O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quarta-feira, 03 de Agosto de 2011

Não é fácil ver morrer, em poucos dias, o pai e o irmão.

 

José Sócrates foi um servidor de Portugal. Mas, antes de mais, é um ser humano.

 

Merece o nosso maior respeito. Sobretudo numa hora difícil como esta.

publicado por Theosfera às 23:37

Estamos mais perto da verdade quando calamos do que quando falamos.

 

Quando calamos, podemos não ficar suficientemente perto. Mas, quando falamos, sentimos que ficamos mais longe.

 

Quando falamos, sabemos que nunca transmitimos totalmente a verdade.

 

É por isso que temos de purificar o coração e de limpar as palavras para que a verdade possa reluzir o mais possível.

 

O que não podemos é enganar deliberadamente, tentando desviar os outros de uma aproximação à verdade.

 

Este é o grande perigo da nossa época. George Orwell, aliás, já o detectara e assinalara com fulgor: «Num tempo de engano universal, dizer a verdade é um acto revolucionário».

 

Mas esta é a única revolução que nunca prescreve: procurar dizer a verdade, procurar viver na verdade!

publicado por Theosfera às 14:59

Os Estados Unidos não são Portugal.

 

São, de facto, muito maiores.

 

E não estão muito melhor!

publicado por Theosfera às 10:44

Importante, dizia Zubiri, não é possuir a verdade, mas deixar-se possuir pela verdade.

 

Quem está em condições de possuir a verdade? A verdade que dizemos possuir não passa de um conjunto de palavras que a procuram indicar.

 

No fundo, é sobre palavras que discutimos. É por causa de palavras que combatemos. É por causa de palavras que condenamos. E matamos.

 

As guerras começam por palavras, pelas palavras de uma declaração de guerra.

 

As palavras são um esforço de aproximação da verdade, mas alguém pode garantir que elas esgotam a verdade?

 

A verdade está sempre além das palavras que a pretendem descrever.

 

Há uma certa transcendência da verdade que as palavras procuram imanentizar, mas nunca conseguem presencializar completamente.

 

Não diria que há uma incompatibilidade total entre a verdade e as palavras. Mas não há dúvida de que há uma distância que nunca é inteiramente percorrida.

 

Há que ser cauteloso e humilde no uso das palavras e procurar outros recursos de aproximação à verdade.

 

A verdade está mais no silêncio do que na palavra.

 

O silêncio pode erguer os seus muros, mas as palavras opõem também as suas barreiras.

 

O silêncio pode esconder muita coisa, mas as palavras também não revelam tudo.

 

A verdade mora, algures, no silêncio. Não sabemos exactamente onde.

 

No silêncio abraçamos melhor a verdade que, também ela, habita no silêncio.

 

As palavras tentam captá-la e procuram transmiti-la. Mas dificilmente conseguem expressá-la.

 

Pelas palavras podemos procurá-la. Mas só no silêncio a conseguiremos encontrar.

 

Mesmo quando encontramos a verdade, nunca encontramos a palavra exacta para a dizer.

 

Jamais ultrapassaremos a inopia vocabulorum (miséria das palavras). Uma permanente gaguez acompanhar-nos-á. Até ao mergulho eterno no silêncio clarificador.

publicado por Theosfera às 10:36

Passam por nós com uma compostura irrepreensível. Abordam os circunstantes com delicadeza.

 

Falam do que crêem. Propõem iniciativas e insistem na leitura da Bíblia.

 

Não partilho das suas convicções, mas admiro a sua persistência.

 

Vão ao encontro das pessoas. Com um sorriso e muita esperança.

 

As Testemunhas de Jeová também são nossos irmãos.

publicado por Theosfera às 10:31

É pena que a comunicação social propenda a destacar apenas o lado frívolo dos adolescentes e dos jovens.

 

É superficial olhar para os Morangos com Açúcar como um retrato completo dos novos tempos.

 

Os mais novos são muito mais que títeres e bonifrates, manipulados pelas tendências da moda, afogados em noitadas intermináveis e mergulhados em tédios sem fim.

 

A geração morangos (umas vezes demasiado naïve, outras vezes excessivamente birrenta) está longe de cobrir o espectro da juventude.

 

Era bom que a comunicação social se fizesse eco dos gestos de generosidade de que os mais jovens são capazes.

 

Vemo-los, a cada passo, envolvidos em acções de solidariedade, a apoiar os mais idosos, a abraçarem projectos em países africanos.

 

Era isto que merecia ficar registado. O que passa nas televisões é tão pífio que só merece que se passe adiante.

publicado por Theosfera às 10:17

«Querido Anders Behring Breivik».

 

É assim que começa a carta escrita por um jovem sobrevivente do massacre na ilha de Utoya.

 

«Não vamos responder ao mal com o mal, como gostarias. Vamos combater o mal com o bem. E venceremos».

 
«Quero que saibas que falhaste», escreveu o jovem a Anders Behring Breivik.
 
«Tu acreditas que venceste porque mataste os meus amigos e companheiros. Acreditas que destruíste o partido trabalhista e as pessoas que crêem numa sociedade multicultural», escreveu Ivar Benjamin Oesteboe, 16 anos, o qual perdeu cinco amigos na carnificina.
 
«Descreveste-te como um herói, um cavaleiro. Não és um herói. Mas uma coisa é certa: criaste heróis. Em Utoya, nesse quente dia de Julho, conseguiste criar alguns dos maiores heróis que jamais existiram no mundo», continuou o adolescente.

Na ilha de Utoya a 22 de Julho, Ivar Benjamin e alguns dos seus companheiros esconderam-se na margem do rio à espera que a polícia chegasse enquanto ouviam os disparos.
 
Breivik, mascarado de polícia, enganou-os. «Chamámo-lo, agitando os braços. Estava a tentar acalmar os jovens que o rodeavam e de repente, impassível, deu a volta e começou a disparar contra todos», explicou Benjamin.

O jovem conseguiu salvar-se quando a polícia chegou à ilha mais de uma hora e meia depois de o tiroteio ter começado.
 
«Vou explicar-te como funcionou o teu plano. Conseguiste ser o homem mais odiado da Noruega. Muitos estão com raiva de ti; eu, não. Não tenho medo de ti. Não podes alcançar-nos, somos maiores que tu», disse Ivar Benjamin no final da sua carta.

Notícia extraída da edição online do Público.
publicado por Theosfera às 00:23

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