O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Sexta-feira, 16 de Setembro de 2011

Martin Luther King falava muito da sua morte.

 

Não admira. Eram muitas as ameaças que recebia.

 

Numa das suas alocuções, pediu expressamente que, no funeral, não dissessem que tinha um Prémio Nobel da Paz. Que dissessem, sim, que tentou dar a vida servindo os outros. Que procurou alimentar os que tinham fome. E que fez tudo para ser um homem bom.

 

Haverá prémio, por muito valor que tenha, que valha mais que isto?

publicado por Theosfera às 18:44

Estamos na era dos extremos, como, acerca da nossa época, se pronunciou Eric Hobswan. Sentimo-lo a cada instante.

 

Há tempos, nunca se falava de crise, embora fossem sobejos os sinais de que ela estava a chegar, impante.

 

Agora, só se fala de crise, como se dela jamais conseguíssemos sair.

 

É caso para dizer: nem sempre nem nunca.

 

Nem a insensibilidade de há uns tempos atrás. Nem a depressão flagelatória da hora que passa.

 

Os problemas existem. Não para nos vencerem. Mas para serem vencidos.

publicado por Theosfera às 16:30

Quem escuta a sua obra e se delicia com a sua música, de teor assombrosamente divinal, mal imagina o drama em que decorreu a vida de Mozart.

 

Afogado em dívidas e cercado por invejas e intrigas, os últimos anos da sua existência (que foram só 35) assemelharam-se a um tormento constante.

 

A última obra que compôs, a pedido de um desconhecido, era tida como uma premonição: «Estou a compor o meu próprio Requiem».

 

Chegou a convencer-se de que tinha sido envenenado, o que nunca chegou a ser provado.

 

Mozart teve em António Salieri um rival que, pelos vistos, nunca conviveu bem com a sua genialidade.

 

Tudo isto levou a que nem depois da morte os detractores parassem. Tudo chegou aos ouvidos do rei austríaco, que ficou sobressaltado.

 

Avisada, a viúva, Constanze, pediu uma audiência. Precisava de uma pensão, pois tinha seis filhos para criar, dívidas para saldar, mas, acima de tudo, a reputação do marido para defender.

 

A forma como interveio é deveras reveladora: «Majestade, toda a gente tem inimigos, mas ninguém tem sido mais atacado pelos seus inimigos do que o meu marido, simplesmente por ter um talento tão grande»!

 

De facto, há quem, habituado às trevas em que mergulhou, não suporte o brilho e faça tudo para atentar contra a luz.

 

A inveja é, no seu étimo, incapacidade de ver. Tal incapacidade redunda num transtorno que leva à revolta e ao descrontolo.

 

Um coetâneo de Winston Churchill pressentiu o mesmo quando este lhe pediu opinião acerca do primeiro discurso que fizera no Parlamento.

 

«Meu caro jovem, disse-lhe, acabaste de cometer o maior erro da tua vida. Fizeste um discurso brilhante. Há pessoas que nunca te vão perdoar isso»!

 

Parece impossível. Mas, infelizmente, é a mais diáfana das verdades! 

publicado por Theosfera às 16:02

A política não deve decidir-se na rua, mas pode perceber-se na rua.

 

Há, pois, que estar atento aos sinais. E não me refiro apenas às manifestações de protesto. Reporto-me também ao desalento que percorre o esgar das pessoas.

 

A rua é um indicador precioso. Não há-de ser visto como um laboratório do poder. Mas tem de ser acolhido como um termómetro de avaliação do mesmo.

 

E, aqui, a rua é infalível.

 

A temperatura da esperança, ao contrário da outra neste Setembro quente, anda muito por baixo!

publicado por Theosfera às 10:08

De repente, parei, pasmei e inquiri: será que estamos a 1 de Abril?

 

A Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) vai propor um aumento de 30% nas tarifas eléctricas já para Janeiro, ao qual acresce o agravamento do IVA de 6% para 23% nas contas da luz.

 

Tudo somado, iremos ter um aumento de 47% nas facturas?

 

Caso para dizer: faça-se luz!

 

Há quem já não aguente mais!

publicado por Theosfera às 09:58

Depois de ouvir Nuno Crato na RTP, confirmo a impressão que os últimos dias forneceram.

 

O Ministro da Educação oscila entre as convicções que trazia e as muitas condicionantes que encontrou.

 

O seu pensamento é habitado pelo essencial: o professor deve concentrar-se no ensino.

