O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Terça-feira, 23 de Agosto de 2011

O espectáculo é o acontecimento que extasia a visão.

 

É importante ver.

 

Mas é decisivo escutar.

 

As multidões que soltam palavras da boca para fora guardam aspirações e alimentam sonhos da boca para dentro.

publicado por Theosfera às 23:07

Há quem tenha riqueza para lá do dinheiro.

 

Warren Buffet é um dos homens mais ricos do mundo.

 

E o mundo ficou surpreendido com um texto que assinou no The New York Times, em que pede para que os super-ricos como ele paguem mais impostos.

 

Critica o Governo norte-americano pela redução de impostos às classes mais abastadas.

 

O seu lema é: «Parem de mimar os super-ricos»!

 

Não é habitual. Mas é de homem!

publicado por Theosfera às 22:44

Antes do rito, antes do dogma, antes da pastoral, a religião é sobretudo a mística.

 

Dizer mística é dizer mistério e dizer mistério é dizer Deus e o Homem.

 

Esta é, pois, a essência da religião, aquilo que a configura como religação.

 

Mas corre o risco de ser também o essencial esquecido. Daí tantos equívocos. Mas daí também o imperativo de regressarmos à mística sob pena de desfigurarmos aquilo que, supostamente, pretendemos relevar.

 

André Malraux terá dito que «o século XXI será religioso ou não será». Karl Rahner, por sua vez, avisou que «o cristianismo será místico ou não será nada».

 

Caso para (duplamente) perguntar: que tipo de religiosidade é a do nosso século?; estará o cristianismo a integrar devidamente a mística? O crescente interesse pelas religiões orientais não certificará uma insuficiente aposta na mística por parte das igrejas cristãs?

 

O conhecido teólogo Juan Martín Velasco alertava que que «o cristão de hoje ou é místico ou, muito provavelmente, não poderá ser cristão».

 

Isto significa, segundo ele, que o cristianismo carece de uma reconfiguração: «Há um cristianismo que se vai derrubando à nossa vista»: o cristianismo de massas vai dando lugar a um cristianismo da pessoa.

 

Nesta nova forma de ser crente, a mística impõe-se não como um exclusivo de uns poucos eleitos, mas como a raiz da religião para todos. Neste sentido, a mística «não consiste necessariamente em levitações, visões ou estigmas, mas na experiência pessoal da fé». Isto não quer dizer que não possa haver «místicos mais elevados».

 

Em qualquer caso, a mística sobressai como uma necessidade, um imperativo, uma urgência: «À crise de Deus só se pode responder com a paixão por Deus». Na actualidade, o teólogo dá conta da existência «de uma notável sede de transcendência e de Deus até porque o Homem não se contenta com o que é».

 

Ressalve-se, entretanto, que a mística não se pratica apenas de olhos fechados. Também se faz, como lembra Johannes Baptist Metz, de olhos abertos.

 

A mística, enquanto via unitiva, liga espiritualidade e solidariedade, pois vincula o amor a Deus ao amor pelo próximo.

 

Onde não há solidariedade existe um défice de mística.

 

Os mais recentes acontecimentos certificam uma absoluta necessidade de regressar ao fundamental.

 

Falta mística no mundo. E escasseia mística nas igrejas.

 

Há muito ruído e demasiado frenesim que facilmente se confundem com acção.

 

Do mesmo modo, algum autoritarismo e alguma estreiteza de horizontes denunciam uma debilidade do acolhimento do mistério.

 

A mística não é ruidosa. Mas, na sua discrição, é sumamente interpelante. E significativa.

publicado por Theosfera às 22:09

«Nada é permanente, excepto a mudança».

Assim escreveu (sábia e magnificamente) Heráclito.

publicado por Theosfera às 21:10

A sociedade tem de definir o que pretende dos seus membros.

 

Ninguém assume a culpa pelos desmandos que ocorrem. Ninguém quer abraçar a responsabilidade pela transformação que se deseja.

 

A família não parece funcionar. A escola não consegue intervir.

 

Há uma geração que está a crescer, mas que não sabe comportar-se.

