O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quinta-feira, 29 de Setembro de 2011

Por muito que um professor leve para uma sala de aula, é sempre muito mais aquilo que acaba por trazer.

 

Ele vai para ensinar e acaba sempre por aprender.

 

Atrás de si estão horas passadas à volta de livros. À sua frente, porém, palpita o livro mais eloquente: aquele que está a ser elaborado em forma de vida.

 

Trata-se de um livro já com alguns capítulos, muitos pontos de exclamação e de interrogação, múltiplas reticências. Mas ainda longe (muito longe) de um qualquer ponto final.

 

É, de facto, imenso o que se aprende quando se ensina.

 

A vida de um aluno é um «livro» que vale a pena ser lido.

 

Cada «página» é única, irrepetível. Tem o nome de «hoje». E, coisa maravilhosa, permite entrever já o «amanhã» que está a chegar. Em forma de surpresa. E com luminosos vislumbres de esperança!

publicado por Theosfera às 15:46

Cheguei a Lisboa há 22 anos, completaram-se ontem.

 

Na paróquia de S. João de Brito, fiz uma aprendizagem, em chave existencial, do que é ser padre.

 

Encontrei sacerdotes totalmente devotados à sua missão e uma comunidade transbordando uma generosidade sem limites.

 

Respirava-se um ambiente de família entre todos.

 

O que mais me impressionou sempre foi o sentido do «outro», que transpirava nos mais pequenos gestos.

 

Impossível esquecer, já no último ano em que lá estive, o que os jovens fizeram para apoiar um grupo de pessoas que, de um dia para o outro, ficaram desalojadas em Camarate.

 

Mobilizaram toda a comunidade (crentes e não crentes) e, durante dias, ali estiveram junto de desconhecidos que depressa passaram a ser tratados como irmãos.

 

Tanta coisa poderia dizer. O importante é a gratidão que fica e a imagem que permanece.

 

Só queria agradecer a tantos que, durante do dia de ontem, me contactaram de várias formas. Mesmo que já tivesse esquecido, teria sempre quem me reavivasse a memória.

 

Foram apenas quatro anos. Em 1993, regressei às origens. Mas o que aprendi ficou gravado no mais fundo do meu ser de uma forma sentida, reconhecida, agradecida.

 

A Paróquia de S. João de Brito acompanhar-me-á sempre. Até ao fim!

publicado por Theosfera às 15:23

Em Maria, a Igreja encontra um tópico de especial relevância para o enquadramento das suas relações com Deus e com o mundo.

 

Maria não protagoniza uma vida que se anula, mas uma vida que se eleva. Ao enviado de Deus, Ela não diz que abdica de Si; Ela diz que integra em Si a vontade do Pai.

 

«Faça-se em Mim segundo a Tua Palavra»(Lc 1, 38) não é uma capitulação; é uma opção.

 

Maria encontra-Se conSigo quando acolhe a proposta do Pai. Ela aceita apagar-Se para que a luz divina brilhe sobre todos.

 

Ela realiza-Se maximamente quando segue o Seu Filho. Por isso, apela a que O escutem: «Fazei o que Ele vos disser»(Jo 2, 5).

 

A Igreja, prolepticamente idealizada no seio de Maria, adquire esta identidade e assume este perfil: aceitar apagar-se para que resplandeça a luz trazida por Jesus.

 

Tal como Maria, a Igreja atinge o ápice da sua realização quando não se fala dela. Nunca é ela própria como quando se apaga a ela mesma.

 

João Baptista, que pertencia à família de sangue de Jesus e Maria, incorporou também igual prioridade: «Ele [Jesus] deve crescer e eu diminuir»(Jo 3, 30).

 

É por isso que, como bem sublinhou Emmanuel Levinas, «mais alta que a grandeza é a humildade». É ela, e não a imponência egocêntrica, que nos aproxima da verdade e nos conduz para a autenticidade.

 

Deste modo, quando a preocupação com a instituição é residual, então é porque se percebeu o fundamental e se acedeu ao prioritário.

 

Maria iconiza um modelo de Igreja em que, voluntariamente, se dá a Deus o único lugar que merece: o lugar central.

 

Uma Igreja de rosto mariano sabe que não tem vida própria. A bem dizer, a Igreja não vive; é Cristo que vive nela (cf. Gál 2, 20).

publicado por Theosfera às 15:16

«O único valor permanente é a pessoa».

