O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quinta-feira, 25 de Agosto de 2011

Há palavras que são intemporais. Mantêm pertinência em todos os tempos.

 

Neste dia de S. Luís, rei da França, vale a pena reter o precioso conselho que dá a seu filho e sucessor.

 

De realçar um aspecto. Em casos de dúvida, no apuramento da verdade, o rei deve ficar ao lado do pobre. Já que o rico propende a impor-se pela força, é pelo menos prudente que o pobre tenha o respaldo da autoridade.

 

A justiça também passa por aqui. Só que, como depõem os últimos acontecimentos, o mais pequeno fica sempre sempre a perder. Tão distantes estamos da galhardia de S. Luís.

 

Fiquemos, então, com as suas palavras de pai: «Guarda um coração compassivo para com os pobres, infelizes e aflitos e, quando puderes, auxilia-os e consola-os. Por todos os benefícios que te foram dados por Deus, rende-Lhe graças para te tornares digno. Em relação a teus súbditos, sê justo até ao extremo da justiça sem te desviares para a direita nem para  esquerda: e põe-te sempre de preferência ao lado do pobre mais do que do lado do rico, até estares bem certo da verdade».

 

Preciosa recomendação, esta!  

 

publicado por Theosfera às 19:56

Há muitos mitos que se põem a correr. À força da repetição presumimos que de verdades se trata.

 

Um desses mitos é que somos um povo ordeiro, não violento.

 

É claro que não haverá focos de guerra como noutras latitudes.

 

Mas é preciso olhar para a realidade.

 

Fixemo-nos nas últimas duas centúrias.

 

A revolução liberal, no século XIX, foi marcada por cinco décadas de violência.

 

Violência foi também o que houve na Primeira República.

 

Agora, não teremos uma guerra militar, nem uma guerra civil.

 

Mas há sinais de uma guerra social.

 

O Primeiro-Ministro, aliás, já pediu aos portugueses para que não enveredem pela revolta.

 

Só que não podemos olhar apenas para quem a pratica. Temos de olhar igualmente para quem a provoca.

 

O que vem de outros países deve servir-nos de alerta.

publicado por Theosfera às 18:35

Tempos houve, não há tanto tempo assim, em que as pessoas eram sobretudo admiradas pela inteligência e pelo coração.

 

Mais tarde, a admiração começou a dirigir-se para a voz e para os pés.

 

Os ídolos da canção e do futebol estavam no topo da popularidade.

 

Hoje em dia, é a cara que prevalece.

 

Não é preciso mais nada.

 

É sobretudo pela cara que se triunfa no espectáculo, nas revistas, nas canções.

 

São estes os novos tempos, os nossos. Tempos de vazio (quase) total.

 

 

publicado por Theosfera às 17:20

Ele era um ditador e disse que o seu povo o amava.

 

A esta hora, é fácil dizer que estava errado. Mas durante quarenta anos, quem o poderia desmentir?

 

Terá acrescentado que o seu povo morreria para o proteger. Como ainda não foi encontrado, fácil é concluir que alguém do seu povo estará, de facto, a dar-lhe guarida.

 

Tudo isto nos leva a um dos mistérios mais inextricáveis da natureza humana. Como é possível que, sendo a liberdade um impulso tão forte e uma aspiração tão funda, a história da humanidade esteja marcada pela sua ausência?

 

Ainda hoje, há muitas ditaduras. Há cerca de um século, quase não havia democracias.

 

Será tudo isto apenas efeito do poder dos déspotas? Não haverá aqui também vontade e consentimento activo por parte do povo?

 

Muitas vezes parece que quanto mais autoritário é um líder, mais aclamado se torna.

 

Basta olhar para as multidões que vitoriavam Hitler, que idolatravam Estaline e que, ainda hoje, enchem praças para louvar os chefes dos regimes norte-coreanos ou chineses.

 

A doença de Hugo Chávez (a quem desejo, sinceramente, rápidas melhoras) revelou um caso de devoção extrema. Muitos cidadãos raparam o cabelo para imitar o presidente.

 

Só por saturação ou por uma crise profunda é que os regimes autocráticos caem. Porquê?

 

No fundo, o ser humano aprecia quem decide por si, quem o poupa à missão de conduzir o seu destino. No fundo, o ser humano, apesar de amar a liberdade, tem medo de ser livre. Tem medo da sua liberdade e da liberdade dos outros.

 

Um dos escritores que melhor escrutinou a alma humana, Dostoiévski, disse que «não há nem houve jamais nada mais intolerável para o homem e a sociedade do que as pessoas serem livres».

 

Em tempos de incerteza e de insegurança, este é um clima muito propício ao surgimento de ditadores ou de personalidades autocráticas.

 

Muitas vezes, não é só a liberdade a ser retirada. Muitas vezes, é a própria liberdade a ser entregue.

 

 

publicado por Theosfera às 16:22

«Aos jovens, se lhes exigem muito, dão mais; se lhes pedem pouco, não dão nada».

Assim escreveu (subtil e magnificamente) o Padre Morales.

publicado por Theosfera às 15:22

Ter é o verbo que mais conjugamos: uns no passado e no presente, outros, os pobres, apenas no futuro: num futuro que se tornará (é o mais certo) irrealizável.
 
Da Igreja, porém, esperamos que não tenha. E que não se preocupe em ter.
 
Uma Igreja despojada será, apenas ela, uma Igreja necessária. E apelativa.
 
É dessa Igreja que nos fala D. Pedro Casaldáliga, um homem incompreendido, uma voz do amanhã à espera que tenha eco numa manhã. Quando chegará? Alguma vez teremos uma Igreja assim?
 
Eis o perfil de Igreja desenhado (sonhado?) por este grande bispo:
 
Não ter nada.
Não levar nada.
Não poder nada.
Não pedir nada.
E, de passagem,
não matar nada;
não calar nada.
 
Somente o Evangelho, como uma faca afiada.
E o pranto e o riso no olhar.
E a mão estendida e apertada.
E a vida, a cavalo, dada.
 
E este sol e estes rios e esta terra comprada,
como testemunhas da Revolução já estalada.
 
E mais nada!
publicado por Theosfera às 12:08

«A desigualdade dos direitos é a primeira condição para que haja direitos».

Assim escreveu (desconcertamente e magnificamente) Friederich Nietzsche.

publicado por Theosfera às 09:56

A hipótese pode parecer estapafúrdia, mas está a fazer o seu caminho.

 

Parece que o aumento de temperatura das águas no Pacífico duplica a possibilidade de conflitos violentos.

 

O El Niño terá um efeito indutor nas guerras.

 

Será?

publicado por Theosfera às 09:46

Cada vez mais no silêncio.

 

Cada vez mais à escuta.

 

Cada vez mais longe de quase tudo.

 

Cada vez mais próximo do que, realmente, importa: a Verdade e o Bem.

publicado por Theosfera às 09:29

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