O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Segunda-feira, 21 de Novembro de 2011

Às vezes, precisamos de adoecer para sentir o valor da saúde.

 

Precisamos de uma despedida para ver a importância de uma presença.

 

Precisamos de passar pela noite para apurar a beleza da luz.

 

Precisaremos de morrer para ter a certeza da maravilha da vida?

 

A eternidade projecta uma nova clareira sobre o tempo. Em tudo, podemos encontrar um sentido.

 

Até no mais negativo. Sobretudo no mais negativo? Há coisas que só Deus sabe!

 

É, quase sempre, tarde (muito tarde) que damos valor a um gesto, a um acontecimento ou a uma pessoa.

 

Habitualmente, só depois de tudo desaparecer é que reconhecemos a importância que as coisas tiveram para nós.

 

Por isso é que Cícero defendia a necessidade de envelher cedo. Porque assim se alcança mais depressa a maturidade.

 

E, quanto à gratidão, é fundamental que os olhos acordem!

publicado por Theosfera às 21:40

Espanha.

 

Quem olha para os resultados, fica a saber quem ganhou.

 

Quem está atento às reacções, ouve falar sobretudo de quem perdeu.

 

Parece que o país vizinho quis, antes de mais, dizer quem não queria.

 

Confesso que fiquei arrepiado quando ouvi um jornalista dizer que se tratou da maior vitória da direita desde Franco! O termo de comparação é assustador.

 

E as ruas, que ora celebram a remoção do poder vigente, não demorarão a encher-se para a contestação ao novo poder.

 

O povo disse quem não queria. Será que tem noção do que quer? Os pobres vão sofrer!

publicado por Theosfera às 21:38

Os que não te viram as costas na adversidade, os que te acompanham quando estás em baixo, os que te estendem a mão nas horas dificeis, esses são os teus amigos para sempre!

 

Quanto aos outros, respeita-os, não lhes faças mal, ajuda-os. Mas não esperes nada deles! A não ser, talvez, ingratidão!

 

A «regra geral» faz com que brilhem ainda mais as excepções.

 

Amigo é algo tão raro que, às vezes, é uma palavra que pode não ter plural.

 

Mas também o amigo, cada amigo, é singular, é único. É um tesouro!

publicado por Theosfera às 21:37

Muitos são os que perguntam.

 

Porque é que tudo parece correr bem a quem faz o mal e tudo parece correr mal a quem faz o bem?

 

Porque é que a uns tudo é tolerado e a outros nada é permitido?

 

Porque é que aqueles que são incapazes de prejudicar alguém são continuamente perseguidos e incomodados?

 

Onde está Deus no meio disto tudo? Onde está a Sua protecção, a recompensa que Ele promete a quem O segue, a quem cumpre a Sua Lei?

 

Assumo que não sei. Confesso que não tenho resposta.

 

Sei que Deus está, mas percebo aqueles que rezam o salmo 22: «Meu Deus, meu Deus porque me abandonaste?».

 

Até Jesus o recitou!

publicado por Theosfera às 21:36

É verdade: «Pobre de quem é pobre».

 

Mas também não é mentira: «Pobre de quem é rico». Ou, melhor, «pobre de quem pensa que é rico só por ter muito dinheiro».

 

Por vezes, mesmo na maior pobreza, acende-se uma luz de dignidade, de resistência e de bondade que a todos interpelam.

 

Não será esta a maior riqueza?

publicado por Theosfera às 15:34

Esta manhã fui revisitar António Gedeão.

 

Encontrei, uma vez mais, o eco de tantas angústias: «Pobre de quem procura e não encontra. Infeliz de quem espera e não alcança». Por vezes, parece que «tudo é foi» e que «nada acontece».

 

Mas, mesmo assim, não desistamos do sonho.

 

O sonho parece o último recurso de quem já espera nada. Mas pode ser o primeiro passo de quem não aceita desistir.

 

É que «sempre um homem sonha, o mundo pula e avança como bola colorida entre as mãos de uma criança»!

publicado por Theosfera às 11:07

Precisamos, como nunca, de luz, de muita luz.

 

Não é da iluminação dispendiosa (há quem, na crise, esteja a investir três milhões de euros) que temos necessiddade.

