O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Domingo, 24 de Julho de 2011

Tempos houve em que os governantes não pediam riqueza, mas sabedoria.

 

Salomão (nome que significa pacífico) deseja um coração inteligente. Não pretende um cérebro inteligente, mas um coração inteligente. Porque o coração tem uma agudeza que não está ao alcance de um espírito puramente cerebral.

 

O perfil do governante é o daquele que sabe distinguir o bem do mal.

 

Haverá maior prioridade?

publicado por Theosfera às 06:43

É difícil encontrar um fio condutor para explicar os acontecimentos.

 

O desenvolvimento não garante a segurança nem, por si só, oferece a felicidade.

 

As sociedades mais avançadas têm os seus dramas e não estão isentas de alojar pessoas e organizações com propósitos cruéis.

 

O que se passou na Noruega merece ser devidamente meditado.

 

Os próprios estudiosos têm dificuldade em descrever o nosso tempo.

 

Vergílio Ferreira anotava que a história é feita de intervalos. Para Marc Augé, que criou o termo sobremodernidade, «não sabemos em que história estamos».

 

Alvin Toffler limitava-se a verificar que «somos a última geração de uma civilização velha e a primeira geração de uma civilização nova».

 

Sucede que a moldura deste novo mundo é muito híbrida, por vezes parece indefinida.

 

O local onde tudo se definia (o campo) está praticamente deserto. Onde mais nos encontramos são os lugares de passagem. É o caso dos hipermercados ou dos aeroportos.

 

Marc Augé caracteriza estes espaços como não-lugares. Neles, há multidões, mas não se chegam a estabelecer relações. Neles, somos capazes de reter caras, mas de não colher impressões.

 

Os não-lugares não favorecem a permanência. Promovem a circulação e estimulam o consumo.

 

As pessoas procuram ter uma casa, mas passam pouco tempo nela. No tempo laboral, deslocam-se para o trabalho. Na época de férias, retiram-se para longe.

 

O próprio modo de vestir torna-se cada vez mais incaracterístico. Só em desfiles etnográficos se afere a proveniência, a identidade.

 

A tendência é para estar em todos os lugares como se estivéssemos em lugar nenhum. Limitamo-nos a ser «turistas consumidores», como diagnostica Zygmunt Baumann.

 

Um exemplo: ao chegar a uma igreja, não se esboça um gesto de religiosidade; a primeira coisa que se faz é olhar para os vitrais, para o tecto e fazer umas fotos.

 

Para muitos, até os templos deixaram de ser locais de peregrinação. Tornaram-se meros locais turísticos.

 

As pessoas vivem nas cidades, mas os comportamentos são cada vez menos cívicos, cada vez menos urbanos.

 

Hoje, permanecemos cada vez menos e circulamos cada vez mais.

 

É tudo muito intenso em cada momento. A dimensão de futuro está a esbater-se. A utopia parece esgotar-se. Daí que os economistas e os gestores quase abafem os escritores.

 

Como falar do futuro se o presente nos traz tão constrangidos?

 

A democracia vai-se generalizando, mas, no fundo e como adverte Marc Augé, a sua configuração assemelha-se «a uma oligarquia planetária».

 

São poucos os que decidem o destino de (quase) todos.

publicado por Theosfera às 00:57

Já houve um governante deposto por incapacidade de governar.

 

Foi há 766 anos (completam-se precisamente hoje) que D. Sancho II foi deposto e considerado como rex inutilis.

 

O mais curioso, aos olhos de hoje, é verificar que a deposição foi operada pelo Papa, concretamente por Inocêncio IV, na bula Grandi non immerito, assinada a 24 de Julho de 1245.

 

É claro que havia uma situação de anarquia, desordem e injustiça. Mas o que determinou o desfecho foi o clima de intriga junto do Papa.

 

Refira-se que, poucos dias antes, o mesmo pontífice tinha deposto o imperador alemão, Frederico II.

 

Outros tempos, mas o mesmo descontentamento. As instâncias de apelo é que eram diferentes.

publicado por Theosfera às 00:44

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