O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quinta-feira, 22 de Setembro de 2011

Nada acontece por acaso. Não é no acaso que creio.

 

É no sentido que provém do amor.

 

A primeira expressão da Bíblia é no princípio. Uma das últimas palavras da Bíblia é ámen.

 

E, na verdade, a Palavra de Deus é princípio, alicerce e âncora da nossa vida. É dela que somos chamados a partir. É ela que nos alenta, interpela e acompanha. Deus é Palavra em forma de amor quando estamos mais abatidos.

 

Por isso, a nossa resposta (mais pela vida do que pelos lábios) só pode ser um imenso ámen. Quando tudo faltar, que não falte o ámen.

 

Ámen é assim seja, assim se faça, assim se viva.

 

Recorde-se que foi ámen o que Maria disse ao Anjo. Nossa Senhora não falava latim. Não disse fiat como aparece na Vulgata. Mas o sentido é o mesmo.

 

Quando aceitamos que a Palavra de Deus se faça (como se fez em Cristo), tudo muda. Como? Experimentemos.

publicado por Theosfera às 15:56

A beleza não está no aparato externo. Está no interior, brota da alma, nasce do coração.

 

A beleza está na entrega, na doação.

 

Só há beleza na vida quando se dá a vida. A beleza maior reside na dádiva total.

 

Razão tem, pois, Leonardo Boff: «A vida é bela para quem a faz bela».

publicado por Theosfera às 13:36

Estamos a viver «dias metuendos», diz o escritor.

 

Gonçalo M. Tavares lembra que a crise serve para muitas coisas. Serve até para resgatar algumas palavras que já tinham caído em desuso. Não passavam de peças de museu, arrumadas nos dicionários.

 

Bem dispensávamos, porém, que estas palavras revivescessem. Era preferível que continuassem defuntas.

 

Mas algumas adequam-se à realidade presente.

 

Até quando perdurarão estes tempos metuendos?

publicado por Theosfera às 13:35

A acusação não mostrou a arma. Ninguém apresentou provas físicas do crime: a morte de um polícia.

 

Troy Davis declarou-se sempre inocente. Mesmo assim, passara já 22 anos na prisão. E esta noite foi executado.

 

Na única superpotência do planeta, a «Comissão dos Perdões»(!) recusou os pedidos de clemência que chegaram de todo o mundo.

 

Pormenor (não sei se) relevante: Troy Davis era negro!

publicado por Theosfera às 10:40

Incomodamo-nos com quem protesta, mas não questionamos os que provocam os protestos.

 

Carl Oglesby, falecido no dia 13, tocou na ferida: «Não são os rebeldes que causam problemas ao mundo. Os problemas é que fazem com que haja rebeldes».

 

O terrorismo é um grande mal, mas ele não é praticado apenas por quem faz detonar bombas.

 

«O totalitarismo nunca constituiu um remédio contra o terrorismo. O próprio totalitarismo é uma forma de terrorismo. Promovem-se e reproduzem-se mutuamente porque cada um deles legitima o outro».

 

Pura verdade, embora dura. Mas só no desassossego da verdade encontraremos a tranquilidade para a consciênca.

publicado por Theosfera às 10:37

Portugal vai crescer mais que a Alemanha.

 

Não é um facto. É uma previsão. Para daqui a cinco anos. Tem a chancela do FMI.

 

Se a previsão estiver certa, ainda falta muito tempo.

 

Mas como as previsões positivas têm sido continuamente desmentidas, é melhor ficarmos de sobreaviso.

 

De qualquer modo, há já quem veja uma luz ao fundo do túnel. Ao fundo. Muito ao fundo...

publicado por Theosfera às 10:36

O fim não fecha as portas que o começo abre.

 

O fim rasga novos caminhos, conduz a novos horizontes.

 

Em cada fim, nasce um novo começo.

 

O fim não é o sonho desfeito, mas o sonho realizado. Não é a acção interrompida, é o projecto concretizado.

 

Por isso é que Gandhi dizia que «o que importa é o fim para o qual eu sou chamado».

 

A vida é assim: uma sucessão de começos e uma sequência vertiginosa de fins.

 

Em cada começo, apontamos para o fim. Em cada fim, apontamos para um novo começo.

 

Cada começo é uma sementeira. Cada fim é uma colheita.

publicado por Theosfera às 10:34

O cristão não pode ficar-se pela análise. Tem de primar pela opção e distinguir-se pela militância.

 

Jesus não foi um simples mestre. Foi um mestre que era um profeta.

 

Escolheu sempre um lado: o lado de baixo. Era o lado mais difícil, o da pobreza e dos pobres.

 

A imparcialidade é, muitas vezes, um pretexto. Mas não deixa de ser uma opção.

 

Quem nada diz ou nada faz já está a optar. O silêncio é uma opção pelo poder, pelo lado de cima.

 

Quem cala é porque, pelo menos, consente.

 

Tal atitude pode ser relevada pela prudência. Mas não se diga que é cristã.

 

Jesus optou sempre. Mesmo e sobretudo quando as suas opções implicavam riscos!

publicado por Theosfera às 06:05

Quam se recusa a aprender com o passado, avisa Santayana, arrisca-se a repeti-lo.

 

O tempo é feito de mudança. Mas a mudança não impede a integração.

 

Quando se esquece o passado e se desleixa o presente, o futuro fica comprometido.

 

Churchill apelava à harmonia: «Se iniciarmos uma querela entre o passado e o presente, o futuro ficará perdido».

publicado por Theosfera às 06:03

Sinal dos tempos, sobretudo destes que estamos a viver: falamos tanto do que é fútil e calamo-nos imenso acerca do que é importante.

 

Só que, adverte Luther King, «a nossa vida começa a acabar no dia em que nos tornamos silenciosos acerca de coisas importantes».

 

O problema é que falar das coisas importantes acarreta riscos e a coragem, quase sempre, fenece.

 

As pessoas de excepção são as que não fogem.

 

Dizia Zubiri que «viver é optar». E Luhter King não fugia às implicações da opção.

 

A sua vida foi, toda ela, um hino à coerência. E o seu sangue torna ainda mais comovente a vitalidade do seu discurso: «Optei por identificar-me com os desfavorecidos, com os pobres. Optei por dar a minha vida pelos famintos. Optei por dar a minha vida por aqueles que foram deixados fora da luz do sol da oportunidade. Este é o caminho. Se isso significar sofrer um pouquinho, vou por esse caminho. Se isso significar fazer sacrifícios, vou por esse caminho. Se isso significar morrer, vou por esse caminho porque ouvi uma voz a dizer-me: "Faz alguma coisa pelos outros"».

 

Magnífico Luther King!

publicado por Theosfera às 00:01

mais sobre mim
pesquisar
 
Setembro 2011
D
S
T
Q
Q
S
S

1
2
3

4
5
6
7
8
9





Últ. comentários
Sublimes palavras Dr. João Teixeira. Maravilhosa h...
E como iremos sentir a sua falta... Alguém tão bom...
Profundo e belo!
Simplesmente sublime!
Só o bem faz bem! Concordo.
Sem o que fomos não somos nem seremos.
Nunca nos renovaremos interiormente,sem aperfeiçoa...
Sem corrigirmos o que esteve menos bem naquilo que...
Sem corrigirmos o que esteve menos bem naquilo que...
online
Number of online users in last 3 minutes
vacation rentals
citação do dia
citações variáveis
visitantes
hora
Relogio com Javascript
relógio
pela vida


petição

blogs SAPO


Universidade de Aveiro