O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Sexta-feira, 29 de Julho de 2011

Faz hoje oito dias que aconteceu o terrível massacre na Noruega.

 

Além de nos chocar o acto, arrepia-nos os motivos alegados, onde não falta a defesa da civilização cristã. Para Anders Breivik, tal defesa justifica a eliminação não só dos outros, mas também dos que apoiam a integração dos outros.

 

Acontece que o primeiro rei cristão da Noruega teve um procedimento semelhante.

 

No século XI, empenhou-se em combater e eliminar quem não fosse cristão.

 

Olavo juntou-se a um bando de piratas vikings. Recebeu o baptismo em Rouen, França, das mãos do arcebispo Robert em 1010.

 

Em 1015, com a idade de 20 anos, regressou à Noruega.

 

Na batalha de Nesje, em 1016, tornou-se o governador e, depois, rei da Noruega.

 

Após as suas brilhantes conquistas militares, Olavo passou a organizar o cristianismo na Noruega.

 

Trouxe o clero da Inglaterra e dos países vizinhos e um desses estrangeiros era Grimkel, bispo de Nidaros.

 

Seguindo o conselho de Grimkel, Olavo publicou muito actos abolindo as leis e antigos costumes pagãos.

 

Infelizmente, Olavo usou de força para destruir o paganismo e impor a nova religião ao seu povo.

 

Unificou o país, mas algumas das suas leis não foram bem aceites pelos nobres e ricos e, de facto, espalhou um certo descontentamento.

 

Ele não tinha misericórdia para com os seus inimigos. Os nobres revoltaram-se e, em 1029, foi expulso do reino anglo-dinamarquês.

 

Fugiu para a Rússia, mas voltou à Noruega em 1031 com algumas tropas suecas tentando recuperar o seu reino. Só que foi morto na batalha de Skiklestad, no Fiorde de Ttromdheim.

 

Olavo é visto como herói nacional da Noruega.

 

No ano seguinte ao da sua morte, o bispo Grumkel construiu uma capela no local do seu túmulo.

 

Ele foi zeloso pela cristandade, mas rude e feroz.

 

Olavo é mostrado como um rei com uma lança ou com um machado.

 

Apesar de tudo, é venerado como santo, tendo sido canonizado, em 1164, pelo Papa Alexandre III.

 

O dia da sua memória é precisamente 29 de Julho. Hoje.

publicado por Theosfera às 23:51

São os jogadores que fazem o futebol. São os pintores, escultores e músicos que fazem a arte.

 

É sobretudo pelos escritores que tomamos contacto com uma língua.

 

É assim que, por exemplo, associamos o Latim a Cícero e o Inglês a Shakespeare.

 

Que eu saiba, ainda não vi nenhum grande escritor defender o Acordo Ortográfico.

 

Há alguns até que militam fortemente na oposição.

 

José Saramago disse que nunca ia escrever segundo os seus ditames. Mas há mais: Vasco de Graça Moura, Inês Pedrosa, José Cutileiro, Fernando Dacosta, Sousa Tavares, Pedro Mexia, António Emiliano, Maria Lúcia Lepecki, etc.

 

Ora, se os melhores cultores da nossa língua se mostram tão afastados deste acordo, não seria motivo para repensar todo o processo?

 

É verdade que reputados especialistas estiveram na sua origem.

 

Mas os especialistas são analistas. São os escritores que levam mais longe a nossa língua.

 

Confesso que este dado tem-me dado muito que pensar.

publicado por Theosfera às 23:26

Numa altura em que se fala tanto de quebra do investimento e da necessidade de conter as despesas, é impressionante verificar como a indústria do lazer mostra uma pujança invulgar.

 

Os clubes de futebol parecem gastar como nunca. E os festivais de Verão e as festas de aldeia aparentam gastar como sempre.

 

É claro que as pessoas têm o direito de agir. Mas nós também temos o dever de analisar.

 

Numa hierarquia de prioridades, depreende-se que há que começar a cortar no acidental guardando para o essencial.

 

Dá a impressão de que estamos a imitar a cigarra, demitindo-nos do papel da formiga, que opta por guardar para quando tiver de gastar.

 

As pessoas têm necessidade de interromper a (dura) marcha do quotidiano. Mas o convívio, sempre salutar, não obriga a que se façam gastos exorbitantes.

 

É natural que haja uma redução pontual nos gastos, mas no geral não se nota uma grande contenção.

 

Acresce que, sendo a maior parte das festas dedicadas a Santos e a Nossa Senhora, ficava bem dar um exemplo de despojamento, encaminhando o dinheiro para a solidariedade.

 

Não seria muito mais cristão?

publicado por Theosfera às 19:30

Como é que se pode falar de países desenvolvidos se, ao lado, há países onde se morre de fome?

 

A medida do desenvolvimento não está no crescimento. Está sobretudo na partilha, na solidariedade.

