O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Segunda-feira, 15 de Agosto de 2011

Durante os próximos dias, o blog não será renovado com textos.

 

Estarei em recolhimento.

 

Muita esperança e paz para todos!

publicado por Theosfera às 21:49

Deixa-te levar pelo vento da esperança e nunca abandones o halo da bondade.

publicado por Theosfera às 21:49

«O que há de novo no mundo contemporâneo não é o facto nem mesmo o grau de inumanidade que a persistência da fome, da doença, da total exclusão de milhões de homens de um mínimo de dignidade ou até da hipótese de sobrevivência, mas a constatação de que esse fenómeno coexiste com o espectáculo de uma civilização aparentemente dotada de todos os meios, de todos os poderes para a abolir».

Assim escreveu (esplendorosa e magnificamente) Eduardo Lourenço.

publicado por Theosfera às 21:48

Mais um dia quente, mas não muito caloroso. Terá sido, antes, um dia explosivo.

 

No Iraque, de que já pouco se fala, 50 mortos e muitos feridos em mais um atentado.

 

No Reino Unido, um individuo polaco de 30 anos apunhalou até à morte o pai, a mulher, os dois filhos e mais outras três pessoas.

 

Em Valladolid, uma monitora é suspeita de ter assassinado, por asfixia, três crianças.

 

Um recepcionista é abatido em Portimão.

 

Um segurança é morto na Régua.

 

E é num mundo assim, pejado de sangue, que temos de semear alguma esperança...

publicado por Theosfera às 21:27

O avolumar da crise e o estreitar de horizontes trazem para a discussão uma possibilidade que, ainda há meses, seria tida como despropositada: a saída de Portugal do euro.

 

Poderá ser uma tragédia, como garantiu Durão Barroso. Mas a continuidade também não deixará de ser um drama.

 

João Ferreira do Amaral foi dos primeiros a aventar essa hipótese. George Soros terá sido dos últimos a defender essa via.

 

Entre uma permanência e uma saída não haverá alternativa? Parece haver uma que Gustavo Cudell enuncia: uma saída suave, gradual e negociada.

 

O empresário não auspicia qualquer êxito para a estratégia que tem vindo a ser seguida. Considera-a mesmo como desastrosa: «Aumenta as dívidas, os juros e o desemprego e, consequentemente, faz minguar a economia dos países resgatados».

 

O problema está no euro: «O euro não funcionou nem vai funcionar, porque os países são completamente diferentes em cultura, dimensão do PIB per capita e competências ou "saber fazer" das populações. Neste momento, o euro é uma doença crónica para todos os países e os resgates são aspirinas para atenuar sintomas e anestesiar as populações».

 

Está visto que a entrada no euro ocorreu muito cedo, quando o país mais não tinha que uma convergência nominal com a média europeia. Só que faltava a convergência real. Não havia condições de produtividade, nem de competividade.

 

Mas se, na altura, era cedo para entrar, hoje parece ser tarde para sair.

 

No entanto, Gustavo Cudell vislumbra um caminho: uma saída gradual. «O processo terá de passar pela renegociação da dívida, incluindo um perdão parcial, por renegociar prazos e taxas de juro e por sair do euro».

 

Antevê, de resto, que os países mais ricos (como a Alemanha, a Holanda e a Áustria) também tenham de abandonar já que também estão a ser afectados.

 

Voltando o escudo, «as importações baixam, as exportações sobem, o desemprego cai, o turismo sobe, os imóveis transaccionam-se, o desemprego e o défice baixam. Desaparece o colete de forças do euro. Podemos respirar de novo e recuperar a soberania de Portugal (pelo menos em parte), que nos foi roubada de forma gradual».

 

O problema é que, no meio de tudo isto, houve economia a mais e política a menos. Tudo foi estribado em função dos mercados e do lucro.

 

Cada cimeira, que aponta uma solução, é logo desmentida pelo evoluir dos acontecimentos.

 

Sem uma verdadeira união política, não será possível qualquer união monetária.

 

Só é pena que alguns não tenham visto o que, na altura da adesão ao euro, era visível aos olhos de muitos.

publicado por Theosfera às 19:48

Bill Clinton ganhou umas eleições praticamente com uma frase. «É a economia...» (não coloco o vocativo que se seguia).

 

Nos inícios de 90, o mundo estava focado na importância da economia.

