O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Terça-feira, 13 de Setembro de 2011

Mais um dia que se encaminha para o fim. Mais uma etapa que nos aproxima do fim.

 

Ainda que vivamos mais cem anos, estamos hoje um dia mais perto do nosso fim do que estávamos ontem.

 

Mas não nos amedrontemos.

 

Fim não é apenas termo. É também realização. E pode ser plenitude.

 

Gandhi costumava dizer que «o importante é o fim para o qual eu sou chamado».

 

Os nossos passos vão do passado para o futuro, através da transcorrência que é o presente.

 

Mas os nossos sonhos vêm do futuro para o presente. A bem dizer, saem da eternidade para o tempo.

 

Aproxima-se o fim do dia. Aproxima-se também um novo dia.

 

Apesar das nuvens que obscurecem a alma, o sol da esperança visitar-nos-á.

 

Para si, uma noite cheia de paz.

publicado por Theosfera às 23:33

Uma das críticas que se fazia a Bach era acerca da sua (alegada) falta de simplicidade.

 

Não faltou (J. Scheibe, por exemplo) quem o acusasse de ser demasiado elaborado, gongórico, próprio, aliás, de alguém do barroco.

 

Só que, aqui, penso que o problema é nosso.

 

O génio de Bach era vulcânico, torrencial. Tudo aquilo brotava da sua alma com uma fluência cristalina.

 

Não demorava muito tempo a compor. Bach era de uma simplicidade genial. Tão genial que nem foi compreendida...

publicado por Theosfera às 23:03

A falência da Grécia pode arrastar Portugal.

 

Na era da globalização, as coisas são assim.

 

Não deixa de ser irónico.

 

A Europa nasceu na Grécia pela cultura. A Europa agoniza na Grécia pelo dinheiro. Pela falta do dinheiro.

publicado por Theosfera às 22:18

Para quê insistir nas estradas já percorridas?

 

Porquê não experimentar os caminhos (ainda) não andados?

publicado por Theosfera às 22:12

Receio bem que quem tem uma resposta na ponta da língua não tenha grande consistência na profundidade do seu ser.

 

O que vem demasiado depressa aos lábios não terá sido devidamente amassado na reflexão.

 

Há uma certa lentidão que, embora parecendo exasperante, dá uma moldura mais bela ao saber.

publicado por Theosfera às 22:10

O melhor local para estar com Deus (para «tutear» com Ele) é mesmo o coração de cada um.

 

Foi o que Jesus disse à samaritana.

 

Na simplicidade de cada pessoa, resplandece a beleza da vida e a luminosidade de Deus.

publicado por Theosfera às 22:09

Nunca percebi como é que pode haver inimigos. Mas que os há, há. Até Jesus os teve. E até a eles os amou e nos mandou amar.

 

Por isso é que Gustavo Gutiérrez diz que quem não tem inimigos não é um cristão completo. Falta-lhe um destinatário do amor.

 

Antes um inimigo assumido que um amigo simulado.

 

A dor é grande. Mas, ao menos, poupa-se a desilusão.

publicado por Theosfera às 22:07

A arrogância é a irmã gémea da ignorância.

 

Onde mais se esconde a sabedoria, é, quase sempre, onde ela mais se encontra.

 

A humildade é o maior laboratório do saber. Porque é aquele que nem sequer exclui o saber primordial: o não saber.

publicado por Theosfera às 21:48

Ao contrário do que se possa pensar, a simplicidade é um crédito de qualidade.

 

Quando as ideias são claras e a alma transparente, a palavra é simples e brota com fluência.

 

Tal palavra vem pelos lábios, mas sai do coração.

 

Já onde o discurso é rebuscado, prolixo e excessivo, é quase certa a falta de clareza, por muita robustez conceptual que se exiba.

 

Quando a existência está arrumada, até a palavra é mais solta e livre.

 

Às vezes, as palavras parecem embrulhos que disfarçam a dessarrumação do pensamento e o desnorte da vida.

publicado por Theosfera às 15:15

1. Muita é a esperança que, apesar de tudo, assoma à porta das escolas.

 

Não obstante os escolhos, os sorrisos deste início de ano lectivo desvelam uma inesperada força anímica. Afinal, a energia que habita na alma das pessoas consegue «milagres».

 

Um papel central, em tudo isto, cabe, sem dúvida, ao professor.

 

Há quem queira ver a sua missão reduzida à função de um operador de ensino, dissipado entre reuniões a toda a hora e relatórios a toda a pressa.

 

Mas ele, o professor, é capaz de se reabastecer com um suplemento de ânimo e chegar ao fundo do ser dos seus alunos.

 

Um professor assim reabilita, do modo mais nobre, o lugar do mestre. Daquele que não se limita a debitar conhecimentos. Mas que oferece, pelo seu exemplo, um referencial de conduta para a vida.

 

 

2. O mestre nunca pode ser um mero técnico. E tem de ser mais que um especialista.

 

Acima de tudo, ele é um artista, uma espécie de parteiro, alguém que faz dar à luz o que está semeado na alma humana.

 

É por isso que o mestre é o que simplifica o que é complexo, o que clarifica o que se mostra obscuro e o que condensa o que está disperso.

 

O nosso sistema educativo não tem ido por este caminho. Às vezes, parece até enveredar pelo (des)caminho contrário.

