O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Terça-feira, 22 de Novembro de 2011

Hoje é dia de Sta. Cecília, padroeira dos músicos.

 

Foi presa por ser cristã e condenada à morte. Como era muito popular em Roma, por causa da sua ajuda aos pobres, foi decidido que seria morta em sua casa, para evitar protestos.

 

Prenderam-na num quarto de banhos quentes, para que morresse asfixiada. Só que, durante três dias e três noites, Cecília entoava cânticos de louvor.

 

Intrigados com tamanha resistência, os algozes tiraram-na de lá para a degolar. Por três vezes a tentativa do algoz falhou e ela foi deixada para morrer agonizando.

 

Cecília perdeu as cordas vocais e levou ainda um tempo a morrer, mas dizem que os seus cânticos puderam ser ouvidos até ao fim.

publicado por Theosfera às 16:41

Investigador que se preze não analisa uma cópia ou uma tradução. Vai sempre ao original.

 

É pena que o mesmo não seja feito em relação às pessoas. Fazemos avaliações, emitimos juízos e formulamos até condenações com base no que se diz, no que se conta, reconta e aponta.

 

As intrigas, as difamações e as calúnias fazem escola. Nem sequer cuidamos do contraditório. Ou seja, não ouvimos os próprios.

 

A vida, como grande mestra, já me ensinou que pessoas de quem se diz mal são de uma qualidade enorme. E, inversamente, sobre personalidades «consensuais», a quem todos tecem loas, enfim, sabe Deus!

 

Por isso, tendo a pensar bem acerca de quem oiço falar mal. Mas nada como a experiência directa do contacto pessoal!

publicado por Theosfera às 16:39

A educação, missão prioritária, tem muitas estratégias. Javier Urra, autor de «O pequeno ditador», apresenta algumas na sua obra mais recente.

 

Só que, a montante e a jusante de todas as estratégias, a educação assenta num segredo: o amor.

 

Dizia João Paulo I que «a educação é obra do amor. Filho amado, filho favorecido na educação. Os pais começam a educar os filhos amando-se mutuamente»!

publicado por Theosfera às 11:28

Disse o saudoso Papa João Paulo I: «Somos obrigados a viver em sociedade; mas como é difícil quando não há rostos serenos e tranquilizadores».

 

Nessas alturas, resta-nos Deus, que, de acordo com o mesmo Pontífice, «é pai, mas ainda mais mãe».

 

Deus não faz mal, não castiga. «Só quer fazer-nos bem a todos».

 

É por isso que «Deus tem os Seus olhos abertos, mesmo quando nos parece que é de noite».

 

Acrescentaria: «Sobretudo quando nos parece que é de noite»!

publicado por Theosfera às 11:12

Na vida, não é preciso haver uma «macrologia». Basta, quase sempre, uma «micrologia».

 

Uma grande palavra sem o suporte da vida é recebida como puro som ou, quando muito, como um ornamento retórico.

 

Mas uma pequena palavra, assente num testemunho de vida coerente, interpela, convence e acaba por arrastar.

 

No fundo, o mais sábio não é o que fala mais. É o que vive o que diz e diz o que vive.

 

Há livros excepcionais. Nenhum, porém, se iguala ao livro de uma vida coerente. É o mais convincente de todos!

publicado por Theosfera às 11:03

Não diria que a democracia está em perigo, mas não nego que, na hora presente, corre alguns (sérios) riscos.

 

Basta pensar nos seus elementos estruturantes: escolha, responsabilidade e oportunidades.

 

As oportunidades são cada vez menores e para cada vez menos.

 

O sentido de responsabilidade está a diluir-se e a ser alienado. Os cidadãos acabam por ter de arcar sempre com as incúrias dos dirigentes.

 

Mas até a escolha, cimento do edifício democrático, parece em causa.

 

Quem elegeu as «agências de rating»? Quem elegeu a «troika»? Quem elegeu os «mercados»? Quem elegeu o directório Merkel-Sarkozy?

 

Quando os não eleitos se sobrepõem aos eleitos, há qualquer coisa a desfuncionar!

publicado por Theosfera às 10:37

Uma frase genial (e talvez um pouco elíptica) de Oscar Wilde: «Só quando tivermos aprendido a amar o esquecimento, aprenderemos a arte de viver»!

publicado por Theosfera às 10:36

Geralmente, a imparcialidade é mais filha da comodidade do que da sensatez.

 

Será que alguém consegue ser totalmente isento seja no que for?

 

Mais. Será que se deve ser isento nas grandes questões?

 

Não será, por vezes, a isenção uma espécie de biombo que acoberta uma certa falta de coragem?

 

Será, porém, que devemos tornar públicas todas as nossas posições?

 

Aí, admito que deva haver alguma cautela. Mas, no limite, é muito melhor uma posição clara do que uma imparcialidade (mal) simulada!

publicado por Theosfera às 10:33

Apesar de alguns esforços notáveis em sentido contrário, a investigação histórica continua ainda a fazer-se a partir de cima, a partir dos tronos, a partir dos poderosos.

 

Mesmo quando se fala de episódios avulsos da nossa existência colectiva, ainda se vai beber muito às incidências das vidas (e mortes) de reis, clérigos e nobres.

 

A base é o que ficou escrito. Sucede que a história das pessoas e dos povos vai muito para lá do que ficou escrito.

 

Alguém pensa, por exemplo, nas vítimas de muitos desses poderosos e das dores que eles provocaram em tantas pessoas?

 

A História corre o risco de ser uma reescrita parcial da realidade.

 

Quem se preocupa com o lado de baixo?

publicado por Theosfera às 10:31

Uma vez mais, Jesus ensina-nos que o mais importante é o mais pequeno.

 

Na Missa desta segunda-feira, Ele louva uma mulher que depositou «duas pequenas moedas» no templo.

 

Materialmente, era pouco, quase nada.

 

O normal é tecermos loas e rendermos homenagens a quem dá muito.

 

Só que aquelas «pequenas moedas» não eram muito. Não eram pouco. Eram tudo.

 

Eram tudo o que aquela mulher tinha para viver.

 

No pequeno pode haver, pois, muito de grande.

 

Deixemos as pompas, as grandezas.

 

Só o pequeno é verdadeiramente grande. Quando o perceberemos?

publicado por Theosfera às 00:31

É reconfortante sair à rua e sentir a cadência da chuva.

 

Parecem os passos de Deus: suaves e persistentes.

 

Há uma paz que se aloja na alma com a escuridão luminosa desta altura!

publicado por Theosfera às 00:30

Um dos maiores teólogos do século XX, Bernhard Haering, dizia, no ocaso da sua vida, que o seu amor pela Igreja era um «amor sofrido».

 

A doença que teve (e que acabou por vitimá-lo) ter-se-á agravado com o desenrolar de alguns processos que lhe foram movidos.

 

Dada a lista infindável de testemunhos da história, é tempo de aprendermos as suas lições.

 

É sempre bom, como fez João Paulo II, pedir perdão pelos erros do passado.

 

Será muito melhor, porém, evitar alguns erros no presente. Sobretudo quando eles configuram sofrimento para as pessoas.

 

Embora sofrido, no entanto, o amor de Haering pela Igreja não se apagou!

publicado por Theosfera às 00:29

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