O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Segunda-feira, 25 de Julho de 2011

 A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, lançou hoje a extensão local do programa Brasil Sem Miséria na região do Nordeste, onde estão 60 por cento da população brasileira mais miserável.

 

A cerimónia realizou-se na cidade de Arapiraca, no Estado de Alagoas, a 135 quilómetros da capital, Maceió, no nordeste brasileiro. Durante o ato, os governadores dos nove Estados que integram a região comprometeram-se a executar os quatro eixos previstos pelo Programa Brasil sem Miséria, que pretende retirar 16,2 milhões de brasileiros da pobreza extrema. Na região do Nordeste estão localizados 9,6 milhões de pessoas, na sua maioria agricultores rurais, em zona com um clima semi-árido e solo pouco produtivo.

 

Durante a cerimónia, a presidente Dilma Rousseff comparou os números da população sem assistência com os países vizinhos, afirmando que o Brasil já tinha conseguido tirar «uma Argentina» (40 milhões) da miséria, mas que ainda faltava «um Chile», referindo-se a uma população de 16 milhões.

 

De seguida, Dilma fez um apelo aos brasileiros para que dêem prioridade aos produtos com o selo Brasil sem Miséria e Agricultura Desenvolvida Familiar, que estarão nos supermercados.

publicado por Theosfera às 23:06

É saudável chegar à certeza, mas é importante não excluir totalmente o caminho da dúvida.

 

Um pouco de cautela cartesiana oferecerá, por isso, alguma profilaxia.

 

O Padre Zezinho, apesar de visitado pelas certezas da fé, reconhecia que, «às vezes, quem duvida e faz perguntas é muito mais honesto do que eu».

 

É perturbador lidar com dois elementos contrastantes que a sociedade nos proporciona.

 

Por um lado, o futuro está cada vez mais carregado de dúvidas. Alguém dizia, há dias, que somos a geração da dúvida. Dúvida quanto ao emprego, dúvida quanto ao carácter dos outros, dúvida quanto às possibilidades de realização.

 

As certezas parecem ter desaparecido, em cascata. Não temos certeza de ter médico de família. Não temos certeza de ter subsídio de Natal. Não temos certeza de ter pensão de reforma. Não temos certeza se o euro vai durar. Não temos certeza sequer quanto à identificação do que somos: um jurista pode ser um caixa num supermercado, por exemplo.

 

Talvez por um efeito de compensação, as dúvidas deixaram de estar no espírito de muitas pessoas. Há quem se mostre possuído de certezas inabaláveis. Não só quanto ao pensar, mas também quanto ao agir.

 

Eu tenho medo de quem nunca duvida. De quem não problematiza o que diz nem questiona o que faz. A violência é, quase sempre, o que resulta das certezas não questionadas. 

 

Os extremistas não duvidam. Não são indecisos. E, no limite, passam por cima de tudo e de todos.

 

Não se pode duvidar sempre. Mas quem nunca duvida como sabe que acerta?

 

Quem nunca duvida não tem hábitos de reflexão.

 

A reflexão não estaciona eternamente na dúvida. Mas é por ela que se abre às certezas mais sólidas.

publicado por Theosfera às 22:29

«Os EUA não são a Grécia nem Portugal, diz Obama! Realmente.
 
Nos EUA 1/5 dos negros estão na cadeia.
 
Nos EUA 50% da população não tem assistência médica e 25% nem consegue tratar-se em qualquer hospital.
 
Nos EUA a dívida pública atingiu um valor impossível de ser pago em várias gerações e já ultrapassou as centenas de milhares de US$ por família.
 
Nos EUA condenam-se a prisão perpétua crianças de 12 anos, por roubo de uma bicicleta. Nos EUA 6% da população sobrevive com uma refeição diária de comida enlatada ...para animais...
 
A Escola Pública é completamente inútil e caminha para a extinção.
 
Nos EUA há mais de 450 organizações policiais e o sistema judicial não é independente do poder executivo: É nomeado por ele!
 
Nos EUA as duas maiores indústrias são o armamento e a pornografia.
 
Nos EUA vende-se mais produtos para animais do que para bebés...
 
Nos EUA 1% da população controla e recebe cerca de 90% do PIB nacional.
 
Nos EUA a produção de carne e de ovos utiliza legalmente promotores químicos de crescimento.
 
Nos EUA não há ordenado mínimo e o trabalho indiferenciado é pago a 4 euros/hora...
 
Os EUA angariam em todo o mundo os melhores cérebros para a sua indústria de armamento e obrigam os seus "aliados" a comprá-las...
 
Os EUA são o maior mercado mundial de drogas pesadas e um dos maiores produtores de anfetaminas e de outros químicos dopantes...
 
Os EUA imprimem papel-moeda e através de tratados com as suas colónias árabes transformaram o US$ no meio de pagamento internacional em substituição do ouro...
 
Obama tem toda a razão: Nada disto de passa em Portugal. Estamos muito atrasados e não sei se algum dia lá chegaremos...
 
Só um detalhe: os EUA estão completamente falidos e mais de 10% da população já vive em acampamentos sem saneamento ou serviços públicos básicos...
 
