O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Terça-feira, 01 de Novembro de 2011

Se um sorriso passear pela tua face, não o comprimas. Sorri.

 

Mas se uma lágrima assaltar os teus olhos, não a sufoques. Chora.

 

Não te preocupes com as impressões dos outros.

 

Em cada momento, sê autêntico, inteiro.

 

Deixa que o teu rosto seja o espelho da tua alma.

 

Um coração puro não tem ornamentos nem suporta disfarces.

 

Um coração puro é o mais belo enfeite de uma vida limpa.

 

Muitos andam envolvidos com as aparências.

 

Uma só coisa, porém, é necessária: ser verdadeiro.

 

Apenas a verdade é bela.

publicado por Theosfera às 18:06

Este é um dia em que os cemitérios são o maior ponto de encontro.

 

Encontramo-nos nós, os vivos na terra. E encontramo-nos com os que acreditamos continuarem vivos na eternidade.

 

É muito bom rever quem não víamos há muito tempo.

 

E é reconfortante sentir que nunca deixamos de ser vistos por aqueles que já partiram. Mas cuja recordação nunca se apagou da nossa memória e do nosso coração!

publicado por Theosfera às 16:52

«O homem morre a primeira vez quando perde o entusiasmo».
Assim escreveu (pertinente e magnificamente) Honoré de Balzac.

publicado por Theosfera às 16:52

Não me peçam para dizer que faz sol, quando os meus olhos só vêem nuvens.

 

Antes do optimismo, a verdade. Com a verdade, a esperança. Na esperança, o sonho. E, alimentando o sonho, tudo é possível. Até o que parece impossível.

 

Mas não nos digam para esconder a realidade. A realidade não é para esconder. É para encarar. E transformar!

publicado por Theosfera às 16:50

Neste dia, tudo parece ungido com uma certa timidez. Até o sol espreitou e a chuva se conteve. O vento pulava pelos cemitérios, enxugando as lágrimas que batiam a face e se sepultavam no coração.

 

Neste dia de todos os santos, recordamos tantos que surgem ante nós como modelos de bondade e referências de vida.

 

Foram nossos pais, vizinhos, amigos. Tornaram-se as vértebras do nosso caminhar.

 

Hoje, os sorrisos, sinceros, despontam um pouco feridos.

 

A nossa história mora já, em grande parte, debaixo da terra.

 

Lá cumpri também o meu ritual. Com toda a minha família, fui à Senhora da Guia.

 

E, no cemitério, além de orar por meu querido Pai, lembrei o que minha amada Avó me disse no dia 1 de Novembro de 1974: «Meu neto, para o ano, já me vens visitar aqui também».

 

Não estava sequer doente. Mas viria a falecer logo no mês seguinte, a 30 de Dezembro.

 

Os meus nove anos de então ficaram atordoados.

 

Uma vez mais, gostei de rever aquela gente que sempre me disse muito e que recordo tanto!

publicado por Theosfera às 16:36

Santo és Tu, Senhor,

 

Santo é o Teu ser,

 

Santo é o Teu amor,

 

Santa é a Tua generosidade.

 

Santos são os Teus gestos.

 

Tudo é santo em Ti, Senhor.

 

 

Hoje é, pois, o Teu dia,

 

Como Teus, Senhor, são todos os dias.

 

Mas Tu queres que também nós sejamos santos.

 

A nós parece-nos um sonho impossível.

 

Mas para Ti, Senhor, é tarefa realizável, é missão que está ao nosso alcance.

 

Não estás aí, no alto, à nossa espera.

 

Está connosco, aqui, ao nosso lado, dentro de cada um de nós.

 

 

Ser santo é, afinal, ser (ou procurar ser) como Tu:

 

Manso, humilde, despojado, puro, pacífico.

 

Ser santo não é deixar a vida: é colocar a Tua Palavra no centro da vida.

 

Ser santo não é deixar o mundo: é depositar o Teu amor no coração do mundo.

 

Ser santo não é ser desumano: pelo contrário, é ser autenticamente humano, inteiramente humano, plenamente humano.

 

Ser santo é ser irmão, é ser fraterno, é estender a mão, é abrir o coração.

 

 

A santidade está no Céu, mas não está ausente da terra.

 

Ser santo é ser feliz: não apenas depois, mas também agora, já.

 

E ser feliz não é só quando se ri; é também quando se chora.

 

Tu, Senhor, proclamaste felizes os que choram.

 

 

Ser feliz não é ser rico de bens materiais: Tu, Senhor, declaraste felizes os pobres.

 

Ser feliz não é vencer as guerras: Tu, Senhor, chamas felizes aos que constroem a paz.

 

Ser feliz não é passar por cima dos outros: Tu, Senhor, consideras felizes os que têm fome e sede justiça.

