O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Sexta-feira, 23 de Dezembro de 2011
O Natal é belo quando é sonhado.
O Natal é lindo quando é cantado.
O Natal é encantador quando é tingido de frio e regado de neve.
O Natal é importante quando não é esquecido.
O Natal é bom quando é celebrado.
Mas o Natal é melhor quando é vivido, partilhado, abraçado, chorado, humanizado, fraternizado, assumido e projectado no mundo inteiro.
O melhor Natal para si!
publicado por Theosfera às 11:44

O que nos chega da realidade não é apenas a luz. São também as sombras. É também a obscuridade.
A pressão (e a consequente pressão) parece que só abrem caminho para captarmos os visível.
Cabe-nos, por isso, mobilizar a atenção para o escapável.
A ausência de complexidade não é um bom sintoma. Um discurso demasiado fluente pode esconder muita superficialidade.
E não são os aplausos que resolvem o problema.
Regra geral, aplaudimos o que gostamos. Mas a verdade vai muito para lá do nosso gosto!
publicado por Theosfera às 11:41

Numa altura em que tudo muda, o perfil do intelectual não podia ficar de fora do vendaval da mudança.
Habituados a ver o intelectual como alguém que se move no plano do dizer, temos de nos preparar para ver o intelectual também como alguém que se movimento do mostrar.
O artista é alguém que recebe a realidade. E mostra-a não no texto de um livro, mas numa tela, num busto, num «graffiti», etc.
O mistério do mundo não é unidimensional. As suas expressões também não são unívocas.
publicado por Theosfera às 11:40

Um espantoso pensamento de Anselmo Borges: «O mundo está em processo e o prrocesso ainda não transitou em julgado. Ninguém sabe o que está em questão na História do mundo e na História dos homens. A História lê-se do fim para o princípio e o fim ainda não chegou».
Como só perceberemos a História no fim e como não veremos o fim, nunca perceberemos verdadeiramente o que acontece.
Somos construtores sem certezas definitivas e sem seguranças plenas. Só a esperança nos acompanha...
publicado por Theosfera às 11:39

«Este parte, aquele parte».

 

Portugal, «ficas sem homens que possam cortar teu pão».

 

Este excerto de um poema de Rosalía de Castro retoma actualidade. Só muda o contexto.

 

Rosalía de Castro falava da Galiza de antanho.

 

Mas, neste momento, é o nosso país que se prepara para ver partir aqueles que rejeita. Aqueles a quem não dá oportunidade de cortar o pão...

publicado por Theosfera às 11:37

«Pacta sunt servanda».

 

Mas acima dos pactos está a vida das pessoas!

 

Quando os pactos colidem com a vida, não há que hesitar!

publicado por Theosfera às 11:36

Há certas coisas, di-lo a experiência, que os mais simples entendem muito melhor que os mais doutos.
Por mais que expliquemos, os mais letrados retorcem e voltam sempre ao (seu) ponto de partida.
Já os mais simples percebem tudo. Eles são, no fundo, os mais sábios. Porque, além da inteligência, usam o coração.
Eles sabem que é no coração que repousa a sabedoria!
publicado por Theosfera às 11:33

Maria Filomena Mónica escreveu um texto em que interroga Deus.
O Sermão da Montanha, que Gandhi considerava o texto mais belo de sempre, suscita-lhe aquiescência e repulsas.
Não se revê no «Bem-aventurados os mansos». A soióloga acha que a injustiça não se vence com a mansidão, mas com a revolta.
Entendo.
Mas, à semelhança de Jesus, penso que a maior revolta é a dos mansos!
Paradoxalmente, são eles os que mais inquietam, os que mais incomodam, os que mais irritam os poderosos, os opressores!
publicado por Theosfera às 11:31

Vaclav Havel foi alguém que viu o fim de uma ditadura e entreviu o perigo de uma opressão.
Em 1997, denunciou «o grande erro que consiste em pretender reduzir o Homem a um simples produtor de lucro».
Por isso, ao ser investido na missão de presidente checo, ele afirmou: «O meu poder é o poder dos sem poder». Até porque os outros já o detêm. Os homens de excepção também sabem repor os equilíbrios perdidos!
publicado por Theosfera às 11:30

A má notícia é que passamos a ser uma «democracia com falhas».
A boa notícia é que (ainda) somos uma democracia.
Mas as dúvidas começam a adensar-se em muitos espíritos...
publicado por Theosfera às 11:28

