O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Sábado, 30 de Julho de 2011

Um segredo existe para ser guardado. Mas há quem pense que ele deve ser revelado.

 

Tudo isto é muito perturbador, sobretudo atendendo às entidades envolvidas. Ainda por cima, não se assume a autoria. Tudo está encoberto pelo manto do anonimato.

 

No entanto, a credibilidade do autor da notícia justifica alguma atenção a isto.

publicado por Theosfera às 21:52

«Não diga tudo o que sabe.

Não faça tudo o que pode.


Não acredite em tudo que ouve.

Não gaste tudo o que tem

Porque:

Quem diz tudo o que sabe,

Quem faz tudo o que pode,

Quem acredita em tudo o que ouve,

Quem gasta tudo o que tem

Muitas vezes diz o que não convém

Faz o que não deve

Julga o que não vê

E gasta o que não pode».

 
Assim reza (magistral e magnificamente) um provérbio árabe.

 

publicado por Theosfera às 16:17

«Se alguém lhe fechar a porta, não gaste energia com o confronto, procure as janelas.
Lembre-se da sabedoria da água. A água nunca discute com os seus obstáculos, contorna-os.
Quando alguém o ofender ou frustrar, você é a água e a pessoa que o feriu é o obstáculo! Contorne-o sem discutir.
Aprenda a amar sem esperar muito dos outros».
Assim escreveu (pertinente e magnificamente) Augusto Cury.
publicado por Theosfera às 16:14

Mais um dia, mais uma jornada, mais uma etapa.

 

A caminho do cume? À beira do fundo? Seguramente, mais perto do fim.

 

Esta é a única certeza que o tempo nos dá. O tempo que, já advertia Vieira, «tudo sujeita, tudo muda e com tudo acaba».

 

Hoje estamos mais perto do fim do que estávamos ontem...

publicado por Theosfera às 14:06

Turismo religioso é uma expressão que se tem difundido, mas que não deixa de ser potencialmente equívoca.

 

Originalmente, procura identificar um importante segmento da actividade turística: edifícios, peças e iniciativas de natureza religiosa.

 

No plano arquitectónico, há muitas terras cuja oferta turística é de natureza quase exclusivamente religiosa.

 

Não é preciso ser religioso para reconhecer a importância deste património. Uma parte considerável deste tem estatuto de monumentos nacionais.

 

Qualquer turista defende que cada espaço deve ser respeitado de acordo com a sua identidade.

 

Nenhum turista mininamente esclarecido deitará papéis num jardim ou lixo numa floresta.

 

Não se espera, hoje, que se vá de fato para a praia.

 

Se o turista for a uma mesquita ou a uma sinagoga, sabe como estar. Ou, pelo menos, é informado acerca disso.

 

Sucede que, nas igrejas, está a tornar-se habitual uma crescente dessacralização. E não me refiro apenas (nem principalmente) ao modo de vestir. Refiro-me sobretudo ao modo de estar.

 

Há quem fale alto. Há quem não cuide de saber se está a decorrer alguma celebração. E, se está, não falte quem tire fotos atrás de fotos, colocando-se até de costas para o altar.

 

Eu sei que não é por mal. Mas o problema está na falta de respeito pela natureza do lugar e pela fé das pessoas que estão concentradas. Obviamente, o ruído e o flash das fotos perturbam.

 

Por um lado, percebe-se. A expressão diz (quase) tudo. Turismo religioso substantiva o turismo e adjectiva o religioso. Ou seja, a pessoa tende a assumir-se como turista esteja onde estiver, aconteça o que acontecer.

 

Mas não é correcto. Não se espera que se esteja numa esplanda como se está numa igreja. Mas a inversa também é verdadeira.

 

E, a propósito, vale a pena evocar o testemunho de um apresentador de televisão, que se apresenta como agnóstico.

 

Tendo ido visitar uma aldeia, pediu para lhe abrirem a igreja. Notando como as senhoras falavam, não ocultou o seu espanto: «Então eu, que sou agnóstico, falo baixo e as senhoras, que são católicas, falam nesse tom?»

 

De facto, não é preciso ter fé para ter respeito. Basta que se tenha bom senso.

 

Tudo isto, porém, emerge da cultura do não-lugar que, segundo Marc Augé, pauta a época em que vivemos.