 

Não sabe falar. Não sabe escrever. Não sabe vestir. Não sabe dar a vez. Etc. Etc.

 

Quem lhe fornece um padrão? Quem lhe indica um caminho?

 

O que vemos deixa-nos um pouco perplexos.

 

A educação é a missão mais nobre.

 

E educar é muito mais que ensinar.

publicado por Theosfera às 21:04

A Igreja não é uma democracia; mas tem de ser mais que uma democracia. Será uma filocracia (poder do amor). As relações entre os cristãos não podem ser ditadas pelo poder, mas só — e sempre — pelo amor.

 

Há, aqui, um poderoso filão a explorar e um longo caminho a percorrer: Marc Lambret assinala que a democracia transporta uma tentação: ignorar a religião. Enfrenta, porém, cada vez mais um desafio: integrar a religião. Por sua vez, a religião vai dando conta de que a democracia tem viabilidade não apenas na sociedade civil, mas também dentro dela própria.

 

Já na antiguidade cristã, ao lado do princípio nihil sine episcopo (nada sem o bispo), encontramos estes dois preceitos: nihil sine consilio vestro (nada sem o vosso conselho) e nihil sine consensu plebis (nada sem o assentimento do povo). Como anota Joseph Ratzinger, a democracia emerge «não de uma transposição insensata de um modelo estranho à Igreja, mas da própria estrutura interna da ordenação eclesial, enquadrando-se, por isso, nas exigências específicas da sua natureza».

 

Por conseguinte, a Igreja está dentro da democracia e a democracia não está fora da Igreja. A Igreja tem lugar na democracia e a democracia tem lugar na Igreja.

 

A Igreja é um fenómeno (também) democrático e a democracia é um fenómeno (também) eclesial. Tudo isto mostra que, como belamente afirmava Vítor Hugo, «a liberdade é uma cidade imensa da qual todos nós somos concidadãos».

publicado por Theosfera às 20:59

É um nome que, provavelmente, dirá pouco a muita gente.

 

Trata-se de um teólogo que pertence a uma estirpe bastante rara. Era não apenas analista, não apenas docente, mas também militante e muito profeta.

 

Instruía com os lábios e ensinava com a vida.

 

Estava conotado com a teologia crítica. Mas as suas propostas eram feitas sem acrimónia.

 

Porfiava por uam renovação da Igreja, por uma recondução da Igreja a Jesus.

 

Julio Lois morreu ontem. Fica o seu exemplo. Paz à sua alma. Honra à sua memória.

publicado por Theosfera às 16:32

Recordo, com saudades, os tempos em que os líderes, quando surgiam, pareciam não poder ombrear com os líderes anteriores.

 

Era a sua acção que, depois, os distinguia e nos convencia.

 

Um exemplo.

 

Quando Helmut Kohl chegou ao poder, senti-me um pouco desapontado. Achei que aquilo era um golpe palaciano. Os liberais, que estavam coligados com Helmut Schmit, voltaram-se para Kohl. O pêndulo oscilava, o poder mudava.

 

Mas o que veio depois corrigiu a impressão. Com tantos outros passou-se o mesmo.

 

Agora, há quem convença com a retórica, uma retórica palavrosa e quase sem substância, é certo. Mas, mesmo assim, geradora de expectativas.

 

Basta, porém, muito pouco tempo para tudo ruir. Nem se salva o discurso, emparedado em mil contradições. Nem se salvaguarda a acção, sempre a seguir aos factos.

 

Hoje, as lideranças exercem quase uma função notarial. Limitam-se a seguir os acontecimentos. Interpretam-nos mal e não os transformam.

 

Um dos sintomas da crise mora aqui. Um dos sinais de esperança tem de passar por aqui: pelo aparecimento de novas lideranças. 

publicado por Theosfera às 16:07

É tempo de assumirmos que vivemos em trevas e, desse modo, procurarmos uma luz.

 

Senpre é melhor do que presumir que vemos a luz e passarmos o tempo a empurrarmo-nos uns aos outros.

 

Precisamos de encontro. Já basta de encontrões.

publicado por Theosfera às 16:05

Poucas são as vezes em que vou à minha terra natal.

