizar-Se, não é pelo caminho da desumanização que o desenvolvimento chega!
 
publicado por Theosfera às 18:08

A Bíblia não é um livro. É um conjunto de livros.
Não é passível de uma leitura. Ela tem recebido imensas leituras.
Ela serve para fazer juramentos, promessas. Já serviu até para condenar.
Mesmo no plano científico, há várias leituras, nem sempre coincidentes.
Ronald Reagan, que não era teólogo, disse: «Não lemos a Bíblia como ela é; lemos a Bíblia como nós somos».
Quando se quer impor uma leitura da Bíblia, no fundo estamos a impor-nos a nós.
Que cada um sinta a paz no encontro com a Palavra feita vida. E não apenas texto!
publicado por Theosfera às 18:05

 

Há presépios lindos.
Há presépios engenhosos.
Há presépios deslumbrantes.
Há presépios originais.
Há presépios interessantes.
Há presépios surpreendentes.
E até há presépios ao vivo.
Faltam, contudo, presépios vivos.
Que, a bem dizer, são os únicos presépios necessários.
Aqueles que são construídos não nas ruas ou nas casas. Mas no coração humano.
No meu. No teu. No nosso.É aí, irmão, que Ele — o Senhor — quer (re)nascer hoje.
Vais consentir que Ele seja atirado novamente para um estábulo, como há dois mil anos?
Não tardes, meu Deus!
Acorda-nos da sonolência que nos envolve!
publicado por Theosfera às 18:03

Tantos gestos ao longo destes dias.
Fico sem palavras.
Dizer «obrigado» é pouco, quase nada. Mas é tudo o que me resta. Diante de tanto que recebo. Diante de tudo que cada um representa para mim.
O melhor Natal para todos: o Natal de Jesus!
publicado por Theosfera às 18:00

Com o olhar fixo na simplicidade desarmante da manjedoura, eis uma oportunidade soberana para a Igreja apurar, serenamente, se está a imitar Jesus.
Não basta reproduzir o que Ele disse. É fundamental procurar ser como Ele foi.
A humildade, a pobreza e o despojamento são as etapas do caminho. A simplicidade é o grande trunfo.
Jesus é o critério para a Igreja. E não vice-versa!
publicado por Theosfera às 17:59

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