O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Terça-feira, 08 de Novembro de 2011

O problema do labirinto não é a falta de uma saída. É a dificuldade em encontrá-la.

 

O segredo da felicidade não reside na ausência de problemas, mas na forma como conseguimos encará-los e vencê-los.

 

Há sempre uma luz que brilha. Mesmo na escuridão. Sobretudo na escuridão?

publicado por Theosfera às 19:33

«Não sei como é que isto me foi acontecer logo a mim, que tinha tanto talento para ser criança».

 

Quem não subscreveria, à medida que o tempo passa e os anos avançam, estas palavras do escritor Lúcio Cardoso?

publicado por Theosfera às 19:32

Um povo que já teve líderes como Alcide de Gasperi (um santo), Aldo Moro (um mártir) e Romano Prodi (um sábio) aceitou ser liderado por alguém como Berlusconi e, ainda por cima, nunca chegou a destituí-lo.

 

Foi ele que tomou a iniciativa de se afastar.

 

A democracia tem os seus mistérios. E nem sempre faz justiça aos mais justos!

publicado por Theosfera às 19:31

O mundo está violento, mas o certo é que nunca esteve tão pacífico. Ou seja, estamos mal, mas já estivemos muito pior.

 

Steven Pinker, psicólogo de Harvard, publicou um estudo que não deixa margem para dúvidas. Na Idade Média, por exemplo, era 35 vezes mais provável ser-se assassinado do que hoje.

 

Apesar das duas guerras mundiais, o século XX foi 95% menos violento que o século XIV. Neste, por cada 100 mil pessoas havia 110 assassinatos. No século XX, houve apenas um homicídio por cada 100 mil pessoas.

 

É arrepiante achar que, afinal, nunca estivemos tão bem.

 

Tanta violência existe à nossa frente. Muito mais violência, porém, existiu atrás de nós!

publicado por Theosfera às 16:34

Servem as sondagens para apurar o sondável.

 

Mais difícil será a qualquer sondagem escrutinar o insondável. E, no entanto, os números surgem.

 

De facto, não dá para perceber como é que uma altura tão inclinada à espiritualidade como o Natal leva a uma fúria consumista de proporções dantescas. Insondável!

 

Acresce que, em época de crise, a pulsão pelo consumo, embora descendo alguma coisa, permanece alta. Insondável!

 

Diz uma sondagem que os portugueses prevêem gastar menos 8% nas compras deste Natal. Só menos 8%? Insondável!

 

E vamos gastar mais que os próprios alemães! Insondável!

publicado por Theosfera às 14:19

A revolta é contra os políticos. Mas as vítimas são os cidadãos.

 

O nosso tempo é marcado por este desnorte.

 

O alvo da ira é quem está mais perto e quem tem menos culpa.

 

As greves, legítimas, prejudicam as pessoas.

 

Os assaltos, inqualificáveis, agridem as pessoas: nos seus bens e(ou) na sua integridade!

publicado por Theosfera às 10:56

A essência da democracia é a escolha.

 

Quando não há escolha, não há democracia.

 

E quando não há democracia, há ditadura. Para que esta surja, não é preciso haver golpes militares. Basta que se condicionem as opções e se estigmatizem as escolhas.

 

Estamos num tempo em que não falta quem apode a democracia de demagogia, dominada (imagine-se) pelo «despotismo de todos»! Só falta decretar que a democracia é a maior das cavalidades do nosso mundo.

 

O terreno está minado pela submissão. A consciência cívica tem de estar vigilante!

publicado por Theosfera às 10:54

1. A paisagem dos nossos dias assemelha-se a um prolongado (e entediante) passeio pela desesperança.

 

Os horizontes surgem tapados por todos os lados. A lamúria parece abafar as energias. E, como se isso não bastasse, asseguram-nos que, se o presente está cinzento, o futuro ameaça ser negro.