 

Mas sempre que lá volto é como se de lá não tivesse saído.

 

Está lá o berço em que nasci. Está lá o chão em que cresci. Estão lá muitas pessoas que conheci. E, nesta altura, voltam lá outras pessoas que também foram saindo.

 

A minha terra, como tantas outras, espraia-se para lá das suas fronteiras.

 

Ela não vai de Forjães a Porto de Rei, nem de Poçarro às Víduas. Vai de Portugal até à Suiça, passando pela França, pelo Brasil, não faltando uma grande população nas imediações de Lisboa e do Porto.

 

Há uma vibração que se nota, uma luz que se acende, uma emoção que se solta, qualquer coisa que não se explica, mas que se entende.

 

Séneca dizia que «ninguém ama a sua terra porque é grande, mas porque é sua».

 

Não é pelo chão, não é pela paisagem. É por causa daquele chão, daquela paisagem e sobretudo por causa daquela franqueza acolhedora e sempre sorridente que eu amo a minha terra.

 

É também por causa da Senhora da Guia. Não é o centro geodésico da freguesia, mas é o coração sentimental da população. Está lá a capela. Está lá o cemitério. Está já lá, pois, uma grande parte de cada um de nós.

 

Vou lá poucas vezes. Mas, a bem dizer, nunca de lá saí.

publicado por Theosfera às 12:35

«Que a mão escreva na língua o que a língua há-de cantar».

Assim poetou (sublime e magnificamente) Daniel Faria.

publicado por Theosfera às 12:15

O multiculturalismo falhou, decretam os poderosos.

 

Mas o antimulticulturalismo já tinha falhado antes.

 

Quem se esquece de integrar arrisca-se a sofrer com a revolta dos que não se sentem integrados.

 

A intolerância é capaz de desesperar até o coração mais tolerante.

 

Mas a tolerância nunca pode ceder. Sob pena de deixar de ser o que é.

publicado por Theosfera às 12:12

«O homem vendido por outro pode não ser escravo. O que se vendeu a si mesmo, esse é o escravo absoluto».

Assim escreveu (pertinente e magnificamente) John Ruskin.

publicado por Theosfera às 12:10

A crise que atravessamos é mais filha da debilidade espiritual do que da fragilidade económica.

 

Tudo nasce da egopatia, a doença de um eu desmedido.

 

É urgente, por isso, desegoficar a nossa forma de estar no mundo.

 

Neste particular, Marx estava certo quando denunciou o desequilíbrio estruturante da sociedade capitalista. Nela emerge um homem rico de ter, mas vazio de ser.

 

É quase impossível conciliar uma riqueza de ser com uma riqueza de ter. Para haver um preenchimento de ser, tem de haver algum esvaziamento do ter.

 

Bob Marley deixou o apelo essencial: «Tens de dar o que tens a mais para receber o que tens a menos».

 

Mas, para isso, o nosso ocidente tem de se libertar do contágio egopático que o empesta.

 

O nosso paradigma ainda é primeiro eu e depois tu. Alguma vez conseguiremos instaurar um paradigma com base no primeiro tu e depois eu?

publicado por Theosfera às 11:26

Numa altura como a que estamos a viver, todos reconhecemos a necessidade de cortar na despesa, mas parece que ninguém está disposto a abdicar de nada. Só mesmo os pobres que, à partida, já foram compelidos a abdicar.

 

Não é fácil gerir a vida de uma família, mas quem ouve os protestos e, ao mesmo tempo, acompanha a realidade fica um pouco perplexo.

 

Há despesas que podiam evitadas. Não para sempre. Mas numa fase de aperto como esta.

 

Só que, para tal, seria preciso que a «geração à rasca» se convertesse na «geração coragem» de que agora se fala.

 

Sabemos que a festa é importante para o equilíbrio da pessoa. E, ainda mais, quando a crise espreita. Ela pode funcionar como uma preciosa vitamina para o depauperado espírito.

 

Uma coisa, porém, é a festa como encontro, como celebração, como alegria. Outra coisa, bem diferente, são as festas dispendiosas que se fazem por toda a parte.

