O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quinta-feira, 04 de Agosto de 2011

 

Kant enunciou o princípio fundamental para a convivência humana: age de tal maneira que o teu agir possa ser erigido em princípio universal.

 

Mas não se limitou a enunciar. Procurou cumprir. Do seu bolso pagava pensões mensais a familiares e outras pessoas carenciadas.

 

Numa altura em que o Estado mostra ter cada vez menos capacidade para atender as necessidades dos mais desfavorecidos, tem de ser a sociedade civil a intervir de uma forma mais articulada.

 

Para que aqueles que têm menos possam ter um pouco mais, os que têm mais têm de aceitar ter um pouco menos.

 

Em vez de investir no lazer (legítimo, aliás), é preciso investir na partilha, na solidariedade.

 

O que Kant disse e o que Kant fez adquirem, dois séculos depois, uma inesperada actualidade.

publicado por Theosfera às 19:08

É difícil haver uma interacção simbiótica entre a vida e a obra. Por vezes, há muitas contradições. Paul Jonshon ficou célebre por ter apontado algumas.

 

Não é, porém, o que, a meu ver, se passa com Immanuel Kant.

 

Tudo o que vê na sua bibliografia encontra-se na sua biografia. Esta faz transparecer o rigor, a disciplina, a exigência e o aprumo da sua conduta.

 

Quem lê o opúsculo de Thomas de Quincey, sobre os últimos dias do filósofo, fica impressionado com o perfil da sua pessoa e do seu quotidiano.

 

A poucos dias da morte, ocorrida a 12 de Fevereiro de 1804 e já completamente sem forças, fazia questão de se pôr de pé quando o médico entrava no seu quarto.

 

Levantava-se sempre às cinco menos dez e deitava-se, invariavelmente, às dez da noite.

 

O pequeno-almoço era, pontualmente, servido às cinco. Nele, não faltava um cachimbo, o único por dia.

 

Pelas 12h45, era chamado para almoçar, habitualmente com mais pessoas. O início da refeição era sempre o mesmo: «Meus senhores, vamos lá!».

 

Muito contido, só se exasperava se alguém se atrasasse. Mas, para Kant, o atraso de um minuto era quase imperdoável. 

 

Após o convívio da refeição, seguia-se a solidão do passeio. Passeava sozinho não só por causa da meditação que gostava de fazer, mas também para praticar a respiração pelas narinas, que não podia concretizar se tivesse de abrir a boca para falar. Achava que, assim, era mais imune a tosses, rouquidão, catarro, etc.

 

Tinha cada dia planeado mentalmente e, por vezes, por escrito. Não gostava de abandonar a sua rotina.

 

O seu salário como professor de Filosofia permitiu-lhe acumular uma pequena fortuna para a época (20000 dólares), mas Kant foi sempre dadivoso.

 

Não dava esmolas a pedintes na rua, mas chegava a pagar, do seu bolso, pensões mensais a familiares, empregados e outros carenciados.

 

Apesar de comedido, era estimado. Quando vinha do médico, as imediações da sua casa chegavam a inundar-se de pessoas só para o ver.

 

O seu funeral, muitos dias após a morte, foi o maior de que havia memória em Konisberg.

 

Igual a si mesmo, Kant mostrou-se fiel a si próprio. Não se desviou do caminho que traçou. Foi um aristocrata na mais nobre acepção da palavra.

 

É difícil ler a obra de Kant. Não é fácil imitar a vida de Kant.

 

A sua obra justifica atenção. A sua vida merece muita admiração.

 

Não sei se terá sido, como alguns alvitram, o homem mais inteligente de sempre. Mas foi, seguramente, uma das pessoas mais notáveis de todos os tempos.

 

Elaborar uma obra como a Crítica da Razão Pura está ao alcance de poucos. Corporizar uma existência como a dele também não é coisa que se veja em muitos.

 

Kant foi um mestre de exepção. E um exemplo invulgar.

 

publicado por Theosfera às 12:08

Começou como uma esperança. Actualmente, enfrenta dificuldades. Mas parecer continuar determinado.

 

O caminho da vida é uma estrada com muitas curvas.

 

Muitas vezes, é preciso parar para reabastecer. É necessário olhar para quem vem de trás e para quem está ao lado. Para continuar a caminhar. Em frente.

