O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Domingo, 31 de Julho de 2011

Somos um país de contrastes.

 

Há tanta gente com dificuldades: sem pão, sem habitação, sem trabalho.

 

Mas quem olha para o país, nesta altura, vê-se tanto investimento na indústria do entretenimento.

 

Em épocas de crise, seria de esperar que se investisse mais na solidariedade, que houvesse uma percepção mais aguda da situação que vivemos.

 

O nosso maior défice é espiritual. Falta-nos uma hierarquia de valores, uma escala de prioridades.

publicado por Theosfera às 16:27

Nem a fome, nem a tribulação, nem a angústia, nem a perseguição, nem o perigo, nem a espada. Nada disto nos afasta de Cristo.

 

A única coisa que nos pode afastar de Cristo é a falta de compaixão.

 

Jesus era procurado porque as pessoas sabiam que podiam contar com Ele.

 

Ouvimos dizer, neste Domingo, que Jesus se retirou para um local deserto. Mas o deserto não é ruptura. O deserto desperta até uma maior vontade de comunicar. Em hebraico, deserto diz-se midbar, que tanto significa silêncio como eu falo

 

É por isso que o deserto surge a par da multidão.

 

O deserto não gera indiferença. Pode até intensificar a relação.

 

E o cerne da relação é a compaixão, é o amor.

 

Não é possível agradar a Deus e ignorar os pobres.

 

Não podemos esperar que o Estado faça tudo na solidariedade.

 

Um dos homens mais sábios de sempre, Kant, pagava do seu bolso pensões mensais a várias pessoas.

 

Compreendeu que, para ajudar os outros, Deus não tem outra mesa além da nossa mesa.

 

É esta a lição nunca totalmente apreendida depois de Jesus.

 

Tantas vezes, em nome de Jesus (e de Deus) vivemos nos antípodas da compaixão.

 

Onde não compaixão, não há fé.

 

Sem compaixão, não convencemos ninguém.

 

publicado por Theosfera às 00:01

A chave da convivência é o respeito por todos. O respeito pelo outro inclui o respeito pelas suas posições.

 

Mesmo quando estas são diferentes, é fundamental que o respeito se mantenha.

 

O que nunca pode acontecer é a cultura do estigma.

 

O diferente não pode ser julgado.

 

A Bíblia, já no Antigo Testamento, diz que o juízo pertence a Deus (cf. Deut 1, 17).

 

Aliás, é bom pensar que, relativamente ao judaísmo, Jesus foi acusado de ser um dissidente e pagou com a vida a Sua dissidência.

 

Não podemos ver na discussão uma falta de lealdade ou na discordância uma quebra da fidelidade.

 

As pessoas não podem ser excluídas pelas posições que tomam.

 

É preciso que não prevaleça a ideia de que, para tudo estar bem, é necessário calar o que se sente e reprimir o que se pensa.

 

O Cristianismo tem de ser o espaço da sinceridade e da liberdade.

 

A maturidade existe quando as pessoas se sentem à vontade para expressar as suas convicções, mesmo quando estas são dissonantes.

 

A comunhão não ocorre quando todos dizem ou fazem o mesmo. Ela acontece quando, embora dizendo ou fazendo diferente, nos respeitamos.

 

O alicerce da comunhão resulta não da federação de opiniões, mas da comum adesão ao mesmo Jesus, que é tudo e está em todos.

 

É possível que achemos que a pessoa está no erro, mas não é lícito que a condenemos.

 

Quando há espaço para a crítica saudável, todos crescemos.

publicado por Theosfera às 00:00

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