O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Domingo, 11 de Setembro de 2011

Estamos a caminhar para o fim de mais um 11 de Setembro.

 

Acreditemos que, numa qualquer manhã, há-de surgir um 12 de Setembro carregado de luz e vestido de paz.

 

Mas esse dia não será oferecido pelo calendário. Tem de ser construído pelos corações.

 

É no coração que tem fermentado a guerra. É dos corações que há-de despontar a paz.

 

Onde há uma dificuldade, haverá também uma oportunidade.

 

O presente está tão mal que o futuro só pode ser melhor.

 

Uma feliz noite para todos! Na paz de Jesus manso e humilde!

publicado por Theosfera às 23:39

«O 11 de Setembro deu-nos um planeta que quase nem reconhecemos. Em certo sentido, veio revelar o que já ali estava desde o colapso da União Soviética: a inédita preponderância de uma única superpotência. Mas revelou também o crescente ódio ao Ocidente entre as nações islâmicas».

Assim escreveu (avisada e magnificamente) Martin Amis.

publicado por Theosfera às 23:09

1. Não foi a 11 de Setembro que o mundo mudou. Mas foi a 11 de Setembro que o mundo acordou para a mudança.

 

Aqueles trágicos estrondos funcionaram como detonadores da presença de uma nova realidade.

 

E foi assim que, há dez anos, tomámos consciência de que entrámos não apenas num outro tempo, mas também num outro mundo.

 

 

2. A despesa da guerra contra o terrorismo arruinou os Estados Unidos. E a vontade de justiça depressa degenerou em sede de vingança. Os ofendidos acabaram por reproduzir o comportamento dos ofensores.

 

À falência económica somou-se, pois, a decadência moral. Resultado: a resposta à violência consistiu num acréscimo de violência e num decréscimo da segurança.

 

Não estávamos seguros há dez anos. Estaremos mais seguros hoje?

 

 

3. A mudança para a qual o mundo acordou pode ser sinalizada na queda do Muro de Berlim e naquilo que ela significou.

 

O adversário deixou de ser visível e localizado. Passou a ser ignoto e a estar em parte incerta, ou seja, em toda a parte.

 

Esta situação é mais perigosa. O risco já não vem de um estado, nem de um exército. Em último caso, vem do coração humano. Uma única pessoa pode destruir a humanidade.

 

 

4. Uma das (muitas) coisas que o 11 de Setembro inaugurou foi uma percepção terrível. O terrorismo é como a morte: acaba sempre por acontecer. Só não sabemos quando.

 

Daí que o pessimismo aparente ser mais inteligente que o optimismo. Leva-nos a contar com o pior e a tentar retardar os factos. Mas estes, de uma forma ou de outra, acabarão por sobrevir.

 

 

5. Neste momento, mesmo quando não há combates, o mundo sente-se em guerra. Mesmo quando não existem ataques, a humanidade sente-se na necessidade de se defender.

 

Até há dez anos, sabia-se onde morava o inimigo. Agora, não sabemos onde ele se encontra. Nem o lugar do próximo atentado. Nem qual é o seu alvo. Que, aliás, pode ser qualquer um de nós.

 

 

6. O terrorismo global inaugurou uma era paradoxal. Qualquer atentado pode ser visto em directo.

 

Os seus autores é que permanecem invisíveis. Outrora, anunciava-se o início dos combates. Hoje, os atentados só são conhecidos depois de ocorrerem. E de terem contabilizado muitas vítimas!

 

 

7. Ninguém diga, por isso, que estava preparado ou que tinha soluções para estes problemas. O que veio depois do 11 de Setembro atesta que, por vezes, as soluções agravam os próprios problemas.

 

Quando se fala de fazer justiça, na prática o que se pretende é imitar quem comete a injustiça. Acha-se que, respondendo ao mal com o mal, a justiça fica reposta. Mas, na verdade, é somente a violência que cresce.

 

 

8. A violência só desaparecerá com a introdução de uma cultura da não-violência.

 

Jesus foi, por vezes, mal recebido em certas terras. Nessa altura, não litigava. Ia para outro lugar.

 

Gandhi, que muito admirava Jesus, recomenda o mesmo: seguir em frente.

 

 

9. Os séculos, aprendemos com Eric Hobsbawn, não se contam apenas por datas. Contam-se sobretudo pelos acontecimentos que os balizam.

 

O século XX terminou, em 1989, com o desmoronamento daquilo que o tinha iniciado em 1917: a Revolução Russa.

 

 

10. O século XXI terá começado em 2001. Nele, as guerras já não opõem apenas povos. As guerras podem ser de uma pessoa ou de um grupo contra a humanidade inteira.

 

Entraremos no século XXII quando a civilização vencer a barbárie. Bastarão cem anos para lá chegarmos?

 

publicado por Theosfera às 22:29

Este não é o dia em que o mundo mudou. Afinal, já estava a mudar.

 

A mudança para que o mundo acordou há dez anos tinha começado com a queda do Muro de Berlim e com tudo o que ela significou.

 

O adversário da única superpotência deixou de ser visível e localizado. Passou a ser ignoto e a estar em parte incerta, ou seja, em toda a parte.

 

A nova situação é mais perigosa porque mais imprevisível.

 

O perigo já não vem de um estado, nem de um exército. Em último caso, vem do coração humano. Uma única pessoa pode destruir a humanidade.

 

Este foi o dia em que o mundo acordou para a mudança.

 

Aqueles trágicos estrondos funcionaram como despertadores.

 

Será que já aprendemos a lição? Ou não será que continuamos na mesma, isto é, com mais medo, com mais morte, com mais injustiça.

 

Quem poderá servir de sentinela que desperte os nossos corações adormecidos?

publicado por Theosfera às 18:32

Sérgio Godinho é daqueles compositores que não musica apenas o que sente. Consegue musicar também o que pensa. E pensa bem, profundamente.

 

Hoje, ouvi-o dizer: «Este país vive de grandes desacertos».

 

Eis um tópico alentador. De desacerto em desacerto, vamos (sobre)vivendo.

 

O passado não nos extinguiu. O futuro não há-de apagar-nos.

publicado por Theosfera às 18:30

Ninguém diga que tem soluções para os problemas.

 

O que veio depois do 11 de Setembro só mostra que, por vezes, as soluções agravam os problemas.

 

Uma coisa é certa. A violência não é caminho. Só ajuda a alastrar a violência.

publicado por Theosfera às 18:29

Neste dia, deixa que a paz te habite, que a verdade te possua, que a felicidade te inunde e que algum silêncio te tranquilize.

publicado por Theosfera às 00:43

No dia em que passam dez anos sobre o 11 de Setembro, o Evangelho fala do perdão.

 

Parece uma provocação. Perdoar o mal absoluto pode assemelhar-se a um branqueamento.

Mas já dizia Hannah Arendt que só se oferece o perdão a quem o não merece.

 

Pode acontecer (e muitas vezes acontece) que tal oferta seja rejeitada.

Nesse caso, não é possível reconstituir a situação anterior. Perdoar será não recorrer à vingança. E seguir em frente por outros caminhos.

 

No fundo, perdoar é desligar.

publicado por Theosfera às 00:37

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