O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Sábado, 24 de Setembro de 2011

Ver jogar o Barcelona é quase estar a ver um desporto diferente. Trata-se de uma espécie de «futebolarte».

 

Os jogadores não correm. Fazem correr a bola. Mas esta, antes de correr, não é chutada a esmo. É enviada com precisão.

 

Ter a bola é o segredo. Saber o que fazer com ela é uma sabedoria.

 

O Barça só tem um adversário: ele mesmo. Como todas as máquinas, uma equipa, mesmo que esteja nas imediações da perfeição, pode ter um desacerto, quiçá uma desafinação.

 

Hoje, foram mais cinco golos. Tudo nas calmas. Com uma serenidade que chega a ser exasperante. Sobretudo para os onze que, do outro lado, assistem...

publicado por Theosfera às 23:23

Sei que estás um pouco abatido e triste.

 

Mas amanhã é um novo dia, dia do Senhor.

 

Acredita em Deus. E aposta em ti.

publicado por Theosfera às 23:09

Não desisti de sonhar com uma Igreja humilde, amiga das pessoas simples, despojada de toda a ostentação, descentrada de si e totalmente recentrada em Deus e na Pessoa humana.

 

Não desisti de sonhar com uma Igreja que fale menos e oiça mais. Que se ajoelhe diante de Deus na oração. E que esteja ao lado das pessoas nas suas aspirações.

 

É quase certo que não irei ver esta Igreja. Mas sei que ela vai surgir. Simplesmente porque a vontade de Jesus cumpre-se sempre. Mesmo que leve tempo.

 

Afinal, para Deus um dia é como mil anos e mil anos são como um dia...

publicado por Theosfera às 23:05

«A política, sem princípios; o prazer, sem compromisso; a riqueza, sem trabalho; a sabedoria, sem carácter; os negócios, sem moral; a ciência, sem humanidade; a oração, sem caridade».

 

Cada dia vai confirmando o quão certo estava Mahatma Gandhi.

 

(via Padres Inquietos)

publicado por Theosfera às 16:18

Admiro mais (infinitamente mais) os que reconhecem o fracasso do que aqueles que passam a vida a cantar vitórias. Mesmo que estas sejam obtidas à custa de outros.

 

José Miguel Júdice diz ser «um homem com derrotas, mas não um homem derrotado».

 

Há derrotas que compensam mais que a maior vitória. Sobretudo se elas se deverem aos ideais por que lutamos: «Quando se morre por um ideal, ganha-se. Quando se sobrevive sem um ideal, vegeta-se».

 

Numa altura em que tudo se igualiza, é saudável ouvir alguém confessar que só somos vivos «quando somos diferentes. Estamos mortos quando cedemos».

 

A estagnação «é um sinónimo de morte». Só na «transgressão as sociedades evoluem».

 

É preciso ter muita coragem e ser muito livre para dizer isto.

 

O preço que se paga é, geralmente, muito elevado. Mas vale a pena pagá-lo!

publicado por Theosfera às 12:59

O belo consegue primar pela discrição.

 

Não se impõe aos gritos nem se faze notar pela força. Pelo contrário, quase se ausenta ou, melhor, quase nos ausentamos dela, dado o nosso talante dispersivo.

 

Habitualmente, só reconhecemos a sua importância quando deixa de se notar.

 

Cesária Évora anunciou o seu adeus à música e aos palcos. Discretamente, como sempre soube estar. Como sempre saberá estar.

 

Porque a arte sobrevive sempre ao artista. É uma dádiva que o tempo não extingue.

publicado por Theosfera às 12:12

«A traição nunca prospera; porque não? Porque, se prosperasse, ninguém ousaria chamar-lhe traição».
Assim escreveu (subtil e magnificamente) John Harrington.

publicado por Theosfera às 12:11

O instante e o instinto.

 

Assim se poderá resumir a vida para muitos.

 

Falta, de facto, o sentido do tempo e a dimensão da história. Para não poucos, a vida é o instante. E o instante é dominado pelo instinto.

 

Urge alargar horizontes. William Ward adverte: «Para te preparares para o futuro, examina o presente. Para compreenderes o presente, estuda o passado».

 

Preceito elementar, este. Mas, tantas vezes, ignorado.

publicado por Theosfera às 12:09

‎490 (número simbólico que decorre de 70x7) são as vezes em que, segundo Jesus, é preciso perdoar. Mas nem mais de 490 anos foram suficientes para a Igreja vivenciar o perdão dentro de si.

