O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Sexta-feira, 28 de Outubro de 2011

Ralph Emerson disse que «um problema sem solução é um problema mal colocado».

 

Tente colocar, então, o seu problema de outra maneira.

 

Já agora, não deixe de o recolocar à luz de Deus.

 

E não diga apenas a Deus que tem um grande problema. Diga também ao seu problema que tem um grande Deus!

publicado por Theosfera às 23:17

Duas frases, aparentemente triviais, podem readquir pertinência acrescida nestes tempos de penumbra.

 

Uma é de Zubiri: «Viver é optar».

 

Esta é, de facto, a hora de mostrar de que lado estamos.

 

Não se pode ser neutral quando há tanta gente a sofrer. Nem a neutralidade activa e operante de Gramsci é suficiente. Urge escolher um lado. E para quem possui um mínimo de consciência cívica só pode ser o lado dos pobres, dos esbulhados nas suas expectativas, dos sacrificados nas suas legítimas aspirações.

 

Bergson disse também algo óbvio: «Escolher é excluir».

 

O lado do poder será insinuante. Há que respeitar quem o exerce. Mas, independentemente de quem o detém, a nossa consciência deverá levar-nos a optar pelas vítimas do poder.

 

Já há dor a mais no nosso país!

publicado por Theosfera às 23:09

Neste dia, há 46 anos, o Concílio Vaticano II, já perto do seu final, publicava um dos seus documentos mais relevantes.

 

Tratava-se da declaração «Nostra aetate», que versava o diálogo entre a Igreja e as religiões não-cristãs.

 

O espírito de confronto dava lugar ao espírito de encontro.

 

Os outros credos deixavam de ser condenados e inundados de anátemas. Pelo contrário, a Igreja reprovava, «como contrária ao espírito de Cristo, toda a discriminação ou violência por motivos de raça, cor, condição ou religião».

 

Reconhecendo que, no fundo, a humanidade constitui uma «única comunidade», a Igreja assumia «nada rejeitar do que nas outras religiões existe de verdadeiro e santo». 

publicado por Theosfera às 19:23

No seu passeio tétrico pelo mundo, a morte visitou a minha terra natal e aboletou-se com uma das melhores pessoas que ela vira nascer.

 

O senhor Aníbal Carvalho foi sempre um homem bom, amigo de fazer o bem, prestável para todos.

 

Trabalhador do campo, mantinha um porte afável que o nobilitava e distinguia pela urbanidade do trato.

 

É dífícil dizer seja o que for numa hora destas.

 

A melhor palavra não é a que flui pelos lábios, mas a que emerge do coração.

 

Fica uma prece pelo seu eterno descanso e uma oração solidária pela família enlutada.

 

Apesar dos seus 70 anos, ficamos com a sensação de que a morte vem sempre cedo. E que tem uma especial apetência pelos bons!

publicado por Theosfera às 16:23

«Homem de um só parecer

De um só rosto, de uma só fé

De antes quebrar que torcer

Muita coisa pode ser

Homem da corte não é».

 

Assim poetou (notável e magnificamente) Sá de Miranda.

publicado por Theosfera às 10:53

Dai-nos, Senhor, a paz que Vos pedimos
A paz sem vencedor e sem vencidos
Que o tempo que nos destes seja um novo
Recomeço de esperança e de justiça 
Dai-nos, Senhor, a paz que Vos pedimos
A paz sem vencedor e sem vencidos
Erguei o nosso ser à transparência
Para podermos ler melhor a vida
Para entendermos Vosso mandamento
Para que venha a nós o Vosso reino 
Dai-nos, Senhor, a paz que vos pedimos
A paz sem vencedor e sem vencidos 
Fazei, Senhor, que a paz seja de todos
Dai-nos a paz que nasce da verdade
Dai-nos a paz que nasce da justiça
Dai-nos a paz chamada liberdade 
Dai-nos, Senhor, a paz que Vos pedimos
A paz sem vencedor e sem vencidos 
 SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN
publicado por Theosfera às 10:37

Há uma frase de ontem que vale como um programa para sempre.

