O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quarta-feira, 02 de Novembro de 2011

Tudo precisa do seu tempo.

 

A dor precisa de ser sofrida. A lágrima precisa de ser chorada.

 

Só depois o sorriso poderá ser mostrado.

 

Tudo tem o seu tempo. Não se deve recalcar o que vai na alma.

 

Sejamos inteiros em cada instante.

publicado por Theosfera às 22:11

Há coisas que se aceitam melhor quando são ditas por quem tem pouca idade ou por quem tem muitos anos.

 

A uma criança quase tudo se tolera. A um idoso quase tudo se desculpa.

 

Gillo Dorfles tem 101 anos e é filósofo. Não causou, por isso, grande hostilidade quando disse à jornalista que as suas perguntas eram absurdas.

 

Defensor da importância da arte, alega: «Se muda a arte, mudam as questões. A arte muda continuamente, nunca é a mesma. Como é possível haver um modelo único quando tudo muda?»

 

Importante é manter a curiosidade desperta pois, «sem curiosidade, não haveria progresso nem cultura; um homem que não seja curioso já está morto».

publicado por Theosfera às 10:26

Não são apenas os países. Não são somente as empresas. As próprias pessoas estão a colapsar.

 

Treze famílias entram em falência todos os dias!

 

Há que transformar a realidade. Reavivemos a esperança!

publicado por Theosfera às 10:23

Habitualmente, as chamadas questões últimas geram em nós, não esperança, mas preocupação, ansiedade e até temor.
 
Absorvidos como estamos pelo quotidiano, falta-nos a predisposição necessária para ultrapassarmos a barreira do imediato, do concreto e do sensível.
         
É assim que preferimos a evasão à reflexão.
         
Como se não pensar no fim último evitasse o confronto com ele.
         
Há, entretanto, uma segunda desfocagem relativamente a esta realidade.
         
Admitida a sua inevitabilidade, tendemos a conjecturar acerca da sua ocorrência.
         
Também Jesus foi abordado neste sentido.
         
E, como sempre, não satisfez a curiosidade dos Seus ouvintes.
         
A importância das questões últimas assenta, não no conhecimento antecipado da sua ocorrência, mas no convite a uma cuidada preparação para a sua vivência.
         
Ou seja, não interessa saber quando e como acontecerá tudo isso. Interessa, sim, estar preparado. No plano pessoal e à escala do próprio mundo.
         
De facto, estamos preparados quando orientamos a nossa vida em função do fim, da meta, da consumação.
         
Já Gandhi intuía, de forma assombrosa, esta orientação fundamental da existência, ao afirmar: O que importa é o fim para que sou chamado.
publicado por Theosfera às 00:08

O fim não é sinónimo de dissolução, de aniquilamento, de catástrofe, mas de acabamento, de realização, de plenitude.
         
 De resto, esta percepção povoa o imaginário colectivo da humanidade. Veja-se o caso do desporto. Todos os esforços de um ano visam um único objectivo: ser o primeiro no fim da competição.
 
Olhemos também para a vida estudantil. Noites em claro, horas a fio diante dos manuais, tudo se faz numa direcção muito nítida: ter aproveitamento no fim do ano lectivo.
         
Desde o começo, aponta-se logo para o fim. E isto justifica todos os sacrifícios, todas as provações, todas as contrariedades. O fim que se pretende alcançar é de tal modo mobilizador que os mais diversos obstáculos são enfrentados com entusiasmo e força de ânimo.
         
Centrar a vida em torno de um fim implica, como se compreende, uma grande disciplina.
         
Um desportista ou um estudante, para chegarem ao fim em boa posição, têm de renunciar a muitas coisas que, eventualmente, considerariam aprazíveis.
         
O fim de que Jesus nos fala não se atinge sem o abandono de muitas opções e de muitos comportamentos que, talvez, nos enchessem de satisfação.
         
O poder, a fama e a glória surgem-nos, com frequência, como objectivos atraentes.
         
Por causa de os conseguir, dispomo-nos a tudo. Acontece que a insatisfação não desaparece do nosso espírito. Os testemunhos, a este respeito, são abundantes e eloquentes.
         
