O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Domingo, 07 de Agosto de 2011

O que se passa no mundo e quem vem à tona na comunicação social mostra o quanto temos falhado nos alicerces.

 

E os alicerces de uma cultura encontram-se na educação.

 

A educação, por sua vez, não é um exclusivo da escola. Ela começa, desde logo, na família.

 

Constrange, enormemente, ver crianças com armas, envolvidas nas guerras.

 

A educação não tem conseguido contrariar a tendência da humanidade para navegar nas águas tumultuosas da violência.

 

As pessoas habituam-se, desde cedo, à normalidade anormal da violência.

 

É por isso que, antes de aprender a fazer, fundamental é ensinar a amar.

 

Sebastião da Gama, emérito pedagogo, não tinha dúvidas: «Tenho muito que fazer? Não. Tenho muito que amar».

 

E, antes ainda de Gama, já o genial Albert Einstein vertia esta percepção: «O amor é melhor professor que o dever».

 

Aliás, quando existe amor, não deixa de existir a identificação do dever.

 

O amor não amolece. O amor fortalece. O amor é a maior força.

publicado por Theosfera às 20:36

Hoje, valoriza-se muito a pressa, a rapidez, a celeridade.

 

Nem a própria actividade intelectual escapa a esta vertigem.

 

Ainda ontem, via um jornalista verter o seu espanto pelo facto de o seu interlocutor ter demorado seis anos a publicar um livro.

 

O que não diríamos a respeito de Immanuel Kant, que levou doze anos a elaborar a Crítica da Razão Pura.

 

Regra geral, admiramos o aluno precoce. Consideramos um sobredotado aquele que tem uma resposta na ponta da língua. E excelsamos o prodígio de quem apreende em pouco tempo.

 

Sem pôr em causa os méritos destes procedimentos, é preciso ter em conta que pode não haver deméritos em ritmos mais pausados.

 

A lentidão, que tanto nos exaspera, pode ser decisiva para a aprendizagem.

 

Conta-se que a família de Albert Einstein estava preocupada com a sua lentidão no percurso intelectual. Mas há quem diga que, se não fosse tão lento, não teria chegado tão longe.

 

Os pais chegaram a contratar um preceptor para o ajudar. O mesmo, aliás, é dito acerca de Tomás de Aquino. Nas aulas, estava sempre mudo. Os colegas suspeitavam que não acompanhasse a leccionação. Um deles ofereceu-se para o apoiar. Com espanto, verificou que estava tudo armazenado.

 

O sistema educativo não ser visto como a formatação estereotipada das pessoas. Fundamental é descobrir o dom, respeitar a cadência e estimular as capacidades.

 

Nos moldes que, hoje, predominam, Einstein e Tomás teriam alguma dificuldade em obter boas classificações.

 

E, no entanto, foi graças à sua lentidão e introspecção que chegaram aonde chegaram: aos patamares mais elevados do saber!

publicado por Theosfera às 19:47

Tudo é teofânico. Nada deixa de revelar Deus.

 

Elias encontra-O na brisa suave. Os discípulos vêem-No nas águas, quiçá, agitadas.

 

Inicialmente, Jesus é confundido com um fantasma. Aliás, há quem misture espírito com fantasmas.

 

Sucede que fantasma é o que não tem realidade. Já o espírito é o que dá ânimo à realidade.

 

Por isso é que espírito é correlativo de anima, que em português se traduz por alma.

 

A palavra que está na origem de espírito é ruah, o vento, a tal brisa suave na qual Deus visitou Elias.

 

O primeiro sentimento diante de Jesus é o de medo.

 

Hoje, continua a haver medo: medo na família, medo no trabalho, medo na política, medo na religião.

 

Jesus diz para não ter medo.

 

Não tem medo quem não está aprisionado por ambições nem por interesses. Não tem medo quem é livre.

 

Jesus é a celebração da liberdade no altar da verdade.

publicado por Theosfera às 13:07

A bomba mais explosiva é a fúria alojada no coração humano.

 

A situação presente está a gerar um barril de pólvora cujo detonador está dentro da pessoa.

 

Até os países mais civilizados (onde não falta sequer a pátria dos gentlemans) são varridos pela onda tumultuosa.

 

Necessário reflectir. Imperioso inflectir. 

publicado por Theosfera às 12:58

Qualquer coisa deve estar a tumultuar na geografia dos posicionamentos ideológicos e existenciais. É que os vanguardistas de sempre aparentam ser os conservadores de agora.

 

Uma conceituada cronista expende o seu lamento pelo que lhe é dado ver neste tempo de férias.

 

Na verdade, tempos houve em que, por assim dizer, durante a época de aulas se estudava e nas férias se lia. Ou seja, no decurso do ano lectivo a atenção estava voltada para os manuais e para as sebentas. Já as férias grandes eram ocupadas com os clássicos, os autores de referência na literatura, na filosofia, no ensaio.

 

Era, sem dúvida, um bálsamo para a alma ter tempo para ler. Era o melhor descanso que se podia ter.

 

As coisas mudaram. Como refere a cronista, hoje as pessoas não lêem; lêem-se. Lêem o que escrevem no facebook, nas redes sociais.

 

Também não têm muito tempo para ver. Olham-se a si mesmas. As fotos que se tiram não focam apenas as paisagens e os monumentos. Focam as pessoas enquadradas por um monte, uma praia ou uma igreja em fundo.

 

É assim que passamos o tempo. O narcisismo parece dispensar aprender com outros, com outras pessoas, com outras épocas. Deslumbramo-nos facilmente connosco. Andamos muito egocentrados...

publicado por Theosfera às 07:45

O Livro do Silêncio. Uma viagem em busca dos prazeres e dos poderes do silêncio, da autoria de Sara Maitland, ed. Estrela Polar, Lisboa, 2011, 400 pág.s.

 

Esta é uma história real de alguém que se move bem no mundo das palavras e que, paulatinamente, se deixou seduzir pelo encanto do silêncio.

 

É um percurso humanizante e sumamente pertinente.

publicado por Theosfera às 00:00

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