 

A dúvida consiste em saber se as dificuldades vencerão esta oportunidade ou se esta oportunidade acabará por vencer as dificuldades.

 

Dá, no entanto, para ver que há muitos escolhos a remover. Ainda há nuvens a obscurecer a luminosidade do sol.

 

Saúde-se a determinação do ministro.

 

A educação é o sector-chave para ultrapassar a crise e ganhar a aposta do futuro!

publicado por Theosfera às 09:42

... que sejas feliz!

 

(e diz-te como conseguir em Mat 5, 1-12).

publicado por Theosfera às 05:42

À tua espera encontra-se o dia mais importante da tua vida: HOJE!

publicado por Theosfera às 05:41

A tua dor de ontem doeu-me profundamente. A tua felicidade de amanhã alegrar-me imensamente!

Uma santa noite! Em Jesus manso e humilde!

publicado por Theosfera às 00:29

1. Precisamos de fé porque somos viandantes e, na viagem da vida, caminhamos, quase sempre, na obscuridade.

 

Se tudo fosse claro, se a luz brilhasse permanentemente e não só a espaços, facilmente a dispensaríamos.

 

Enquanto a eternidade não chega, só a fé compensa a neblina que se atravessa no horizonte.

 

É para a fé que nos remetemos quando nos acontece aquilo que não prevemos nem explicamos.

 

Luís Miguel Cintra surpreendeu-se quando se viu a chorar nas Festas da Assunção, em Espanha. Foi percebendo que estava diante de «coisas que terão que ver com um estado de transporte pessoal em que a pessoa se transcende e entra num estado místico».

 

A fé vale também pela credibilidade dos que a dizem ter. Num tempo de ondulações líquidas, carecemos de referências sólidas. «Desde sempre precisei de exemplos. De santos. Do exemplo de vidas políticas, voltadas para os outros e voltadas e voltadas para Deus».

 

 

2. O encenador assume o seu mergulho na dúvida e na incerteza. Sente-se como actor do mistério do mundo» e com um forte «desejo de pensar a vida de forma mais vasta que não a materialista, que se exalte na construção de metáforas ou de espectáculos e também no que se pode chamar fé, crença ou esperança numa transcendência da vida que a torna um mistério inexplicável».

 

É por esta via que Luís Miguel Cintra entrevê o progresso: «Confio muito mais que, mesmo que não se veja, alguma transformação existirá para a qual eu já contribuí. De alguma maneira, o mundo irá progredir sempre».

 

Nesta fase da sua vida, sente uma grande necessidade de um pensamento religioso. «Tomo consciência de como ela exsitiu desde sempre, mas quero dar-lhe uma forma mais concreta».

 

Vê-se «integrado no que se chama a ideologia cristã» e entende que, sem fé, a vida empobrece. «Como é possível não ter fé? Como se pode viver sem necessidade de acreditar em nada a não ser no que é comprovado cientificamente? É deixar escapar uma parte principal da vida».

 

 

3. Lamenta que a sociedade, em vez de congregar, esteja a separar as pessoas, deslaçando-as. A sua esperança está focada «numa transformação interior que volte a reunir as pessoas socialmente».

 

Ao contrário do que foi visado nas auroras revolucionárias, hoje «não existem colectivos, mas pessoas individuais que, por razões completamente diferentes, e maneiras de sentir diferentes, se juntam para um objectivo comum».

 

O que Luís Miguel Cintra denuncia na Igreja é nem  sempre ter fomentado a interpretação individual dos textos. Para ele, «a Igreja não devia impor às pessoas uma unidade tal que despersonalize o envolvimento das pessoas».

 

Aqui, aproxima-se muito do que defende, por exemplo, Simon Weil, que apela para a escuta (e para a espera) de Deus no silêncio inultrapassável da consciência.

 

 

4. A fé não desmundaniza nem desumaniza. «Acreditar em Deus é acreditar também numa parte misteriosa da condição humana. O que me agrada no Cristianismo é a ideia de que Deus Se torna homem». Isto significa que «a forma humana pode conter divindade».

 

O pensar na morte, neste sentido, ajuda a valorizar a vida dos outros. «Fico a gostar mais da vida, porque gosto do que as outras pessoas vivem e fazem. Há uma espécie de corrente que transcende o destino individual e que se vai prolongando entre gerações. O que vivi provoca mais vida».

 

A fé é, afinal, um fluxo vital que nem a morte detém.

 

 

publicado por Theosfera às 00:01

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