 

A «dimensão espiritual é um elemento chave para a construção da paz».

 

Foi dita pelo Papa e merece ser reflectida, digerida e aplicada.

 

A espiritualidade tem de ser uma prioridade, desde logo, para as religiões.

 

Estas, muitas vezes, também atestam esta carência.

 

Trata-se, pois, de uma urgência.

 

Há muita falta de respiração espiritual nas religiões.

 

As estruturas são necessárias, mas a espiritualidade é decisiva.

publicado por Theosfera às 10:13

O encontro de ontem, em Assis, não juntou apenas líderes religiosos. Congregou também representantes dos que não têm religião.

 

Julia Kristeva, conhecida filósofa e psicanalista, usou da palavra para pedir aos crentes que não tenham medo do humanismo e que vençam a desconfiança.

 

«Do humanismo cristão o humanismo secularizado é o herdeiro, muitas vezes, inconsciente».

 

Retomando o brado de João Paulo II quando foi eleito, convidou as religiões a não terem medo da cultura contemporânea e a «ousarem o humanismo».

publicado por Theosfera às 09:56

«Ser frontal e independente tem um enorme preço em Portugal. É-se alvo de despedimentos, ataques e insultos».
Assim escreveu (pertinente e magnificamente) Eduardo Cintra Torres.

publicado por Theosfera às 09:49

José Rodrigues dos Santos, na linha aliás de alguns cultores do método histórico-crítico, defende que um texto bíblico é tanto mais autêntico quanto mais antigo.

 

Só que, em contradição com este princípio, a determinação deste critério é bastante tardia. Tem pouco mais de dois séculos.

 

O facto de haver camadas redaccionais acrescentadas aos textos não conflitua, necessariamente, com a sua autenticidade.

 

Todos nós sabemos que os textos foram redigidos a partir de tradições orais que circulavam entre as comunidades cristãs.

 

É natural que tais tradições não fossem passadas a escrito ao mesmo tempo. O livro do Génesis, como se sabe, também tem várias camadas redaccionais, cuja proveniência é de séculos muito distantes.

 

Não é, de resto, o que sucede connosco? Quando escrevemos um texto, não acrescentamos, muitas vezes, parágrafos e frases que nos parecem importantes?

 

Neste campo, a Igreja foi muito cuidadosa.

 

Textos bastante laudatórios atribuídos a apóstolos (Filipe, Tomé, Pedro) não foram aceites.

publicado por Theosfera às 09:36

Bento XVI concluiu o encontro inter-religioso que convocou para Assis (centro da Itália), afirmando que a «dimensão espiritual é um elemento chave para a construção da paz».

 

O Papa falava diante de 300 representantes religiosos e académicos, procedentes de 50 países, reunidos numa jornada de oração e reflexão pela paz e a justiça no mundo que assinalou o 25.º aniversário da primeira iniciativa do género, promovida por João Paulo II.

 

«O evento de hoje mostra como a dimensão espiritual é um elemento chave para a construção da paz. Através desta peregrinação única, fomos capazes de nos comprometermos num diálogo fraterno, aprofundar a nossa amizade e aproximarmo-nos em silêncio e na oração», disse, em inglês, na Praça de São Francisco.

 

Líderes cristãos, judeus, muçulmanos, hindus, budistas, representantes de religiões africanas e asiáticas, bem como um grupo de agnósticos, renovaram neste encontro um «solene compromisso comum pela paz».

 

«Vamos continuar a reunir-nos, vamos continuar a estar juntos nesta jornada, em diálogo, na construção diária da paz e no nosso compromisso por um mundo melhor, um mundo no qual cada homem e mulher, cada povo, possam viver de acordo com as suas legítimas aspirações», declarou o Papa.

 

A celebração concluiu-se diante do túmulo de São Francisco de Assis, santo católico dos séculos XII-XIII que inspirou iniciativas de diálogo inter-religioso.

publicado por Theosfera às 00:45

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