Só Deus é um fim à altura do querer e do esperar humanos. No fundo, tudo aquilo a que aspiramos, nos é oferecido por Ele. Cabe-nos, portanto, ajustar a nossa existência em função deste fim. De que maneira?
         
Jesus é o caminho (Jo 14, 6). Seguir Jesus é enveredar pelo caminho que nos leva ao fim, à plenitude.
         
O próprio sofrimento não é capaz de impedir o acesso a Ele. Significativamente, foi quando atingiu o máximo de sofrimento que Jesus deu por cumprida a Sua missão.
         
Tudo está consumado — foram as Suas últimas palavras de acordo com o evangelista S. João (19, 30).
         
Dir-se-á que tudo isto é misterioso. Não o nego. Mas tudo isto é também muito belo. Pois, em Cristo, torna-se possível até encontrar o amor no ódio, o perdão na ofensa, a vida na morte, a eternidade no tempo.
         
Diante disto que importa saber o dia e a hora? Importa, sim, estar preparado.
publicado por Theosfera às 00:03

A Escatologia trata das eschata e do eschaton. Ela transita entre as coisas últimas e o último. As coisas últimas são os novíssimos: morte, juízo, inferno ou paraíso. O último é uma pessoa (Jesus Cristo) ligada a um acontecimento (a Salvação) e a uma atitude (a Esperança).

 

É fundamental preparar as coisas últimas a partir do último. Por isso é que, como advertia Moltmann, a Escatologia consiste também numa meditação sobre a esperança. E daí que a Escatologia não deva vir no fim, devendo figurar desde o princípio.

 

Toda a mensagem cristã é escatológica. Caminhamos para as coisas últimas vivendo sob a inspiração do último. Deste modo, a Escatologia constitui um poderoso impulso para a transformação do presente.

 

O presente tem de ser a imagem e a antecipação do futuro. É a partir do futuro que vivemos. Do futuro que não sucede ao presente, mas do futuro que o transforma, que o preenche, que o plenitudiza.

publicado por Theosfera às 00:02

Todos nos sentimos pequenos diante da morte, diante dos mortos. É por isso que recorremos à fé n'Aquele que, passando pela morte, venceu a morte. Se a fé é importante para lidar com a vida, é determinante para lidar com a morte.

 

Também na morte celebramos a fé, o mistério da fé que é, simultaneamente, um mistério de morte e de vida. Na verdade, o mistério pascal articula a passagem da morte à vida pela ressurreição de Jesus Cristo. N'Ele todos morremos. N'Ele todos ressuscitamos.

 

Daí que não seja completamente certo dizer que, num funeral, celebramos a vida. É verdade, mas é só uma parcela da verdade.

 

Na Eucaristia (inclusive na Eucaristia exequial) celebramos a vida e celebramos a morte: a morte de Cristo e a vida de Cristo, a morte e a vida dos que estão em Cristo.

 

 Também num funeral o protagonista é Cristo, o Seu mistério pascal. É neste sentido que o Catecismo da Igreja Católica recomenda que «os funerais cristãos são uma celebração litúrgica da Igreja. O ministério da Igreja tem em vista exprimir a comunhão eficaz com o defunto e fazer a comunidade reunida participar das exéquias anunciando a vida eterna».

 

 A liturgia propõe três tipos de celebração dos funerais, correspondendo aos três lugares onde acontece (a casa, a igreja, o cemitério) e segundo a importância que a ele atribuem a família, os costumes locais, a cultura e a piedade popular.

 

 A Liturgia da Palavra, por ocasião dos funerais, «exige um preparação bem atenciosa, pois a assembleia presente pode englobar fiéis pouco assíduos à liturgia e também amigos do falecido que não sejam cristãos. A homilia em especial deve "evitar género literário de elogio fúnebre", deve iluminar o mistério da morte cristã com a luz de Cristo Ressuscitado».

 

 Não é que não se deva falar do defunto. Ao falar do mistério pascal de Cristo, já se está a prestar a melhor homenagem ao defunto, integrando-o na vida do próprio Senhor Jesus. É Ele, só Ele, que tem o protagonismo.

 

 Há muito a melhorar neste campo. A abertura a Cristo é o ápice da vida. E o sentido da morte.

publicado por Theosfera às 00:00

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