Neste tempo frio, aqueça a vida com esperança. E incendeie este mundo com a paz.
Nunca dê nada por terminado. Há sempre um começo depois de cada prenúncio de fim!
publicado por Theosfera às 11:26

José de Bouza Serrano é perito em protocolo, tem uma assolapada predilecção pela monarquia e já esteve no Vaticano.
Para ele, trata-se de uma «monarquia», embora «electiva». E o Papa é visto como um «rei».
Todos nós sabemos que a romanização (sobretudo a constantinização) da Igreja levou a estas derrapagens conceptuais.
Mas na lista dos qualificativos do Papa, não consta tal menção.
A Igreja não pode ser vista como uma monarquia tutelada por um rei. Ela é um serviço conduzida por um pastor que se vê como servo: «servo dos servos de Deus»!
publicado por Theosfera às 11:25

Quando quiser encontrar as melhores pessoas, não olhe para cima, para as chefias, para os importantes.
Olhe para baixo, para os simples, para os pequenos.
É aí que abunda a pureza. É aí que fermenta a maior grandeza.
Não foi o próprio Deus que, ao fazer-Se Homem, quis aparecer com um Menino?
publicado por Theosfera às 11:23

Por muito que saibamos, é possível saber sempre um pouco mais.
Por muito que programemos, há sempre espaço para mais uma surpresa.
Há muita escurdão neste mundo, mas, quando menos se espera, acende-se uma luz!
publicado por Theosfera às 11:22

Não raramente, o mais próximo corre o risco de ser o mais desconhecido.
Em Lamego, cidade vetusta e por vezes ignota, há um escultor de especiais atributos e luminosos recursos.
Alexandre Fandino tem, neste momento, a decorrer uma exposição de presépios.
Conjuga belamente a expressão do mistério do Natal com o ambiente do Douro. Já obteve muitos prémios no passado, mas a sua obra ainda tem muito para dar no futuro. Vale a pena passar pelo Ribeiro Conceição.
Os olhos ficam deslumbrados. E a alma sentir-se-á tonificada.
Nestes tempos de penumbra, o belo oferece-nos, assim, um suplemento de luz!
publicado por Theosfera às 11:20

«Ver o que está à frente do nariz requer uma luta constante».
Assim escreveu George Orwell. Muitas vezes, o mais óbvio corre o risco de ser o mais difícil de reconhecer e aceitar.
publicado por Theosfera às 11:19

A decência, sendo um valor elementar, desponta também como um valor fundamental.
Acerca de Vaclav Havel, disse Jiri Pehe: «Muitos questionar-se-ão sobre o que terá tornado Havel excepcional. A resposta é simples: decência. Ele era um homem decente, com princípios».
publicado por Theosfera às 11:17

Os santos são geniais. E, muitas vezes, até surpreendentemente irónicos.

 

Alguém é capaz de discordar desta frase de Santo Ambrósio: «Sois, na verdade, muito misericordiosos! Roubais até quando dizeis que socorreis»?

publicado por Theosfera às 11:15

É estranho que, na China, se possa ser comunista e, ao mesmo tempo, capitalista.
O que, pelos vistos, não se pode é ser comunista e, simultaneamente, religioso.
Conheço muitos que, sendo sinceramente comunistas, também são convictamente crentes.
A liberdade é o princípio fundamental que há-de estar a montante e a jusante das divergências.
Mas, de facto, o oriente encerra toneladas de mistério.
Na Coreia do Norte, o regime é comunista e existe culto: um enorme «culto da personalidade»!
publicado por Theosfera às 11:14

Começou o Inverno.
Mas parece que vivemos uma prolongada secura. Refiro-me a uma prolongada secura democrática.
As indemnizações vão diminuir em 70%. Quem decidiu foi a troika.
Houve diálogo? Houve discussão?
Parece que houve decisão unilateral. Isto é democracia? É, sim, um grande seca democrática!
publicado por Theosfera às 11:12

A nossa vida é feita de referências.
São pessoas que nos marcam, porque nos deram o que há de mais precioso: o seu exemplo, o seu testemunho, o seu ser.
Se é verdade que, ao longo da vida, acumulamos muitas decepções (acabando as referências por se transformar em anti-referências), também é certo que algumas mantêm a consistência que o primeiro impacto gerou.
Anteontem, fez 88 anos uma das grandes referências da minha vida. E uma das poucas que a eternidade ainda não levou.
A Mons. Simão Botelho um abraço de enorme gratidão e eterno reconhecimento.
publicado por Theosfera às 11:10

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