O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Segunda-feira, 29 de Agosto de 2011

No seu delírio assassino, Anders Breivik deixou-nos, ao redigir o seu prolixo memorando, algumas pistas para a reflexão.

 

Para ele, há cristãos crentes, cristãos agnósticos e cristãos ateus. As pessoas espantam-se porque, à partida, não pode haver cristão que não seja crente.

 

O certo é que, com base na experiência e em estudos, há ateus que assumem seguir valores cristãos e há cristãos que mostram ter comportamentos de ateus.

 

Limitam-se a posicionar-se como membros de uma organização, participam na respectiva gestão, mas falta o essencial: a vivência do mistério.

 

E sem vivência do mistério, não há fé. Sem vivência do mistério, ninguém pode dizer-se crente.

 

Por isso é que muitos cristãos (o caso do teólogo Paul Knitter é, porventura, o mais apelativo nos últimos tempos) se têm aproximado do Budismo.

 

O escopo não é passarem a ser budistas, mas tornarem-se melhores cristãos.

 

E o que encontram na tradição budista?

 

Antes de mais, a tal experiência do mistério pela meditação. E, ao mesmo tempo, a vivência da compaixão, também ela frequentemente arredada de muitos sectores da Cristandade.

 

publicado por Theosfera às 23:06

Na Espanha, o futebol assemelha-se a uma partitura e os seus executantes a uma orquestra.

 

O Real e o Barcelona são os expoentes de um jogo que mais parece uma obra de arte.

 

As duas equipas fazem dos jogos um recital. Nem sequer faltam solistas de primoroso virtuosismo: Ronaldo e Messi.

 

Ontem, o Real ganhou por seis. Hoje, o Barcelona venceu por cinco.

 

O espectador agradece estas doses de «generosidade» e pulcritude.

publicado por Theosfera às 21:51

Um dos escritores cristãos mais antigos, chamado Tertuliano, disse que «Cristo veio trazer-nos a verdade; não o costume».

 

Não é impossível que determinado costume seja bom. Mas não é ele o critério.

 

Às vezes, parece que a verdade é que está sujeita ao costume, quando o costume é que deveria estar sujeito à verdade.

 

Nem todo o costume é verdade. A verdade é que deveria ser costume.

 

O que impressiona é que muitos são os costumes que, nada tendo de cristãos, são mantidos (supostamente) em nome de Cristo. Vinte séculos não suficientes para uma triagem?

 

Sempre na serenidade e na paz.

publicado por Theosfera às 21:25

Um novo ano lectivo está quase a começar.

 

A par das esperanças que lhe subjazem, há um desvio que surge e um deslocamento que persiste.

 

Por estranho que pareça, em vez de se falar da avaliação dos alunos, ouve-se falar sobretudo da avaliação dos professores.

 

E (quer queiramos, quer não) parece que o mais importante no ensino é a procura de emprego e não a procura da verdade.

 

O problema é que nem a preocupação com o emprego consegue assegurar mais a obtenção do emprego.

 

Se a procura da verdade não está no centro do ensino corre o risco de ficar à margem da vida.

 

E sem verdade não vale a pena viver. Mesmo que se tenha o melhor emprego do mundo...

publicado por Theosfera às 15:25

Longe vão os tempos dos pequenos aglomerados e das grandes identidades que neles se formavam.

 

Estamos no tempo das metrópoles. Nelas, a identidade dilui-se. Cada um é absorvido pela corrente dominante.

 

Gabriel Tarde explicou isto há muito tempo.

 

Em 1884, olhando para o fenómeno das multidões, descreveu a sociedade como «uma colecção de seres que se imitam uns aos outros».

 

O social é visto como uma forma de hipnose.

 

As ideias são sugeridas e até impostas, apesar de muitos julgarem que são próprias.

 

A imitação está na origem de muitos comportamentos. Estes tendem, cada vez mais, a ser pautados pela ausência de moderação e de tolerância.

 

Tarde advertiu que as multidões propendem a ser crédulas e, não raramente, atravessadas por alguma dose de loucura.

 

O que vemos por toda a parte confirma o diagnóstico.

 

Parece cruel, mas não será pertinente?

publicado por Theosfera às 13:52

Hoje é dia do martírio de S. João Baptista.

 

Pagou com a vida a sua coragem, a sua coerência, a sua frontalidade.

 

E repare-se em dois aspectos de monta que relevam da sua conduta:

 

1) João Baptista não foi corajoso com os pequenos, foi corajoso com os grandes;

 

2) João Baptista não andou a falar de ninguém na sua ausência; falou pela frente.

 

Isso valeu-lhe a vida, é certo, mas fez dele um homem de excepção.

 

O seu exemplo é imprescritível. Será que o seu testemunho é imitável?

publicado por Theosfera às 10:32

Num tempo em que tão pouco se escuta, quase só se fala de escutas.

 

Porquê?

 

Há quem queira saber o que os outros fazem.

 

E ninguém parece querer acolher o que os outros são.

publicado por Theosfera às 09:45

mais sobre mim
pesquisar
 
Agosto 2011
D
S
T
Q
Q
S
S

1
2
3
4
5
6

7
8
9

16
17
18
19
20

21



Últ. comentários
Sublimes palavras Dr. João Teixeira. Maravilhosa h...
E como iremos sentir a sua falta... Alguém tão bom...
Profundo e belo!
Simplesmente sublime!
Só o bem faz bem! Concordo.
Sem o que fomos não somos nem seremos.
Nunca nos renovaremos interiormente,sem aperfeiçoa...
Sem corrigirmos o que esteve menos bem naquilo que...
Sem corrigirmos o que esteve menos bem naquilo que...
online
Number of online users in last 3 minutes
vacation rentals
citação do dia
citações variáveis
visitantes
hora
Relogio com Javascript
relógio
pela vida


petição

blogs SAPO


Universidade de Aveiro