 

Há precisamente 494 anos existe um contencioso entre os cristãos do Ocidente. E, pelos vistos, os factores de separação continuam a sobrepor-se ao grande traço de união: Jesus Cristo.

 

Estamos a seis anos dos 500 anos da Reforma Luterana. Ontem, foi pedido que se ultimem os passos para a comunhão efectiva.

 

Seria um belo testemunho. Se Cristo é sempre o mesmo, haverá alguma diferença que obscureça a Sua presença?

 

Perdoar é superar. Por enquanto, é tentar, insistir, não recuar, continuar a caminhar.

 

O que é importante leva tempo. A reconciliação, para ser sólida, pode requerer muito tempo.

 

Cinco séculos parece muito. A reconciliação merece muito. Muito tempo. Muito abertura. Muito acolhimento.

 

O fundamental é que os passos sejam dados e que se vão curando as feridas.

 

Coloquemo-nos à escuta, à espera. Deixemos que Deus guie o nosso coração.

 

Às vezes, separamo-nos por causa de textos. Não esqueçamos que Deus também fala no tempo, no espírito do tempo, na alma das pessoas deste tempo.

 

Deus, hoje mais do que nunca, quer a unidade!

publicado por Theosfera às 12:03

A ética protestante, tão prolixamente invocada desde Max Weber, não tolera o disfarce.

 

É por isso que não nos deve surpreender o que, ontem, disse Nikolaus Schneider após um encontro com Bento XVI. O encontro foi «profundo e fraterno», mas também «insatisfeito».

 

Parece que quase 500 anos ainda não são suficientes para encontrar as respostas desejadas para as perguntas levantadas.

 

Bento XVI entende que a fé é para viver, não para negociar. Reconhece, entretanto, que Deus era a grande paixão de Lutero.

 

Os passos que falta dar para a unidade plena não podem prescindir deste salto. Alguém pode estar longe de quem Deus está perto?

publicado por Theosfera às 12:00

Jesus não seria Jesus se fosse submisso, se não exercesse a crítica.

 

A crítica não é, ao invés do que se pensa, maledicência. Ser crítico é ter critérios. É olhar e agir em função deles.

 

Trata-se, portanto, de um serviço inestimável. Se um professor não corrige o erro do aluno não está a ser sério.

 

A crítica permite a mudança e facilita o crescimento. Mas quem, habitualmente, critica a crítica deveria ser um pouco mais coerente e abster-se de criticar.

 

É saudável, porém, a circulação da crítica.

 

O Papa está a dar o exemplo de uma atitude autocrítica. Isso é de profeta. Mostra coragem e uma grande dose de liberdade e lucidez.

 

Os que alegam que não se deve criticar a Igreja não se importam, contudo, de criticar os seus membros mais humildes.

 

A ausência de crítica configura, no fundo, uma carência de esperança.

 

Acha-se que não é possível mudar, que é impossível melhorar.

publicado por Theosfera às 11:03

O instante e o instinto.

 

Assim se poderá resumir a vida para muitos.

 

Falta, de facto, o sentido do tempo e a dimensão da história. Para não poucos, a vida é o instante. E o instante é dominado pelo instinto.

 

Urge alargar horizontes. William Ward adverte: «Para te preparares para o futuro, examina o presente. Para compreenderes o presente, estuda o passado».

 

Preceito elementar, este. Mas preceito, tantas vezes, ignorado.

publicado por Theosfera às 05:51

«A traição nunca prospera; porque não? Porque, se prosperasse, ninguém ousaria chamar-lhe traição».
Assim escreveu (atenta e magnficamente) John Harrington.

publicado por Theosfera às 05:49

Na sua vida, o melhor ainda está para acontecer!

 

Acredite. E descanse.

 

Uma santa noite. Em Jesus manso e humilde!

publicado por Theosfera às 00:06

Com tanta coisa importante que o Cristianismo transporta, há o risco de obscurecer o essencial.

 

O essencial da fé cristã (e que compendia tudo o resto) está no seguimento de Jesus: em procurar ser como Ele, amar como Ele, sentir como Ele, orar como Ele, dar a vida como Ele.

 

Para isso, bastará fixar um texto: o Sermão da Montanha. Bastará ter presente um pedido: «Amai-vos uns aos outros». E bastará não ignorar uma palavra: amor.

 

Se até Deus é amor (1Jo 4, 8.16), a fé não pode desaguar em mais nada senão no amor.

 

Não continuemos a insistir no contrário do que Jesus disse.

 

Ele não pediu sacrifícios. Pediu misericórdia. E convidou-nos a sermos felizes. Hoje. Agora. Já.

publicado por Theosfera às 00:00

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