O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quinta-feira, 17 de Novembro de 2011

Sei que, a esta hora, está a pensar num grande problema que o aflige.

 

E sei que também já falou dele a Deus.

 

Já disse a Deus que tem um grande problema. Mas diga também ao seu problema que tem um grande Deus!

publicado por Theosfera às 10:41

Nem sempre as qualificações certificam conhecimentos e atestam sabedoria.

 

Às vezes, podem também encobrir ignorância, que, quase sempre, surge travestida de arrogância.

 

Confesso que não gosto de ouvir que esta é a geração mais qualificada de sempre.

 

Há muitos parâmetros para avaliar. Os diplomas não são tudo.

 

Há muita gente diplomada que não sabe quem escreveu «Os Maias» ou «O Evangelho segundo Jesus Cristo». Que acha que Picasso pintou a Mona Lisa. Ou que Maria João Pires é conhecida por tocar trombone.

 

Mas, atenção, no meio do naufrágio, há muita gente nova com enorme qualidade.

 

O panorama não é bom. Mas há clareiras de esperança!

publicado por Theosfera às 10:40

O álccol era, em tempos, uma coisa de rapazes. Agora, pelos vistos, as raparigas entre os 13 e os 18 anos estão a embebedar-se cada vez mais.

 

Parece que a lei vai ser mudada. Mas não basta. É preciso trabalhar o coração das pessoas.

 

É fundamental ajudar a descobrir um horizonte de sentido.

 

Quando não se consegue enxergar o futuro, a tentação é para destruir o que resta do presente!

publicado por Theosfera às 10:39

Confesso que o cenário é deprimente, para não dizer repugnante.

 

Pessoas que ganham salários altos, e que exibem um ar superior, vêm recomendar que: 1) é preciso que quem ganha pouco ganhe ainda menos e 2) que é necessário continuar a despedir.

 

E lá voltam para o local donde vieram, muito satisfeitos consigo mesmos e bastante seguros de si próprios.

 

Não pensam naqueles que vão continuar a penar (também) por causa das suas doutas recomendações!

publicado por Theosfera às 10:38

É importante que a comunicação social informe. Mas é essencial que não massacre.

 

Temos o direito de saber que está a decorrer o «Face Oculta», o julgamento sobre o desaparecimento do Rui Pedro e que Duarte Lima foi detido.

 

Mas não nos falem disso a todo o instante.

 

Informação não é o mesmo que obsessão. Muita já é a dor que percorre estes casos.

 

Falem também de outras coisas. E não esqueçam o muito de bom que vai sendo feito.

publicado por Theosfera às 10:36

Mais um dia em que espera ser feliz. Não será fácil, eu sei.

 

Sabe qual é a melhor maneira de ser feliz?

 

Faça algo por alguém. Ajude um velhinho a atravessar a rua ou a transportar uma embalagem.

 

Visite-o em casa ou no hospital. Telefone a alguém.

 

Tente, nem que seja por um minuto, sair da rotina.

 

Somos felizes quando caminhamos. Quando nos damos.

 

Reencontramo-nos connosco quando nos encontramos com os outros.

 

Um excelente dia. Na paz de Jesus manso e humilde!

publicado por Theosfera às 10:35

1. Enquanto espelho e exemplo, Maria oferece à Igreja o Seu próprio rosto. Qual é a fisionomia deste rosto?

 

Em Maria encontramos uma Igreja totalmente descentrada (de si mesma) e plenamente recentrada (no divino e no humano); uma Igreja voltada, antes de mais e acima de tudo, para Deus; uma Igreja esvaziada de si e cheia de Jesus Cristo; uma Igreja tonificada pelo Espírito; uma Igreja feliz na fé; uma que se apaga voluntariamente para que Jesus possa brilhar.

 

Trata-se, por isso, de uma Igreja mais confidente que conferente; de uma Igreja despojada e humilde; de uma Igreja que sabe fazer silêncio para poder fermentar a Palavra; de uma Igreja que, acima do fazer, privilegia o estar; de uma Igreja que se habitua não só a rezar (falando com Deus), mas também a orar (escutando a voz de Deus).

 

Não admira que esta desponte como uma Igreja profeticamente inconformista (e saudavelmente inconformada); como uma Igreja distante do poder e próxima dos simples; como uma Igreja pobre e (preferencialmente) junto dos pobres; como uma Igreja que existe para servir e nunca para se servir; como uma Igreja disponível e jamais imparcial; como uma Igreja libertadora e misericordiosa; como uma Igreja materna e, nessa medida, tolerante.