 

Precisamos daquela luz interior que é muito mais barata e imensamente mais benfazeja!

publicado por Theosfera às 11:07

«O bom historiador escreve sobre o passado, criticando o presente e projectando o futuro. Toda a história que vale é do futuro».
Assim escreveu (magistral e magnificamente) Agostinho da Silva.

publicado por Theosfera às 11:06

Os pessimistas podem não ter simpatia, mas é possível que, por vezes, tenham razão.

 

Vasco Pulido Valente não é pessoa de palavras suaves, mas é um intelectual com uma visão atenta e um conhecimento profundo.

 

Há uma entrevista que concede hoje ao jornal onde escreve que funciona como um alerta.

 

Para lá da concordância ou discordância, é bom ouvir quem diz o que pensa e pensa no que diz!

publicado por Theosfera às 11:05

António Monteiro Fernandes é professor de Direito.

 

Analisando o memorando da «troika», conclui que as medidas que estão a ser implementadas induzem uma ofensiva não contra o desemprego, mas contra os desempregados.

 

Basta pensar na facilitação dos despedimentos.

 

O salário mínimo português é, comparado com o poder de compra, o mais baixo da zona euro e chega a ser até inferior ao da Eslovénia e de Malta!

 

Se é assim que vamos sair da crise, é caso para reclamar que é melhor que nos deixem continuar na crise...

publicado por Theosfera às 11:01

Não me interpretem mal.

 

Eu sei que a greve geral vai ter custos e que nem serão os mais pobres de entre os pobres que nela participarão.

 

(Também é verdade que os mais pobres não a poderão fazer porque nem trabalho têm).

 

Só que não é só a greve que trará custos. O que tem vindo a ser seguido traz custos muito maiores, muito mais graves.

 

Sei que seria mais cómodo não escolher. Mas aprendi com Zubiri que «viver é optar».

 

Nesta situação, escolho o lado de baixo, de quem sofre.

 

Os trabalhadores merecem-me total solidariedade.

 

Sei que haverá paz e a ordem não será beliscada.

 

A voz dos que estão a empobrecer far-se-á escutar. Alguém a quererá ouvir?

publicado por Theosfera às 10:59

Esta é uma crise que tem uma panóplia de causas e uma imensidão de consequências.

 

Invoca-se a crise para reduzir também o orçamento da cultura.

 

À partida, parece razoável. Mas é um logro.

 

Esta crise resulta, em grande medida, de um défice de cultura.

 

Só sairemos da crise quando houver um incremento da cultura.

 

Quem terá visão para perceber uma verdade tão elementar?

publicado por Theosfera às 10:58

Nem sempre se pode dizer tudo o que se pensa, o que se sabe e o que se sente.

 

Mas nunca se deve dizer o contrário do que se pensa, do que se sabe e do que se sente.

 

É a diferença entre a prudência e a falsidade, a hipocrisia e o fingimento.

 

Na vida, há palcos para representar. Mas a vida não é uma peça para encenar.

 

Só na verdade, na autenticidade e na rectidão vale a pena viver.

 

Fora da verdade, da autencidade e da rectidão, viver será viver?

publicado por Theosfera às 10:56

A Espanha votou. A direita ganhou. E Rajoy avisou. Não esperem milagres. Descodificando, preparem-se para a austeridade. Será que aquilo que está a asfixiar a Grécia e a causticar Portugal vai resultar na Espanha?

 

Atenção, pois, à Espanha. E muito cuidado com o que se passa na Espanha. Os «estilhaços», para o bem e para o mal, ressoarão entre nós.

 

A Espanha já assumiu que tem de aumentar as exportações e de diminuir as importações. Portugal precisa de diminuir as importações e de aumentar as exportações.

 

Sucede que a Espanha é um dos principais destinos das nossas exportações. Se estas diminuírem, vai ser complicado para nós.

 

A Espanha virou à direita. Conseguirá Portugal andar para a frente?

publicado por Theosfera às 10:51

Faça o bem não à espera de qualquer recompensa. Porque esta pode nunca vir.

 

Raramente, existe justiça nesta vida.

 

Faça o bem porque é bom. O bem compensa em si mesmo.

publicado por Theosfera às 10:50

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