O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quarta-feira, 05 de Outubro de 2011

Hoje em dia, a multidão galvaniza os muitos que vão, mas não consegue cativar os muitos mais que não vão.

 

A multidão tonifica os militantes, mas não é capaz de convencer os hesitantes e, muito menos, os ausentes.

 

A humildade do silêncio é muito mais interpelante. As pessoas são muito atraídas pelo despojamento de um monge ou pela simplicidade de um irmão ou de uma irmã no meio dos pobres.

 

Se repararmos, a multidão gera, quase sempre, um ambiente de hostilidade. Uma multidão hoje provoca, invariavelmente, uma multidão de sinal contrário.

 

As pessoas estão fatigadas com o que vem aos lábios. Anseiam por quem entre no coração. A partir da profundidade do coração!

publicado por Theosfera às 21:34

É muito interessante notar como as prioridades da mensagem cristã são recuperadas, em sectores não cristãos e até não crentes, como alavancas da cultura.

 

Luc Ferry acaba de publicar uma magnífica obra em que propõe os alicerces daquilo a que chama uma espiritualidade laica.

 

A base é o amor. O caminho é a revolução do amor. Interessante notar esta aposta na espiritualidade.

 

Será que as religiões, que deviam ser o seu regaço natural, estão a oferecer a devida oferta?

 

A espiritualidade não é uma parte da vida. É a vida. É a via!

publicado por Theosfera às 21:27

O tempo voa. Nós mudamos. E, coisa estranha, não damos conta.

 

Habituámo-nos a correr. Deixámos de parar. E não conseguimos sequer estar.

 

Outrora, quando se telefonava a alguém, a primeira pergunta era: «Está lá?». Com o advento do telemóvel, o mais frequente é perguntar: «Onde estás?».

 

Andamos por toda a parte e não chegamos a permanecer em lado nenhum. A mobilidade trouxe a impermanência.

 

Aprendemos tanta coisa nos tempos de correm. É pena que tenhamos desaprendido a sublime arte de estar.

 

Mas como lembrava Pascal, a infelicidade provém, em último caso, de não sabermos estar!

publicado por Theosfera às 16:43

Um livro, mesmo que não tenha qualquer valor, já vale muito só por existir.

 

Ainda que não revele grandes primores de qualidade, mostra sempre algum esforço.

 

Embora possa não ter conteúdo, terá alguma mensagem.

 

Um livro obriga sempre a parar, nem que seja por instantes.

 

Há, depois, os livros profundos, os livros importantes e os livros marcantes. E, como corolário, há os livros belos.

 

A beleza, sendo um transcendental, está a montante e a jusante do esforço. Ninguém a possui. Alguns conseguem captá-la. E não sossegam enquanto não a transmitem.

 

José Tolentino Mendonça nasceu com o dom de pensar bem e de comunicar belamente.

 

«Pai-Nosso que estais na Terra» é o mais recente obséquio que nos oferece.

 

Só se consegue parar mesmo no fim. Procure ler. Não deixe de meditar.

 

Verá que vale a pena!

publicado por Theosfera às 16:18

A humanidade precisa, porventura, de um grande retiro até para escutar o grande (enorme) silêncio que move o universo.

 

Muitas vezes, pensamos que estamos a comunicar e só estamos a emitir sons, a provocar ruído e a impedir a escuta dos outros.

 

O mundo corre a uma velocidade tal que só com uma profunda paragem poderemos retomar o vigor para o acompanharmos na viagem!

publicado por Theosfera às 14:21

O medo é, estruturalmente, ambivalente: tanto previne o acto imprudente como tolhe a acção correcta.

 

Por isso, umas vezes ele nasce da ponderação e, outras vezes, brota da conveniência.

 

Trata-se, pois, de uma força perigosamente poderosa.

 

A África do Sul impediu a entrada ao Dalai Lama. Não por falta de admiração por esta figura. Mas por excesso de temor para com a China.

 

É triste. A liberdade segue dentro de momentos?

publicado por Theosfera às 09:32

O Universo está em expansão desde o início. Mas, pelos vistos, a velocidade dessa expansão está a aumentar.

 

Esta descoberta valeu o Nobel da Física a três cientistas e constitui uma grande metáfora do nosso tempo.

 

Sempre houve mudança. A novidade é a sua aceleração. E, quiçá, a nossa lentidão em acompanhá-la.

publicado por Theosfera às 09:27

Dizia S. Tomás: «Quem poupa o lobo, condena as ovelhas».

 

Com os silêncios coniventes, muitas são as vezes em que deixamos condenar as ovelhas e poupar o lobo.

 

Pensamos que, desse modo, ficamos protegidos.

 

Só que ninguém foge à sua natureza. E o lobo, que poupamos, um dia não nos poupará a nós!

publicado por Theosfera às 09:22

Pergunto, não ao vento que passa mas à imprensa que chega, notícias do meu país.

 

E o que vem estampado não é entusiasmante. O sol parece tolhido pelo cinzento da crise.

 

Mas, embora não saiba como, tenho a certeza de que uma luz há-de brilhar.

 

Se até agora soubemos resistir, por que razão haveríamos de desistir?

publicado por Theosfera às 09:20

1. Denunciar a injustiça, mas nunca perder a compostura mesmo quando somos injustiçados;

 

2. Nunca elevar o tom de voz; quando a voz é alta, a razão é baixa;

 

 3. Nunca querer mal, mesmo a quem provoca o mal;

 

 4. Nunca simular os pensamentos ou dissimular os sentimentos;

 

 5. Meditar no silêncio aquilo que há-de ser dito em público;

 

 6. Manter sempre a urbanidade mesmo (ou sobretudo) em situações difíceis;

 

7. Ser sempre cordial mesmo (ou sobretudo) com quem é indelicado;

 

 8. Ser sempre autêntico e sincero;

 

 9. Persistir na defesa das convicções;

 

 10. Acreditar que, embora não pareça, a esperança tem sentido e que o bem acabará por vencer.

publicado por Theosfera às 06:19

A melhor comemoração da república é o investimento na qualidade de vida das pessoas.

 

Urge olhar para a base, para o interior, para o núcleo.

 

República é a coisa pública. Há que olhar, pois, não apenas para o individual, mas sobretudo para o comunitário.

 

Um país é uma obra comum, na qual ninguém há-de ser excluído.

 

Na hora que passa, temos passado muito tempo a olhar para trás e para o lado. Há que olhar em frente.

 

O futuro é sempre a melhor homenagem que se presta a quem nos antecedeu no passado.

 

Pensar nos outros é determinante.

 

A crise não é só económica. Ela é, acima de tudo, de natureza ética.

 

Há que regressar aos valores e nunca desistir dos princípios.

 

A verdade, a rectidão, a justiça, a solidariedade e a partilha nunca passam de moda.

 

Hão-de figurar sempre no primeiro plano da nossa vida comunitária.

publicado por Theosfera às 05:48

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