 

Há quem queira fazer do professor alguém que complexifica o que é simples, que obscurece o que se mostra claro e o que dispersa o que surge condensado.

 

Ao professor tem de ser dada confiança e tem de ser exigida competência.  

 

 

3. Estudioso do sistema da Finlândia, Guilherme Valente informa que, naquele país, «os professores estão motivados e têm autonomia para trabalharem com eficácia».

 

Na Finlândia, «os docentes estão libertos das inutilidades e da burocracia com que, nas nossas escolas, inundadas por labiríntica legislação, se condiciona a função inestimável que deve ser a deles».

 

Já agora, convirá anotar outra «heresia» que o sistema finlandês comete: os alunos passam pouco tempo na escola.

 

O objectivo é que a escola seja vista segundo o seu objectivo central e não segundo objectivos laterais: «Quando se está na escola, está-se concentrado na escola».

 

A sala de aula não pode ser vista como o prolongamento do recreio. Aprender não é uma actividade lúdica. Tem de haver exigência desde o princípio.

 

Na Finlândia, a maior parte das reprovações ocorre no básico.

 

A mensagem é logo apreendida. Trata-se de «dizer aos alunos que vêm para trabalhar e aprender».

 

 

4. Eis o que se espera. Que os mais novos possam aprender a Língua, a Matemática, a História. E que se disponham a apreender igualmente a Urbanidade, o Respeito, a Bondade e a Tolerância.

 

São estes, em suma, os ingredientes daquele que é o «amor desegoízador» de que falava Agostinho da Silva.

 

Decididamente, não chega preparar cérebros. É decisivo formar pessoas.

 

A robustez da inteligência tem tudo a ganhar com a simplicidade do coração. É por aqui que passa o porte, a honradez, a rectidão.

 

Não basta estudar para o teste. É urgente estudar para a vida. Até porque a vida é o maior teste. E a permanente lição!

publicado por Theosfera às 12:47

É um facto que o tempo já não passa. O tempo já nem sequer corre. O tempo voa. E quase não nos apercebemos dele.

 

Os actos não são avaliados por etapas de décadas. Nem de anos. Tudo é escrutinado praticamente ao segundo.

 

Um jornal deste dia diz que uma secretária de estado nomeou um adjunto. Passado um mês, atribuiu-lhe um louvor e dispensou-o.

 

Em tão pouco tempo fez tudo e, ainda por cima, com louvor?

 

Depressa e bem haverá quem?

publicado por Theosfera às 10:43

Dez anos e dois dias depois, dá para ver o que o 11 de Setembro fez não apenas na sociedade, mas também nos corações.

 

A humanidade fez amortecer a esperança. Ela anda por aí, mas de modo tímido, quase ignoto.

 

O que avulta é o medo, a suspeita, a acusação.

 

Todos nós podemos ser vítimas da violência. E cada um de nós pode ser autor da violência.

 

Olhamos uns para os outros com receio, com desconfiança.

 

Os outros, para nós, são potenciais terroristas. Nós, para os outros, somos eventuais criminosos.

 

Haverá poluição maior?

publicado por Theosfera às 10:25

«A violência não se vence com a violência, mas com a mansidão».

 

Eis o que escreveu S. João Crisóstomo, que se celebra neste 13 de Setembro.

 

Apesar disso, aconselhava: se alguém ouvisse proferir uma blasfémia, que não hesitasse em dar duas bofetadas. «Batendo, santificas a tua mão».

 

Com todo o respeito, é melhor não seguir este conselho.

 

A mansidão pode não parecer eficaz. Mas é mais bela. E muito mais interpelante.

publicado por Theosfera às 06:22

Precisamos de uma Igreja «intro-vertida» e, ao mesmo tempo, «extro-vertida».

 

Tem de ser «intro-vertida» na oração e «extro-vertida» na missão.

Quanto mais apostar na profundidade espiritual, melhor actuará na acção solidária.

 

Ela tem de ser mais atenta no interior e mais activa no exterior.

Tem de haver mais escuta de Deus e do Ser Humano.

publicado por Theosfera às 06:19

No périplo pelas escolas deste distrito, o Ministro da Educação não prestou declarações públicas. Se, no entanto, não usou linguagem verbal, Nuno Crato deu alguns sinais pela linguagem não verbal.

 

Pela expressão facial, dá para inferir algum desalento. Porventura a sensação de que, a esta hora, já sabe não poder aplicar aquilo em que acredita. Irá, tão-somente, gerir o que as circunstâncias ditam, as pressões impõem e os constrangimentos deixam.

 

É pouco para quem tanto trazia dentro de si!

publicado por Theosfera às 06:17

Torquato da Luz foi um jornalista respeitado há muitos anos. Tem um blog onde vai colocando poemas. Às vezes, estamos assim:

 

Vontade de partir, de largar tudo,
de acordar amanhã num hotel em Veneza,
de esquecer o passado, o futuro, o mundo
e baralhar as cartas expostas na mesa.

Vontade de zarpar, de abandonar
as mínimas coisas algum dia amadas
e procurar no mapa das estradas
o que teima em faltar.

Vontade de abalar sem um aceno
sequer de despedida
e de um modo expedito mas sereno
recomeçar a vida.

publicado por Theosfera às 06:14

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