 

Eis o que, avisadamente, disse D. Manuel Clemente.

 

O problema é que submetemos este valor permanente ao valor oscilante que é o dinheiro.

 

Nunca nos satisfaz, mesmo quando é muito. E deprime-nos quase sempre, sobretudo quando, como agora, escasseia.

 

O pior é que o homem está subordinado ao dinheiro em vez de ser o dinheiro a estar subordinado ao homem.

 

Já nem o permanente consegue permanecer?

 

Esta é uma crise de valores, de inversão de valores.

 

A superação da crise terá de passar, pois, pela restauração dos valores.

 

Nunca podemos oscilar diante do que é permanente.

publicado por Theosfera às 10:07

Curiosa a modesta qualificação que Mark Twain atribuía à sua obra: «Os meus livros são como água, os dos grandes génios são vinho. Felizmente toda a gente bebe água».

 

Se o escritor, que faleceu em 1910, vivesse hoje, aperceber-se-ia, continuando modesto, de que a sua obra se transformou em vinho. E do melhor!

 

O problema é que os consumidores continuam a preferir água. E raramente da melhor!

publicado por Theosfera às 10:05

A Igreja também morre?

 

Se cada um dos seus membros (nós) morre, se o Seu Fundador morreu e se Ele disse que o discípulo não é superior ao Mestre (cf. Jo 15, 20), então não há dúvida quanto à resposta.

 

E o certo é que, sem qualquer pendor masoquista, Cirilo de Alexandria cantava «um cântico de louvor pela morte da Igreja»!

 

Só que, tal como acontece em Jesus Cristo, a morte da Igreja é uma morte «morticida», uma morte que mata a morte, uma morte que é portadora de vida.

 

Não se trata, portanto, de extinção, mas de transformação e, neste caso, de coroamento, de plenitude, de suprema realização.

 

Dir-se-ia, à luz do que Jesus disse sobre a semente lançada a terra, que a Igreja vive para morrer e morre para viver!

 

Bruno Forte reconhece que «a Igreja cederá o lugar à luz plena da glória, quando Cristo vier finalmente na Sua última vinda».

 

Aliás, ela sabe que não é a luz, que não é o centro. A luz da Igreja é Jesus Cristo. O centro da Igreja é Deus, o Seu mistério, a Sua revelação, o Seu amor.

 

Nenhum eclesiocentrismo é saudável. Quando nos centramos na Igreja, não estamos a prestar um bom serviço à Igreja. A Igreja existe por causa de Jesus Cristo e da salvação da humanidade.

 

A morte da Igreja, insiste Bruno Forte, «é uma transformação no que há de melhor» já que nos conduz «da finitude do tempo para a eternidade da vida divina».

 

Numa altura em que a vida está cheia de adversidades, é reconfortante sentir que até a morte pode ser uma oportunidade. Nem a morte é o fim. Há um sentido para lá do fim.

 

Por isso, a morte não é termo, mas trânsito.

 

Pascalmente falando, é uma passagem que nos introduzirá na plenitude sonhada e na felicidade sem fim!

publicado por Theosfera às 09:14

Hoje, 29 de Setembro, celebramos a festa dos arcanjos S. Miguel, S. Gabriel e S. Rafael.

 

Os anjos são enviados de Deus. Nunca os vimos, mas sentimos a sua presença.

 

Mas não há só anjos com asas. Há também anjos que nos dão asas.

 

Há pessoas que são anjos.

publicado por Theosfera às 00:40

A prova de que Mourinho é grande é que, após a sua chegada ao Real Madrid, o Barcelona está cada vez melhor.

 

Já antes mostrava sede de vitórias. Agora parece insaciável.

 

É com os maiores que nos tornamos melhores.

 

Para Mourinho não deve ser agradável, mas cabe-lhe um mérito assinalável. Quanto mais aperfeiçoa o Real, tanto mais está a espevitar o Barcelona a atingir a perfeição.

 

O perigo foi transformado num estímulo. Eis a melhor homenagem que pode ser feita a Mourinho.

 

Quem vê o Barça jogar, até parece que é tudo simples. Só que a simplicidade dá muito trabalho. E requer imenso talento!

publicado por Theosfera às 00:32

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