 

Hoje, verificamos que uma economia desregulada e sujeita à roda livre dos mercados provoca a entorse da sociedade. E, no limite, afoga a própria economia.

 

É por isso que se voltam a ouvir vozes, inclusive entre os economistas, alertando para a centralidade da política.

 

Tem de ser a política a definir o curso da economia. Uma política centrada no Homem e focada da solidariedade e na justiça.

publicado por Theosfera às 19:08

A carta foi uma forma de comunicar que se manteve actual ao longo de séculos.

 

Hoje, um mail já parece uma peça de museu.

 

Depois do mail, já experimentámos o sms, o twitter, o facebook.

 

E o primeiro mail em Portugal foi enviado há apenas 26 anos, a 15 de Agosto de 1986.

 

É tudo tão célere! É tudo tão efémero!

publicado por Theosfera às 19:03

Ao longo deste dia, ouvimos, uma vez mais, a proclamação de um dos textos mais revolucionários da história, mas que, não obstante, recebe frequentemente uma leitura conformista.

 

O Magnificat é um texto interpelante, que estimula a transformação da realidade e nunca a resignação perante ela.

 

Maria, a mansa mulher de Nazaré, é quem louva o Senhor porque «dispersou os soberbos, derrubou os poderosos de seus tronos e exaltou os humildes. Aos famintos encheu de bens, aos ricos despediu de mãos vazias».

 

Sucede que quem presencia as festas deste dia vê-se confrontado com o contrário de tudo isto.

 

Muitas destas festas são promovidas pelos poderosos e têm não poucas marcas de ostentação.

 

Dir-se-ia que a palavra ouvida pela manhã é derretida pelo calor da tarde.

 

Os andores vão, muitas vezes, cobertos de notas e ornados com peças de ouro.

 

Toda a gente sabe que não há grande margem para fazer diferente.

 

As orientações pastorais acerca das procissões são muito claras e apelam para o aprofundamento do sentido da peregrinação orante e da sobriedade. Mas a dimensão etnográfica acaba por se sobrepor.

 

Invoca-se, nestas alturas, o costume, esquecendo que, como já lembrava Tertuliano, Cristo «veio trazer-nos a verdade, não o costume».

 

As procissões impressionam sob vários pontos de vista. A moldura humana que as acompanha é, de facto, espantosa.

 

Mas isso não basta. Depois, há uma certa teologia oficiosa que facilmente se submete ao que vê em vez de motivar para o invisível que importava promover.

 

Em tempos de crise, era salutar que houvesse contenção. E não há dúvida de que Maria seria muito mais honrada se os gastos destas festas ajudassem a matar a fome de muitos dos Seus filhos.

 

Na paz e na justiça, há que crescer na humildade.

 

Será possível haver um sinal de festa enquanto houver uma única pessoa a morrer de fome?

publicado por Theosfera às 16:38

Hoje é mais mais um dia dedicado a Nossa Senhora.

 

É bom ter presente que há milhões de filhos Seus que morrem de fome.

 

1200 crianças perdem a vida a cada hora que passa.

 

Não seria Nossa Senhora mais honrada se os milhares de contos que são gastos nas festas fossem encaminhados para matar a fome aos Seus filhos?

 

Como podemos honrar a Mãe sendo indiferentes à sorte de tantos dos Seus filhos?

 

Milhares de pessoas vão estar, durante a tarde, a olhar para a imagem de Maria no Seu esplendoroso andor.

 

Parafraseando o saudoso Padre Abel Varzim, atrever-me-ia a sugerir que procurássemos Maria nos Hospitais, nas Prisões, nas Ruas, nas Camas ou em tantas Casas onde (sobre)vivem idosos abandonados.

 

Não digo que Maria não possa ser encontrada numa procissão, sobretudo se for feita com fé e unção. Mas alguém negará que Ela está sobretudo na dor dos Seus filhos?

publicado por Theosfera às 00:01

Os sentimentos de Jesus. Os verba affectuum dos Evangelhos no seu contexto lexical, de Americo Miranda, ed. Paulus, Apelação, 2008, 172 pág.s.

 

Eis um livro talvez inesperado e, por isso, ainda mais pertinente. Há muitos lugares-comuns acerca de Jesus. Olhar para os Seus sentimentos de uma forma madura torna-se algo surpreendente.

 

Um livro que vale a pena ler e guardar.

publicado por Theosfera às 00:00

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