O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Sábado, 10 de Setembro de 2011

Há pessoas com atitudes radicalmente diferentes e que brilham nessa diferença.

 

Mário Soares está retirado da vida política, mas mantém-se activo na vida pública. As suas intervenções são escutadas com supina atenção.

 

Nélson Mandela também está afastado da política e optou por se recolher numa aldeia remota, quase ignota.

 

Um prende com a sua palavra aguda. Outro cativa com a sua presença discreta.

 

Duas referências na luta pela liberdade. E que não perdem acutilância com o passar dos anos.

publicado por Theosfera às 20:18

Com o 11 de Setembro, não entrámos apenas num outro tempo. Entrámos também num outro mundo.

 

Entrámos num mundo ainda mais imprevisível, onde a China está em ascensão e o ocidente em declínio: financeiro e sobretudo moral.

Será que já nos capacitamos disso?

publicado por Theosfera às 16:38

A situação actual está nos limites do suportável. Mais dinheiro conduz à inflação. Menos dinheiro leva à recessão. A alternativa é aumentar impostos.

 

Deste modo, resolve-se o problema do Estado. Mas cria-se um enorme (insustentável) problema para as pessoas!

publicado por Theosfera às 16:37

Enquanto não chegamos à eternidade depois do tempo, não falta quem queira trazer a eternidade para o tempo.

 

Que pensa da «criopreservação»?

publicado por Theosfera às 16:36

Uma coisa é ser mais pobre (Quaresma será mais pobre que Ronaldo, mas, mesmo assim, é rico), outra coisa é ser pobre: não ter para o essencial.

 

À luz do que disse Georg Simmel, somos pobres quando não temos meios para aquilo que pretendemos. Só que as pretensões são oscilantes.

 

Daí que pobre, na verdade, seja aquele que não tem para o que precisa: pão, casa, vestuário.

publicado por Theosfera às 16:35

Desengane-se quem pensar que a riqueza é filha da competência. Quem tem mais capacidades amealhará melhores pecúlios.

 

Só que, nos tempos de pressão política e sobreexposição mediática, o acesso à riqueza não depende muito da qualificação. Depende, cada vez mais, da arbitragem feita pela sociedade. E, quase sempre, estão ao sabor das correntes de ocasião.

Não é justo. Nem estimulante. Mas é o que temos.

publicado por Theosfera às 16:33

Muitas vezes fala-se da unidade e o que, sibilinamente, se pretende é o abafamento das diferenças e a asfixia da pluralidade.

 

Não há unidade a partir da imposição. Só há unidade a partir do respeito.

É por isso que Deus, que é único, é percebido de tantas formas. Como estreitar o que Ele quis alargar?

publicado por Theosfera às 16:32

Uma das (muitas) coisas que o 11 de Setembro inaugurou foi uma percepção terrível. O terrorismo é como a morte: acaba sempre por acontecer. Só não sabemos quando.

 

Daí que, como já advertia Einstein, o pessimismo aparente ser mais inteligente que o optimismo. Leva-nos a prever o pior, a acautelar os riscos e a retardar os factos. Mas estes, de uma forma ou de outra, acabarão por sobrevir.

publicado por Theosfera às 16:29

Quando se fala de fazer justiça, na prática o que se pretende é imitar quem comete a injustiça. Acha-se que, respondendo ao mal com o mal, a justiça fica reposta. Mas é a injustiça que alastra.

 

A justiça não tem de ser reposta por quem sofreu a injustiça, mas por quem a praticou. Só há justiça com a devolução do que foi tirado: o trabalho denegrido ou a reputação manchada.

Mas que, ao menos, não retirem a paz. Nos tempos que correm, já não é coisa pouca uma pausa na espiral de injustiças.

publicado por Theosfera às 16:27

A simplicidade não é tida em grande conta. Achamos que a pessoa simples é ingénua, inferior. Só que ser simples é ser autêntico, transparente. É não ter medo de si mesmo.

 

Hoje, temos medo de tudo e de todos, a começar por nós. Daí que as palavras escondam o que somos, do mesmo modo que as roupas ocultam o que temos.

 

Nas romarias, fazemos figura do que não somos: ricos.

 

Andamos por fora a exibir uma felicidade que não sentimos e a expor uma alegria que não temos.

 

As próprias roupas que usamos nas ocasiões mais solenes pretendem mostrar uma identidade diferente. Mas dá para ver como é tudo vaporoso, artificial.

 

Pode ser tudo muito vistoso, mas soa tudo a falso. A simplicidade é, definitivamente, o melhor adorno.

 

O trauma do fim das férias não está tanto no reencontro com o quotidiano. Está sobretudo no regresso a nós.

 

Mas só seremos felizes quando formos iguais a nós em toda a parte. Sem arrebiques nem ostentações.

publicado por Theosfera às 16:21

‎10 de Setembro não é só a véspera do 11 de Setembro, uma data tingida pela tragédia.

 

Faz hoje 47 anos que foi assinado o prefácio de um dos livros mais marcantes do último século: «Teologia da Esperança».

Nele, o teólogo luterano Jurgen Moltmann entra em diálogo com as principais correntes do pensamento e assinala um horizonte mobilizador para o presente.

 

Belos, sem dúvida, esses anos 60. Quero crer que as janelas então abertas não se fecharam de vez.

publicado por Theosfera às 14:14

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