Nós não somos os EUA! Thanks, God
Manuel Ferreira, in Zurzir
publicado por Theosfera às 16:26

O turbilhão de acontecimentos e a crescente insensibilidade pela cultura substantiva fazem com que determinadas ocorrências nos passem ao lado, quedando-se por ligeiras notas de rodapé.

 

Ontem, faleceu Maria Lúcia Lepecki. Tinha apenas 71 anos e uma obra importante em vastos domínios da literatura.

 

Nascida no Brasil, era especialista em autores que os portugueses vão remetendo para as bafientas arcas do olvido. Camilo Castelo Branco era um desses autores, sobre o qual, aliás, versou a sua tese de doutoramento.

 

Pessoa de raciocínio elaborado, impressionava pela extrema simplicidade do seu argumento contra o Acordo Ortográfico: «Eu sempre achei que o acordo ortográfico não é preciso: um brasileiro lê perfeitamente a ortografia portuguesa e um português lê perfeitamente a ortografia brasileira».

 

Brasileira por nascimento e portuguesa pelo casamento, Maria Lúcia Lepecki merece ser escutada e devidamente atendida.

 

O seu pensamento é de uma linearidade desarmante. O Acordo não é, obviamente, ilegítimo. Simplesmente não é necessário.

 

Numa altura em que tantos recursos estão a ser desafectados de áreas essenciais, eis uma despesa que pode ser evitada. A reflexão deve prosseguir.

 

A posição de Maria Lúcia Lepecki é singularmente pertinente. Trata-se de alguém que, além de competente, está ligada aos dois pólos excruciantes da nossa língua: Brasil e Portugal.

 

 
 

publicado por Theosfera às 14:12

O magnicídio na Noruega e a morte de uma cantora foram duas ocorrências próximas no tempo.

 

Nada liga, obviamente, os dois acontecimentos.

 

Mas vale a pena meditar no que subjaz a ambos os factos.

 

Os protagonistas são dois jovens adultos: um com 32 anos, outra com 27.

 

Eles configuram a expressão mais radical de algumas tendências em curso numa sociedade doente.

 

Notoriamente e cada um à sua maneira, não se reviam na civilização nem no rumo que ela tomava.

 

Amy Winehouse e Anders Breivik são dois ícones dos nossos tempos.

 

Amy Winehouse simboliza tantas vidas destruídas. Anders Breivik sinaliza muitas vidas destruidoras.

 

Tudo é muito rápido, veloz, letal.

 

Os dois acabam sós.

 

Anders Breivik vivia só no isolamento. Amy Winehouse sentia-se só no meio da multidão.

 

Ela teve dificuldade em aceitar-se a si mesma. Ele não teve vontade de aceitar os outros.

 

Amy Winehouse pôs fim ao desespero.

 

Anders Breivik lança uma onda de desespero.

 

Ela terminou de um modo desesperado. Ele agiu de uma forma desesperante.

 

O saldo não é positivo. O ambiente não é sadio.

 

Há muitos que se satelizam em torno de figuras deste género.

 

Estes perfis de comportamento tendem a replicar-se. O desfecho pode não ser semelhante. O estrondo pode ser menor. Mas a dor continua a ser imensa.

 

 O coração das pessoas é um lugar imprevisível: tanto aloja o melhor, como é capaz de soltar o que há de pior!

publicado por Theosfera às 11:27

Deste domingo ecoa uma notável entrevista a Frei Bento Domingues.

 

Realce, desde logo, para a coerência e o desassombro.

 

Muitos lugares-comuns, em que nascemos e fomos (de)formados, são questionados.

 

Pertinente a referência a uma posição de S. Tomás: «Se faço uma coisa porque está mandado, mesmo que seja por Deus, não sou livre. Só sou livre quando faço, ou deixo de fazer, porque é mal ou bem».

 

Este discernimento está em linha com o pedido de Salomão que escutámos na Missa deste dia. Ele pede um coração inteligente para discernir o mal do bem.

 

A capacidade de ascender à verdade é um dom que Deus ofereceu a cada ser humano. Está por isso para lá do escrutínio da autoridade.

 

Frei Bento dissente, por isso, do preceito de Sto. Inácio: «Se vês que é branco, mas a hierarquia te diz que é negro, tens de dizer que é negro».

 

A Igreja nunca pode ser um partido e os modos de actuar têm de ser necessariamente diferentes. «A vida é mística e o místico é aquele que nunca pode parar porque o seu desejo é mesmo de infinito».

 

É preciso estar atento ao sectarismo, quer do ponto de vista religioso, quer do ponto de vista político. «O sectarismo cega. A pessoa já não vê nada ao lado, e também não pode ver nada à frente, as transformações».

 

Deus é um tesouro, muitas vezes, escondido num campo que é a nossa consciência. Com todos os riscos, é a ela que temos de apelar em último caso.

 

Sagrado não é só o templo. Sagrada não é apenas a lei. Frei Bento sublinha que, antes de mais, «sagrado é o ser humano».

 

Nunca podemos, por isso, acenar com o medo. «Deus não é temor. Deus é amor. Escolhi isso para a minha vida. Se Deus não nos amasse, iria para o desemprego, porque Deus só sabe amar».

 

Notável. Para ler e guardar. 

publicado por Theosfera às 10:23

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