 

É claro que existe sempre retorno para o comércio local. Mas isso existiria sempre, ainda que numa dimensão talvez mais modesta.

 

O que impressiona é que estas romarias configuram um clima de ostentação e um volume de despesas que nada têm que ver com a crise que atravessamos.

 

E já que é obrigatório cortar, mais valia cortar no lazer do que no comer.

 

Tenho a sensação de que ainda não nos capacitamos devidamente para a austeridade que vem aí.

 

O que se gasta na folia vai fazer falta no dia-a-dia.

 

O que se investe agora pode fazer falta depois. Não muito depois, diga-se. 

publicado por Theosfera às 11:02

Muitos dirão que é despeito. Outros não hesitarão em falar de ressabiamento e de frustração.

 

Creio, porém, que não nos cumpre julgar motivações íntimas. Cabe-nos apenas apontar factos.

 

E o facto deste dia é a notícia de um autarca que abandona o seu partido porque não aceita que, sistematicamente, se diga uma coisa e se faça outra.

 

Honrar a palavra deve continuar a ser o critério supremo de decisão.

 

Todos falhamos, sem dúvida. E há que ser tolerante com as falhas.

 

Mas é impossível que, em tão pouco tempo, se altere o discurso sabendo com se encontra a realidade.

 

Parece que há um discurso para ganhar as eleições e um outro discurso para agir após as eleições.

 

Somos donos do que calamos e escravos do que dizemos.

 

O escrúpulo pelo cumprimento da palavra dada e da promessa feita deve ser levado até ao limite do impossível. Quando este surgir, é bom que se explique.

 

Mas uma distância tão grande (e, ainda por cima, num período tão pequeno) entre o que se diz antes e o que se faz depois deixa-nos perplexos.

 

Compreendo, por isso, o autarca. Quando não há identidade, o melhor é sair.

 

Evitam-se equívocos. E salvaguarda-se a transparência.

publicado por Theosfera às 10:51

Medir o êxito de uma iniciativa pelo número é um critério. Mas será o único ou o mais importante?

 

É bom estar contente. Mas é fundamental não cair no deslumbramento paralisante. E é decisivo acolher a opinião dissonante. A crítica não é demissão. E pode ser um precioso contributo.

 

É sempre possível melhorar mesmo aquilo que está bem. Pascalmente falando, as transições são determinantes.

 

Transpor uma realização para a realidade é que faz a diferença. Porque a vivência, que pode ser estimulada por acontecimentos marcantes, será sempre testada no dia-a-dia.

 

O testemunho da verdade e a prática do bem constituem a melhor montra.

 

E, depois, é necessário aprender a vencer sem humilhar. É edificante saber triunfar sem derrotar.

 

 

publicado por Theosfera às 10:42

Não se sabe onde está Khadafi.

 

Não se sabe o que será a Líbia depois de Khadafi.

 

O passado parece estar, finalmente, encerrado.

 

Mas que futuro irá emergir?

publicado por Theosfera às 10:39

Portugal foi vice-campeão do mundo em futebol e a selecção teve uma merecida e apoteótica recepção.

 

Portugal tem a equipa que lidera os transplantes hepáticos em todo o mundo e nunca terá havido o menor reconhecimento.

 

Esta observação de Eduardo Barroso (que chefia o grupo) fez-me pensar.

publicado por Theosfera às 01:00

O tempo corre. Nós corremos no tempo.

 

O passado corre connosco.

 

A partir de certa altura, apercebemo-nos de que aquilo que somos é, cada vez mais, aquilo que fomos.

 

Quando reencontramos as pessoas que nos acompanharam na nossa infância e juventude, algo se acende em nós.

 

Não é apenas a saudade. É também a identidade.

 

Foram essas pessoas que testemunharam o nosso crescimento, a nossa abertura ao diferente.

 

Mesmo não nos vendo, vamos disseminando um pouco do nosso ser pelas partes do mundo onde elas estão.

 

A vida de cada um é um mistério que também se aloja nas pessoas que estiveram ao nosso lado nos primeiros passos da nossa existência.