 

Eis, em síntese, uma Igreja educadora (sobretudo) pelo testemunho; uma Igreja, ao mesmo tempo, discípula e seguidora; uma Igreja próxima (até) de quem está distante; enfim, uma Igreja existencialmente eucarística, que faz da entrega de Jesus Cristo, que sacramentalmente actualiza, um programa de vida e uma contínua proposta de sentido. É uma Igreja que, como Maria, aprende a conjugar mais o verbo dar do que o verbo receber!

 

 

2. A Igreja é chamada incessantemente a recompor o seu rosto em Maria. Neste sentido, não desvalorizará planos de acção nem conferências ou simpósios. Mas a prioridade será sempre a vivência de cada instante e o testemunho em cada momento.

 

Na mais ínfima parcela do krónos fará brilhar o luminoso esplendor do kairós. Não desistirá perante as dificuldades, mas procurará transformá-las em permanentes oportunidades.

 

Será uma Igreja humilde, que nunca reclamará privilégios. A sua voz só se fará ouvir para anunciar o Evangelho da esperança e para denunciar as injustiças que visam obscurecê-la.

 

Passará muitas horas de joelhos, à escuta. Não terá a preocupação de que se fale dela. O importante, para a Igreja, é que se faça o que Jesus diz (cf. Jo 2, 5), é que Jesus cresça, ainda que ela diminua (cf. Jo 3, 30).

 

Nesse sentido, terá muitos tempos de retiro e de deserto, imitando Maria no Sábado Santo, entre a recordação da morte e a expectativa da ressurreição. Também a vida da Igreja decorre entre a atenção dispensada à realidade e o empenho na sua transformação.

 

O Sábado Santo é uma espécie de entretanto entre a comemoração da morte e a celebração da vida.  A Páscoa está, literalmente, em marcha. A passagem da morte para a vida faz-se no silêncio da espera. Nada há mais distante. Nada existe tão próximo. A morte é a negação da vida. A vida é a superação da morte. Há, aqui, uma realidade e um sentido, um significante e um significado.

 

Estamos no fundo? Mas é do fundo que tudo parte. A grande lição do Sábado Santo é que não há motivos para o derrotismo (próprio de Sexta-Feira Santa), mas também não há ainda razões para a euforia (aceitável em Domingo de Páscoa). O Sábado Santo é a grande metáfora da existência humana e do percurso eclesial. É preciso nunca deixar de acreditar, nunca desistir de trabalhar. Não há obstáculos intransponíveis.

 

Segundo Carlo Maria Martini, «entre o "já" e o "ainda não", devemos evitar absolutizar o hoje com atitudes de triunfalismo, ou, pelo contrário, de derrotismo. Não podemos deter-nos na escuridão de Sexta-Feira Santa, numa espécie de "cristianismo sem redenção"; mas também não devemos apressar a plena revelação da vitória da Páscoa em nós, que se realizará na segunda vinda do Filho do Homem. Somos convidados a viver como peregrinos na noite iluminada pela esperança da fé e acalentada pela autenticidade do amor».

 

Neste tempo, que decorre entre a escuridão mais densa e a aurora do dia de Páscoa, «Maria revive as grandes coordenadas da sua vida, coordenadas que resplandecem desde a Anunciação e que caracterizam a sua peregrinação na fé».

 

Os discípulos, figurando a Igreja nascente, «trazem em si a memória de tudo o que viveram com o Mestre. Trata-se, porém, de uma recordação carregada de nostalgia e fonte de tristeza, porque tudo por que tinham ansiado e que tinham esperado com Ele e por Ele parece irremediavelmente perdido. O Sábado Santo é vivido pelos discípulos no medo e no temor do pior, porque o futuro parece reservar para eles derrotas e humilhações crescentes. No sábado do tempo em que nos encontramos é necessário redescobrir a importância da espera; a ausência de esperança talvez seja a doença mortal das consciências, nesta época marcada pelo fim dos sonhos ideológicos e das aspirações a eles associadas».

 

 

3. A espera da esperança não pode ser confundida com passividade. Pelo contrário, ela proporciona a oportunidade decisiva para realizar o prioritário: a escuta.

 

A escuta, que nunca peca por excesso, faz-se, sem dúvida, a partir da Palavra revelada na Escritura e interpretada pelo Magistério. Mas faz-se também - e bastante - a partir do acolhimento do Espírito que balbucia no tempo (o zeitgeist) e, particularmente, na voz da consciência.