 

O que se passa na Somália, no Quénia e na Etiópia não é um problema local. É um problema planetário. É um problema de humanidade. Ou, para sermos mais precisos, de falta dela.

 

Não haverá desenvolvimento global sem justiça local, em cada local.

 

Ainda estamos muito longe do mínimo da decência.

publicado por Theosfera às 13:32

Zapatero prepara-se para anunciar eleições antecipadas.

 

As pressões partidárias serão muitas, mas o aperto da realidade começará a ser insuportável.

 

A Espanha tornou-se um país desenvolvido, mas também passa por uma crise que será de crescimento.

 

O PSOE poderá ser vencido pelo PP. Mas, pelos sinais deste dia, o Governo parece derrotado pela realidade.

 

Ainda assim, uma palavra de apreço para a lucidez de Zapatero, um político moderado.

 

Abriu espaço a outro no partido e, nessa medida, abre caminho a outrem no Governo.

 

Pressente-se que já fez tudo. E nota-se que esse tudo é insuficiente.

 

O desgaste, hoje em dia, é enorme.

 

Começa-se rápido e acaba-se depressa.

publicado por Theosfera às 11:10

Os pecados mortais são oito. Pelo menos, para a civilização.

 

Konrad Lorenz estudou-os já nos idos de 70. Limitar-me-ei, por agora, a enumerá-los:

 

- Superpopulação;

- Devastação do espaço vital;

- Competição contra si mesmo;

- Indiferença mortal;

- Decadência genética;

- Rotura da tradição;

- Endoutrinação;

- Armas nucleares.

 

Não me reverei na totalidade do diagnóstico. Mas é impossível não lhe reconhecer superlativa pertinência.

 

Tentarei voltar a Lorenz. 

publicado por Theosfera às 10:55

Pode ser pelo chamado estado de graça. Pode ser também pela personalidade dos intervenientes.

 

Mas quem acompanha, nem que seja por instantes, os debates no Parlamento, parece que vê uma casa nova.

 

O ambiente é mais descomprimido, mais sereno, menos crispado.

 

O primeiro-ministro e o líder do PS não serão grandes tribunos, daqueles que arrebatam plateias, mas isso também não é o mais importante.

 

Precisamos de moderação. Imoderada já é a crise.

publicado por Theosfera às 10:43

A corrupção não se combate apenas (nem principalmente) no plano jurídico. O combate à corrupção decide-se também (e sobretudo) no âmbito da ética.

 

Isto significa que, no limite, há situações que juridicamente podem estar previstas, mas que poderão ser eticamente duvidosas.

 

Um familiar não pode ser prejudicado por esse facto, mas pode haver a suspeita de ser favorecido por essa circunstância.

 

O melhor é mesmo ser o mais objectivo possível. Não é preciso ser tão escrupuloso como aquele professor que, há décadas (para que ninguém dissesse que favorecia dois alunos de quem era familiar), lhes atribuía dois valores a menos em relação à nota merecida.

 

Importante é que não haja favorecimentos, concursos à medida, lugares para os mais próximos.

 

Toda a gente sabe que não é fácil e que há muitas pressões sobre quem está em lugares de decisão.

 

Esta é uma causa que tem de ser assumida a peito. O maior escrutínio está na consciência.

publicado por Theosfera às 10:31

Um maníaco da ordem, minucioso em excesso, obcecado com os pormenores não tem de ser necessariamente um monstro como Anders Breivik.

 

Pode ser também um génio como Immanuel Kant, que se levantava sempre às cinco menos cinco e se deitava sempre às dez, que não aceitava atrasos mesmo que estes fossem de um minuto!

 

A beleza da vida é que nada é previsível. A tragédia na vida é que, por vezes, o imprevisível pode ser trágico.

 

Há que estar atento. Há que ser crítico e, kantianamente falando já agora, autocrítico.

publicado por Theosfera às 10:24

Há coisas que arrepiam só de imaginar, quanto mais de reconhecer!

 

A desumanidade faz vítimas a cada instante.

 

Confira aqui.

publicado por Theosfera às 10:22

Continuamos a ter clubes em Portugal, mas temos cada vez menos clubes portugueses.

 

A globalização é inevitável, mas não existe uma campanha para investir no nosso país, para comprar produto nacional?

 

Porque é que, então, os principais clubes investem lá fora?

 

Se investissem esse montante em jogadores portugueses não estariam a ajudar clubes que correm o risco de fechar?

 

E, pela amostra, não haverá por cá jogadores com igual (ou até superior) qualidade em relação àqueles que foram contratados lá fora?

 

Somando os montantes investidos pelos três grandes, temos uma quantia que se aproxima dos 70 milhões de euros!

 

Tudo este dinheiro foi lá para fora.

 

publicado por Theosfera às 00:00

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