 

Ser feliz não é ter uma vida sem problemas: Tu, Senhor, até dizes que podemos ser felizes quando somos perseguidos e insultados.

 

 

Ser feliz é não ser fingido.

 

É ser autêntico.

 

É manter a serenidade.

 

É acender a luz da esperança por entre as nuvens do desespero.

 

 

Obrigado, Senhor, por todos os santos que estão no Céu.

 

De muitos sabemos o nome e conhecemos a vida.

 

Mas há mais, muitos mais, cujo nome ignoramos e cujo número nem sequer conseguimos imaginar.

 

Muitos pertenceram à nossa família.

 

Muitos foram nossos vizinhos.

 

Santos são aqueles que deixaram, no mundo, uma semente de bondade e um rasto de luz.

 

 

Obrigado também, Senhor, por todos os santos que continuam aqui na terra.

 

Obrigado por nos convidares a ser santos.

 

Apesar dos nossos defeitos, Tu, Senhor, continuas a acreditar em nós.

 

Grava, no mais fundo de nós, este texto maravilhoso das Bem-Aventuranças.

 

Ele é o programa a seguir, o caminho a trilhar e a meta a alcançar.

 

Que o conservemos na mente e o guardemos no coração para que o possamos aplicar na vida.

 

 

Nossa Senhora, Mãe da esperança,

 

Acompanha-nos na nossa jornada pelo tempo.

 

Faz brilhar em nós a luz do Teu sim.

 

Tu és a toda santa, a toda bela, a toda pura.

 

Dá-nos a graça de sermos simples e fiéis,

 

Persistentes e constantes.

 

Semeia em nós a santidade.

 

Que sejamos humildes como Tu.

 

Que deixemos Deus fazer através de nós as maravilhas que Deus realizou por meio de Ti.

 

 

Ajuda-nos no caminho,

 

Acompanha-nos na viagem.

 

Apoia-nos quando cairmos.

 

Enxuga as nossas lágrimas.

 

Dá-nos a Tu mão, agora,

 

E recebe-nos no Teu coração, depois, na eternidade.

 

Que sejamos santos

 

E, por isso, felizes.

 

E, por isso, cada vez mais amigos,

 

Cada vez mais unidos,

 

Cada vez mais irmãos!

 

 

publicado por Theosfera às 16:05

De muitos sabemos o nome. Acerca de muitos mais nem sequer alvitramos a existência.

 

Uma coisa este dia põe à tona: são muitos mais os santos do que aqueles que conhecemos, do que aqueles que figuram no calendário.

 

A santidade é para todos. O Concílio Vaticano II falava da «vocação universal à santidade».

 

A santidade consuma-se na eternidade, mas constrói-se aqui, no tempo. A santidade é deixar que Deus aconteça em nós.

 

A santidade é a surpresa da paz, da harmonia, da superação do ímpeto do momento. A santidade não é estrepitosa. É silenciosa, mas interveniente, calma, interpelante.

 

A santidade está ao alcance de todos, de ti também, meu Irmão. Quanto mais longe te consideras, talvez mais perto te encontres. De Deus. De ti. Da vida.

 

Que ninguém se sinta à margem. A santidade não é a ausência de defeitos. Houve santos que pegaram em armas, que mataram, que defenderam a pena de morte. Mesmo assim, Deus não os abandonou. E eles deixaram-se tocar.

 

A santidade ocorre na estrada, na casa, no trabalho. A santidade é o mergulho no eterno. Ela tem de ser alimentada. O segredo? Vive a vida segundo a tua consciência. Deus mora lá. No fundo do teu ser.

 

Com Aquele que perdoou, aprendamos a perdoar. Com Aquele que deu, aprendamos a dar.

 

Com Aquele que amou, aprendamos a amar. Com Aquele que é bom, aprendamos a ser bons.

 

Vale a pena parar hoje, para melhor (re)começar amanhã.

publicado por Theosfera às 00:16

A morte está aqui. Mas a ressurreição mora já ali.

 

Entre a morte e a vida há uma diferença tão grande mas, ao mesmo tempo, uma distância tão pequena!

 

A morte não é fim, mas começo; não é termo, mas trânsito; não é catástrofe, mas passagem: para a plenitude, para o amor, para a vida.

publicado por Theosfera às 00:15

É Novembro e, apesar do sol, o ar é um pouco sombrio, carregado.

 

Este é o tempo em que pensamos mais no tempo, no fim dos tempos e nos tempos do fim.

 

Este é o tempo em que o tempo se auto-suspende e nos fixamos para lá do tempo.

 

Este é o tempo em que o tempo se senta. Só a eternidade voa. E se aloja em nós.

 

Este é, pois, um tempo de viagem: do tempo para a eternidade e da eternidade para o tempo.

 

De desencontro em desencontro, rumo ao encontro total e, assim o esperamos, feliz.

publicado por Theosfera às 00:00

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