 

Tenhamos presente que, como avisa o próprio Jesus, Deus vê no segredo (cf. Mt 6, 1-6). E não é seguramente em vão que o Vaticano II chama à consciência o «santuário secreto» onde o Homem se encontra com Deus.

 

«A palavra de Deus, como sublinha Simone Weil, é também a palavra secreta». Daí que o pensamento crente deva estar «vazio, à espera, sem nada procurar, mas pronto a receber, na sua verdade nua, o objecto que o vai penetrar». No fundo, «os bens mais preciosos não devem ser procurados, mas esperados».

 

Uma pessoa não há-de ser estigmatizada por decisões que toma em consciência e, muitas vezes, no meio de condicionantes que chegam a ser dramáticas. Simone Weil confidencia que o uso das palavras «anathema sit» foi o motivo que a «impediu de franquear as portas da Igreja». É igualmente essa a razão para que muitos a abandonem ou se desencantem com ela. O legado de Jesus Cristo implica uma «solução harmoniosa entre indivíduos e comunidade». E esta harmonia passa, inevitavelmente, por um «justo equilíbrio de contrários».

 

 A consciência é vista, desde o princípio, como uma espécie de vestígio seminal do divino em cada homem. Aliás, já há muitos séculos atrás, Pierre Bayle descrevia a consciência como «a voz e a lei de Deus». Pelo que «violar a consciência é, essencialmente, violar a lei de Deus». Não espanta, assim, que Joseph Ratzinger tenha sustentado, em  1968, que, «acima do Papa, está a própria consciência, à qual há que obedecer antes de mais, ainda que seja contra o que diz a autoridade eclesiástica».

 

João Paulo II viria a sufragar esta posição, em 1991, na mensagem para o Dia Mundial da Paz: «Nenhuma autoridade humana tem o direito de intervir na consciência seja de quem for». Neste sentido, «negar a uma pessoa plena liberdade de consciência ou tentar impor-lhe uma maneira particular de compreender a verdade vai contra o seu direito mais íntimo».

 

 O primado da pessoa é o que deve prevalecer. A autoridade está ao serviço da pessoa. Não pode abafar a pessoa. A autoridade existe para que a consciência de cada um seja respeitada. Para que, no fundo, seja garantido que a autoridade maior é a consciência.

 

 

4. A Igreja é comunitária, mas com base na pessoa. Não despersonaliza quanto integra. Cada um deve, pois, ser acolhido e tratado como único. Maria mostra como o Salvador de toda a humanidade veio ao mundo por meio de uma única pessoa.

 

A Igreja deve dirigir-se a todos e tem de estar disponível para cada um. Em qualquer circunstância, ela há-de ser portadora de esperança. Não se trata de uma esperança como ilusão, mas da esperança como garantia. O seu fundamento está em Jesus Cristo e a sua imagem encontra-se em Maria.

 

O Concílio Vaticano II assinala que Maria «brilha como sinal de esperança segura e de consolação aos olhos do Povo de Deus peregrino». Ela posiciona-Se como uma luz no horizonte a orientar o sentido da nossa vida. Como refere Alejandro Martínez, Maria «transforma-se em incentivo para a dupla tarefa do cristão: santificação própria e ser testemunha de Cristo no meio dos homens».

 

Por aqui se vê como a fé não é alienante. O cristão tem os olhos na eternidade, mas não foge do tempo. Pelo contrário, é por causa da sua esperança na consumação eterna da sua existência que ele se empenha na transformação do mundo actual. É a certeza do futuro que estimula a intervenção no presente.

 

Deste modo, marianamente autenticado, a Igreja vai fazendo a trajectória do mistério pascal nas suas duas ocorrências fundamentais: crucifixão e ressurreição. Da cruz fazemos experiência palpável. Da ressurreição vamos fazendo experiência na esperança. Como dizia Sto. Agostinho, «nesta vida, realizamos o que está significado na crucifixão, enquanto afirmamos, pela fé e pela esperança, o que está significado no sepultamento e na ressurreição».

 

Se não houver mais nada para oferecer às pessoas, não deixemos de oferecer a esperança. A esperança não é tudo, mas é essencial para tudo.

 

É usual dizer-se que enquanto há vida, há esperança. Também se poderá afirmar que enquanto houver esperança, haverá sempre vida!

 


 

publicado por Theosfera às 00:52

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