 

Recordar é viver. E viver também é recordar.

 

Afinal, o que passou nunca passa totalmente.

publicado por Theosfera às 00:39

É fundamental olhar para o futuro. Mas o olhar do futuro não nos pode desviar do presente.

 

O futuro é uma construção de cada presente.

 

Por vezes, o sonho do ideal faz-nos descurar a aposta no possível.

 

Só o futuro pode gerar uma frustração. Não diria como Don DeLillo, mas faz bem pensar no que ele escreveu: «O futuro é sempre feito de comunhão e de igualdade. É por isso que o futuro falha. Falha sempre. Nunca consegue ser o lugar feliz que queríamos que fosse».

 

Nunca?

 

Será mesmo impossível tornar presente o futuro que sonhamos?

publicado por Theosfera às 00:37

1. A Jornada Mundial da Juventude, nos tempos videocêntricos em que vivemos, funcionou não só como acontecimento, mas também como sintoma.

 

Não há dúvida de que há algo que permanece intacto: a força agregadora da fé. Mas, em simultâneo, existe uma tendência que vai emergindo: é cada vez mais difícil lidar com quem tem uma visão diferente e um comportamento discrepante.

 

Foi mais fácil transpor uma distância grande para chegar a Madrid do que vencer uma distância pequena para, em Madrid, fazer encontro entre os manifestantes da Praça Cibeles e os contramanifestantes da Puerta del Sol.

 

É claro que não me revejo no espírito, nas palavras e nas atitudes dos chamados «indignados». Mas, como toda a gente, não posso ser insensível às interpelações que eles nos fazem chegar.

 

Estará Deus em eclipse nestes protestos? Ou não estará presente ainda que sob a forma de uma aparente ausência?

 

Não disse Lutero, na sua famosa dialéctica do Deus revelatus e do Deus absconditus, que Deus, quanto mais Se esconde, mais Se revela?

 

 

2. Martin Buber ofereceu o enquadramento essencial para esta discussão: «Um eclipse do sol é algo que tem lugar entre o sol e os nossos olhos, não no sol em si mesmo».

 

 É natural que a Igreja tenda a ver um eclipse de Deus no resto do mundo. Mas também não falta quem, no mundo, entenda haver um eclipse de Deus na própria Igreja.

 

 O Papa recorda que não é possível separar Cristo e a Igreja: «Não se pode, sozinho, seguir Jesus. Quem cede à tentação de seguir «por conta sua» ou de viver a fé segundo a mentalidade individualista, que predomina na sociedade, corre o risco de nunca encontrar Jesus Cristo, ou de acabar seguindo uma imagem falsa d’Ele». O eclipse estará, pois, na sociedade.

 

 No entanto, há muitos que alegam a necessidade de se afastarem da Igreja para melhor se aproximarem de Jesus. Nesta óptica, o eclipse encontrar-se-á na própria Igreja.

 

 

3. O mais curioso é que, na década de 1970, até Joseph Ratzinger reconhecia a possibilidade deste eclipse de Deus na Igreja: «Se, antigamente, a Igreja era a medida e o lugar do anúncio, agora apresenta-se quase como o seu impedimento».

 

 Tudo isto só mostra que o caminho da Igreja tem de ser a mudança profunda e a reforma constante.

 

Na génese da Igreja, encontra-se a universalidade da presença de Deus. Há que não descurar a Sua presença explícita. Mas há que estar cada vez mais atento à Sua pluriforme presença implícita.

 

Os jovens contestatários da Puerta del Sol não constituem, como à primeira vista se pode pensar, um obstáculo. Eles configuram, cada vez mais, uma oportunidade para o diálogo.

 

 

4. Creio cada vez mais na presença discreta de Deus neste mundo. E não será onde Ele parece estar mais ausente que teremos de O tornar mais presente?

 

 Em Madrid, tivemos uma vibrante expressão de uma Igreja alegre, que consegue ser exuberante e que se mostra cheia de iniciativa.

 

É necessário que, em toda a parte, apareça também uma Igreja confidente, acolhedora e genuinamente solidária.

publicado por Theosfera às 00:36

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