O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quinta-feira, 11 de Agosto de 2011

«A nossa vida é mais feita pelos livros que lemos do que pelas pessoas que conhecemos».

Assim escreveu (acutilante e magnificamente) Graham Greene.

publicado por Theosfera às 23:37

Não é mera nostalgia, mas algum sentido de justiça.

 

A época que se vive torna mais valiosa as épocas que se viveram.

 

Como nos surgem belos os tempos em que as pessoas se cumprimentavam. Em que se sabia agradecer. Em que se sabia estar. Em que havia compostura. Em que a palavra tinha valor. Em que a amizade se fazia sentir. Em que a solidariedade e entreajuda apareciam. Em que o respeito se distinguia.

 

Como já parecem distantes esses tempos!

 

E são as excepções que menos dolorosa tornam a regra!

publicado por Theosfera às 19:05

A paz é mais que o não fazer. A ser assim, o campo ficaria totalmente aberto a quem contraria a paz.

 

A paz não é a indiferença perante o que se passa, nomeadamente diante da injustiça. Nessa altura, as pessoas são tentadas a responder com violência.

 

Falta, na nossa vida, uma cultura efectiva da paz.

 

A paz dinama do compromisso com a justiça e alimenta-se da solidariedade.

 

Só há paz a partir da denúncia das situações injustas e do anúncio de alternativas.

 

O que nós temos, habitualmente, não é paz. É o esmagamento da revolta pela opressão das autoridades ou, então, o silenciamento das mágoas com receio de represálias.

 

O coração das pessoas assemelha-se, cada vez mais, a uma panela a ferver. No momento que passa, a àgua transborda e a panela salta.

 

E isto não se passa apenas nas ruas. Passa-se também (e bastante) nas famílias.

 

Ontem, ocorreu mais um fratricídio em Portugal.

 

Esta é uma realidade e é um poderoso sinal.

 

Estamos a perder o sentido da fraternidade.

 

Só a fraternidade alimenta o sonho da paz.

publicado por Theosfera às 10:57

São inconfessáveis os desígnios que, por vezes, se atravessam no espírito de algumas pessoas.

 

Numa altura em que a ordem é poupar e a tendência parece ser cortar até naquilo que faz falta, causa viva impressão a resistência a que se prescinda de certas fontes de despesa.

 

É natural que Portugal tenha um serviço público de televisão. Mas serviço público de televisão não implica que tenha de haver uma televisão propriedade do Estado. Serviço público não é necessariamente o mesmo que propriedade estatal.

 

Os canais privados podem perfeitamente cumprir o serviço público. Acresce que a programação da televisão pública não difere na substância da programação dos canais privados. Os seus gastos são maiores e a sua qualidade não é melhor.

 

Foi em nome da contenção de custos que, em tempos, se reduziu o apoio à imprensa regional. Será que o argumento não vale para agora? E, como se isso não bastasse, ainda há quem condene o fim da taxa de televisão!

 

Invocar o exemplo de países como a França, a Alemanha ou a Inglaterra não convence. A nossa situação é, infelizmente, muito mais grave.

 

É por tudo isto que nunca percebi muito bem a razão por que alguns não querem que se entregue a gestão de um canal televisivo aos cidadãos do nosso país.

 

Porquê desconfiar da sociedade civil? Receio da autonomia ou vontade de manter o controlo?

 

Não é um julgamento. É tão-somente uma inquietação.

publicado por Theosfera às 10:54

Os acontecimentos de Londres encerram uma panóplia infindável de ensinamentos.

 

Nada há, obviamente, que amorteça a responsabilidade individual.

 

E o que mais impressiona é ver o cocktail de envolvidos nos desacatos: operários, estudantes e até crianças!

 

Uma montra de pessoas tão diferentes unidos numa mesma causa: a destruição.

 

À falta de valores junta-se a ausência de horizontes.

 

Ainda não chegamos a Londres. Mas palpita-me que já estivemos mais longe.

 

Uns, com as suas políticas, estão a comprometer o futuro. Outros, com as suas atitudes, vão incendiando o que resta do presente.

publicado por Theosfera às 09:39

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