 

Desde a sua génese, Obama é, com todos os seus limites, uma personalidade.

 

Não é, seguramente, das maiores da história. Mas é, sem dúvida, das poucas que nos restam no presente.

publicado por Theosfera às 11:00

Faz hoje 152 anos que morreu o Santo Cura d'Ars, padroeiro dos párocos e modelo de santificacção no ministério.

 

Foi incompreendido e impedido de realizar a sua missão.

 

Chegou a achar que o melhor era sair. Mas acabou sempre por permanecer. Até morrer!

publicado por Theosfera às 10:58

Despe-te, Irmão:

do orgulho e da auto-suficiência,

da preguiça e da indolência,

da vaidade e da ostentação,

da superficialidade e da artificialidade,

da incontinência e da intriga,

da mentira e da falsidade,

do egoísmo e da presunção,

da auto-idolatria e do autocomprazimento,

do hedonismo e da indiferença.

 

Despe-te de tudo isto

e reveste-te:

da mansidão e da humildade,

da paz e da serenidade,

da concórdia e do amor,

da esperança e da alegria,

da disponibilidade e da fidelidade,

da obediência e da santidade.

Reveste-te de Cristo!

Faz como Ele.

Não dês mais. Dá tudo.

Não te dês mais. Dá-te todo.

E quando não puderes, pode Deus!

publicado por Theosfera às 10:53

Ai dos que crucificam, dos que magoam, ferem e perseguem.

 

Ai dos que nunca choram.

 

Ai dos que se banqueteiam, indiferentes à dor que campeia no mundo.

 

Ai dos que mofam do pranto alheio.

 

Ai dos que pontapeiam as vítimas.

 

Ai dos que inocentam os culpados e culpam os inocentes.

 

Ai dos que não respeitam o ponto de vista dos outros nem a liberdade de cada um.

 

Ai dos que se julgam donos e senhores da vontade dos outros.

 

Ai dos que conspiram a propósito de tudo e de todos.

 

Ai dos que não se solidarizam com o sofrimento.

 

Ai dos que emitem juízos.

 

Ai dos que se põem no lugar de Deus.

 

Deles poderão ser todos os reinos. Mas não o reino dos céus.

publicado por Theosfera às 10:51

Deixemos o outro ser outro.

 

Deixemos o outro ser ele.

 

Elementar.

 

Mas tão difícil.

publicado por Theosfera às 10:49

Creio numa Igreja perto de Deus.

Creio numa Igreja perto do Homem.

Creio numa Igreja orante.

Creio numa Igreja humilde.

Creio numa Igreja embebida no Evangelho, amassada na esperança, aberta ao Espírito, comprometida na justiça, militante da Paz.

Essa é a Igreja de Cristo.

Essa é a Igreja de todos.

Que Ela se torne cada vez mais visível na nossa vida.

publicado por Theosfera às 10:47

Estou cada vez mais persuadido de que, hoje em dia, as fronteiras já não se aferem pela bissectriz ideológica. Elas acantonam-se, cada vez mais, no palco geracional.

 

Quando se vê alguém novo em idade, acende-se uma esperança. Mas não estamos livres de, quase a seguir, se reacencer uma desilusão.

 

Há factores preocupantes de decadência na vida cívica, na vida pública, na vida política.

 

O que ontem se passou, numa audição parlamentar, terá sido um deslize não suficientemente amadurecido. Mas é bom que se reflicta atentamente sobre ele.

 

A emergência médica é uma coisa muito séria. Tem que ver com o atendimento rápido a quem está em apuros, porventura entre a vida e a morte.

 

Fazer uma chamada falsa para testar a eficiência do serviço é algo inqualificável.

 

Aquele número tem um objectivo. A avaliação da eficácia passa por outras entidades e por outros métodos.

 

Uma chamada falsa, de resto, nunca pode ser feita. Que tenha sido feita pela titular de um órgão de soberania só faz aumentar a gravidade e o espanto.

 

Como já foi dito, ninguém sabe se, no momento em que a parlamentar fazia a chamada falsa, alguém ficou impedido de fazer uma chamada verdadeira. Alguém que (ninguém sabe) precisaria dessa chamada para sobreviver.

 

Há que arrepiar o descaminho que se vai apoderando da nossa existência.

 

Os novos tempos dispensariam bem atitudes deste género.

publicado por Theosfera às 10:24

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