 

As pessoas tendem a perder as referências. E transportam os comportamentos de uns locais para outros, numa indeterminação crescente.

 

Na era do informalismo e do ruído, não podemos esperar muito.

 

Mas com discernimento tudo se conseguirá.

publicado por Theosfera às 13:42

O colectivo é um ambiente, uma oportunidade. Muitas vezes, surge como um problema. O que nunca pode ser é um freio.

 

O colectivo não pode ser visto como uma adição de membros. O colectivo não pode dispensar cada um dos seus elementos.

 

Ser pessoa significa estar aberto, mas a vontade colectiva nunca pode ser imposta.

 

O não-humano encontra-se não apenas em indivíduos que não se socializam (o caso de Anders Breivik é o mais recente), mas também em colectivos que não integram. Aqui, os exemplos são múltiplos.

 

Criticamos, por hábito, aqueles que, supostamente, não se abrem. Mas não cuidamos de questionar os colectivos que não integram. E que, pior, estigmatizam, marginalizam e perseguem.

 

Por um imperativo de sobrevivência, a alternativa é, muitas vezes, a solidão, o desterro. Ainda assim, acoimamos de trogloditas quem apenas deseja não deixar de ser quem é.

 

Ernst Junger deu conta de um paradoxo. A solidão é «uma característica particularmente notável em épocas nas quais o culto da sociedade floresce». E que «o colectivo apareça como o não-humano, essa é uma das experiências a que poucos são poupados».

 

Nem sempre a solidão é uma fuga ou uma oposição. Muitas vezes, é apenas a recusa da opressão. A cultura dominante não costuma tolerar alternativas. Quando não persegue, pressiona.

 

Ser vencido não significa submeter-se eternamente à vontade do vencedor.

 

A solidão pode ser, pois, um grito pela liberdade. É que, volto a Junger, «uma história autêntica só pode ser feita por homens livres», por pessoas que não se resignam.  

 

A solidão pode configurar uma recusa decidida da desumanidade que, muitas vezes, o colectivo impõe.

publicado por Theosfera às 11:39

Vivem com menos de um euro por dia e não encontram meios de saldar as dívidas.

 

Resta-lhes um expediente: vender os rins.

 

Segundo o Expresso de hoje, há milhares de pessoas numa cidade paquistanesa que comercializam os seus rins.

 

O pior é que nem sempre são ressarcidos como o combinado.

 

No mercado negro, um rim pode chegar a 1700 euros, mas há quem receba apenas 340.

 

O Governo penaliza esta prática. Mas vê-se impotente para impedir este drama.

publicado por Theosfera às 11:29

«O segredo da felicidade é a liberdade. O segredo da liberdade é a coragem».

Assim escreveu (superior e magnificamente) Tucídedes.

publicado por Theosfera às 11:26

São coetâneos. Têm quase a mesma idade. Fizeram um percurso semelhante. E são amigos.

 

Ontem estiveram em confronto. Explanaram as divergências. Mas mantiveram sempre a compostura.

 

O primeiro-ministro quer dar passos seguros. O líder da oposição pretende estar seguro nos passos.

 

Enfim, quase dois gémeos siameses. A política os juntou. A política os separa.

publicado por Theosfera às 11:16

Pelos vistos, é inevitável. Os poderes coexistem. E, porque coexistem, conflituam.

 

Se o mundo se tornou um mercado, os novos poderes são de natureza económica. E os novos conflitos são económicos.

 

As guerras, hoje em dia, não se fazem só com armas. Fazem-se também (e bastante) com dinheiro.

 

O palco destas guerras não são os territórios. São os mercados, os bancos, as empresas.

 

As vítimas destes novos confrontos não morrem de uma vez. Vão morrendo.

 

Tudo é processual: a vida e também a morte.

 

Como disse Edgar Morin, «sobreviver não é viver». E há muitos que, apanhados na competição entre os novos poderes, se limitam a sobreviver.

 

As novas guerras são económicas, mas acabam por patentear a fragilidade da política e a incapacidade dos políticos.

 

A Europa não está bem. Os Estados Unidos não estão melhor.

 

O mundo está à beira do caos e no limiar da paralisia.

 

De cimeira em cimeira, de conferência em conferência, o panorama agrava-se.

 

Os políticos explicam a realidade. Mas não conseguem transformá-la.

publicado por Theosfera às 11:08

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