O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quarta-feira, 28 de Setembro de 2011

Não estaremos nós a falar muito das estruturas externas da Igreja e pouco de Deus e de Cristo?

 

Esta pergunta não é de nenhum teólogo desalinhado. Ela foi formulada em Roma há já 26 anos. Foi no Sínodo Extraordinário dos Bispos de 1985 para assinalar o vigésimo aniversário da conclusão do Concílio Vaticano II.

 

Não será, porém, que, volvidos quase três décadas, aquele reparo mantém total pertinência?

 

Não estaremos ainda demasiado eclesiocentrados?

 

Nunca percamos de vista que a Igreja só existe para a ser a respiração de Deus no tempo e para tentar ser o eco da aspiração pela justiça que palpita no mundo.

 

Mais espiritualidade e mais intervenção profética. Mais denúncia e mais anúncio. Mais oração e mais acção social.

 

Eis o que se espera. Eis o que muitos aguardam.

 

O tempo passa. O momento urge.

publicado por Theosfera às 22:22

O sorriso apagou-se tão repentimente como se acendera.

 

Há 33 anos, o mundo alvoroçava-se com a notícia da morte inopinada de João Paulo I, o Papa do sorriso, eleito 33 dias antes.

 

Muitos deram dele a imagem de um homem ingénuo. Inegenuidade, contudo, é o que patenteia tal percepção.

 

Foi sempre de uma dedicação imensa a Deus e ao próximo.

 

Tinha uma assolapada paixão pela catequese. Nos 33 dias de pontificado, deixou uma marca imperecível sobre o amor materno de Deus.

 

«Deus é Pai e, ainda mais, Mãe». Eis o que saiu dos seus lábios a 10 de Setembro de 1978. Foi uma lição viva.

 

No fundo, sempre é possível conjugar a firmeza com a serenidade.

publicado por Theosfera às 13:40

João Paulo I foi um Papa breve que deixou um rasto longo e uma marca imperecível.

 

João Paulo II foi, sem dúvida, um sonho que se transformou em realidade. João Paulo I foi uma realidade que subsiste no sonho.

 

Admiro imenso a obra gigantesca de João Paulo II, a sua fé inquebrantável, a sua personalidade enorme.

 

Gostaria, contudo, de poder ter assistido ao que teria sido o pontificado de João Paulo I.

 

Foi pena só podermos ter desfrutado de um. É maravilhoso podermos dispor da intercessão e do exemplo dos dois.

 

publicado por Theosfera às 10:19

A sabedoria de Albert Schweitzer é sublime porque está ancorada na experiência, na vida. Por isso, tudo o que diz é pertinente.

 

Recolhamos estas palavras: «Os únicos homens verdadeiramente felizes são os que buscam uma maneira de serem úteis aos outros».

 

Como médico, Schweitzer tinha noção de que a maior enfermidade da humanidade era a «egopatia». Trata-se de uma doença letal.

 

A vida só se tem quando se dá. Quando tudo se centra no «eu», é só nuvens, é só muros.

publicado por Theosfera às 09:57

O comunismo nasceu para defender os pobres, mas, ao que parece, ele está a promover cada vez mais os ricos.

 

O dono da maior fortuna da China vai pertencer ao comité central do Partido Comunista Chinês.

 

Comunismo ou capitalismo de Estado? Nem direitos humanos, nem liberdade, que fica do ideal?

 

Sinal (mais um) destes tempos em que tudo, ou quase, se faz. E em que pouco, ou nada, se assume!

publicado por Theosfera às 09:55

Não sei se é assim, mas, a ser assim, é preocupante, assustador.

 

Alguém, com problemas oncológicos, lamentava-se, esta manhã, acerca do que lhe foi dito nos serviços que frequenta.

 

A quimioterapia que faz todas as semanas vai ter de ser alterada por razões de redução de custo.

 

Como se compreende, a ilação foi imediata. Será que o combate ao sofrimento passará pela (progressiva) eliminação do sofredor?

 

Alguém consegue imaginar-se no lugar destas pessoas?

publicado por Theosfera às 09:53

Frustrar uma expectativa a poucos dias da sua concretização não é sadio. Nem, muito menos, pedagógico.

 

Mas também penso que o maior prémio para os melhores alunos é o próprio saber.

 

É bom que haja reconhecimento. Mas é importante que este não passe apenas (nem principalmente) pelo dinheiro.

 

O maior certificado da sabedoria é uma conduta pautada pela dignidade, pela honradez.

 

Antes de morrer, Luther King pediu à família que não lembrassem o Prémio Nobel recebido. E era um Nobel. Queria, antes, que fosse recordado por ter sido um homem bom.

 

A bondade compensa por si mesma.

publicado por Theosfera às 09:52

Alessio Mastani pretendeu, talvez, ter um momento de glória, mas conseguiu, ainda assim, revelar uma coisa que escasseia cada vez mais: sinceridade.

 

Basicamente, o corretor disse que estava feliz com a crise e que, todas as noites, sonhava com momentos como este.

 

É preciso topete, diremos nós. O adágio latino continua actual: «Mors tua, vita mea».

 

Quantos não haverá que pensam e fazem o mesmo?

publicado por Theosfera às 09:49

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