O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Segunda-feira, 19 de Dezembro de 2011
Já fui censurado por nada dizer. Já fui criticado pelo que disse.
Encaro o silêncio como uma necessidade e também como um conforto.
Olho, cada vez mais, para as palavras como um imperativo e igualmente como um risco.
Elas não são tomadas conforme foram ditas, mas apenas como foram acolhidas.
Num tempo em que a comunicação tende a ser dilúido no ruído do instante, inclino-me a regressar, em breve, ao aconchego do silêncio.
Falar ficará só para o inevitável!
publicado por Theosfera às 21:50

Quando deixar de fazer o que mais o cansa, não deixe de fazer o que mais importa: acreditar, não desistir, continuar.
Não alterque com ninguém. Não desista de nenhum caminho.
Às vezes, as palavras não ajudam. A melhor palavra é, muitas vezes, a que não chega a sair.
publicado por Theosfera às 21:49

Uma coisa que sempre deu que pensar e que Tácito enunciou na antiguidade: «O prestígio aumenta com a distância».
O mistério adensa a admiração. Será isso que explica, por exemplo, o culto da personalidade na Coreia de Norte?
Trata-se de um culto quase hagiográfico. A imagem está sempre presente, mas a pessoa paira, quase sempre, de um modo distante.
Independentemente do prestígio, só acredito na proximidade. Ser próximo é mais arriscado. Mas só a proximidade é humana.
publicado por Theosfera às 21:47

Há crianças que passam dias inteiros na escola sem comer aboslutamente nada. Na Grécia. No mundo.
A «doença» era dura. A «cura» está a ser insuportável.
Quando se chega ao limiar da fome, as coisas estão mesmo mal.
publicado por Theosfera às 21:46

Há muita gente envolvida na solidariedade.
Uma das campanhas mais interessantes é «O maior estendal do mundo». Já foram colhidas 57 mil peças de roupa. E a campanha só termina dia 6.
Em vez de dar prendas a quem já tem, há quem aposte em dar(-se) a quem nada tem. A quem tudo foi tirado!
publicado por Theosfera às 21:45

É interessante notar, por contraste com o mundo dos tecnocratas que nos domina, que um dos homens que mudou a história recente foi um intelectual, um artista.
A estética será sempre a melhor moldura da ética. O culto do belo impele sempre para a bondade e para a verdade.
O que mais incomodava Vaclav Havel era «a resignação dos homens e dos cidadãos».
Quem nos desperta do prolongado torpor que, uma vez mais, atravessamos?
publicado por Theosfera às 21:44

Quantos mundos tem este mundo?
Ao ver as imagens que chegam da Coreia do Norte, somos invadidos por uma onda de surpresa.
Há uma dignidade estóica naquele povo que chora, de modo convulso, a morte de alguém. Só que se trata de alguém que deixou aquele povo na fome e no obscurantismo. Há muita coisa que não tem explicação, sobre aos nossos olhos de ocidentais.
A morte de Vaclav Havel (este, sim, um paladino da liberdade) não parece suscitar o mesmo efeito emocional.
Como explicar esta discrepância? Será que o ser humano é mais reconhecido para com quem é cruel?
publicado por Theosfera às 21:42

Ontem foi um domingo marcado por duas mortes: Kil-Jong-Il e Vaclav Havel, um ditador e um combatente das ditaduras.
Nestas horas, o que se deve relevar é que se trata de dois seres humanos. Mas o dramaturgo checo ocupará, sem dúvida, um lugar na História como um homem de bem.
A sua «revolução de veludo» será sempre um marco que deixará marcas imperecíveis!
publicado por Theosfera às 21:41

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