 

Os que nos acenaram com revoluções mostram-se incapazes de nos proporcionar a mais leve mudança. Alternam os protagonistas, subsiste a mesma ausência de rumo.

 

Na busca afanosa de uma solução, o dinheiro, que tudo garante, evapora-se. O poder, que quase tudo afiança, sufoca.

 

A alma das pessoas está abatida. Uma gigantesca onda depressiva parece varrer a sociedade. O exterior é sombrio. E o interior também está longe (muito longe) de ser luminoso.

 

Andámos a coleccionar, desde há muito, tardes que choram. Quando veremos, finalmente, uma manhã a sorrir?

 

 

2. Como sucede com quase tudo na vida, também uma crise tem muito de ambivalente. Ela encerra um vulcão de perigos. Mas transporta igualmente um universo de possibilidades.

 

As possibilidades da hora presente reclamam uma profunda transformação. A crise funciona como um estertor de hábitos contraídos e como uma espécie de despertador para atitudes novas.

 

Uma doença anela por uma terapia e um enfermo anseia pela cura. O ser humano, sobretudo neste ocidente descompensado, precisa de muita vitamina E: E de esperança e E de espiritualidade. 

 

Não é, de facto, nos bancos que se vê a riqueza de uma pessoa. É nas atitudes de amor. É nos gestos de esperança.

 

Não esqueçamos o legado de Teilhard de Chardin, colhido pelo Concílio Vaticano II: «O futuro pertencerá àqueles que derem ao mundo um pouco de esperança». Um pouco que seja já é bom, muito bom.

 

 

3. Don Delillo, um dos autores mais lidos actualmente, denuncia: «A religião não é, hoje, uma espiritualidade profunda; é parte da política».

 

É por isso que uma crise, enquanto momento de acrisolamento, pode constituir, para a religião, um regresso a ela própria.

 

A espiritualidade não é um pretexto para a pessoa se fechar. Pelo contrário, é o melhor meio de se abrir. A partir de si mesma. A partir do fundo de si mesma!

 

Luc Ferry acaba de publicar uma magnífica obra em que propõe os alicerces daquilo a que chama uma espiritualidade laica.

 

A base é o amor e a espiritualidade não desponta como uma parte da vida. Emerge como o alimento da vida.

 

As religiões são chamadas a proporcionar uma oferta acrescida de espiritualidade. É isso o que as pessoas mais procuram hoje. E é o que elas têm direito a esperar.

 

É o Espírito que tudo torna possível. A começar pelo próprio impossível. Ele é, forte e suavemente, persuasivo.

 

Juan Martín Velasco alertava que «o cristão de hoje ou é místico ou, muito provavelmente, não poderá ser cristão».

 

Isto significa, segundo ele, que o cristianismo carece de uma reconfiguração: «Há um cristianismo que se vai derrubando à nossa vista»: o cristianismo de massas vai dando lugar a um cristianismo da pessoa.

 

 

4. Este é o tempo em que as nuvens obscurecem o sol. Virá o tempo em que o sol vencerá a barreira das nuvens.

 

 

Neste mundo, nada é eterno. Nem sequer a crise. Não desistamos da esperança. Ela pode ter migrado. Mas acabará por voltar.

 

 

Não deixemos, pois, adormecer a esperança. Mantenhamo-la acesa no coração. E não hesitemos em oferecê-la aos nossos irmãos.

 

O presente é tão sombrio, que o futuro só pode ser mais luminoso. Acredite. Amanhã será melhor!

 

Sei que acreditar não é tudo. Mas pode ser aquele «quase», sem o qual nunca chegaremos a lado nenhum!

 

 

Há um trabalho enorme a fazer na sociedade. Há uma tarefa ingente a realizar no coração de cada um.

 

 

 

Amanhã será melhor não por haver mais dinheiro. Amanhã será melhor se o interior de cada um for diferente. Mais fraterno. Mais humano.

 

 

 

 

publicado por Theosfera às 10:19

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