O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Sexta-feira, 22 de Julho de 2011

«Senhor, eu sei que falas, mas eu só escuto o Teu silêncio.

Também sei que estás presente, mas eu só consigo sentir o Teu abandono».

publicado por Theosfera às 21:08

Um país civilizado, uma sociedade evoluída e pacifica é alvo de um ataque imprevisto no início da tarde de hoje.

 

A Noruega tem altos índices de desenvolvimento e elevados padrões de ética.

 

Mas nada garante totalmente a segurança.

 

A globalização também é a globalização do medo e do terror.

 

O pesadelo teima em não nos largar. Mas a esperança de melhores dias persistirá.

publicado por Theosfera às 21:03

1. De um caminho podemos saber como começa, mas dificilmente saberemos como acaba. E há coisas em que o melhor é não começar. «Obsta principiis», assim reza uma máxima da sabedoria latina.

 

O antónimo de público é privado. Donde facilmente se percebe que o privado não tem de ser do domínio público.

 

Acontece que tudo muda («até o mudar mudou», dizia Bernardim Ribeiro) e nem sempre se muda para melhor.

 

O esvaziamento de ideias aliado à pulsão exibicionista ditou que a informação seja tecida, em grande parte, com a vida privada.

 

Isto faz com que determinadas pessoas sejam (per)seguidas e escutadas sem o seu conhecimento e, muito menos, sem o seu consentimento.

 

Mais grave, porém, é notar que o género de informação(?) que se condimenta com estes ingredientes tem consumo assegurado e êxito garantido.

 

Quem vive disto não fica perturbado se for contestado. Só fica preocupado se não for consumido.

 

Desde que haja audiências e vendas, não haverá problemas.

 

 

2. Como se isto não bastasse, às vezes são os próprios a não cuidar da sua privacidade. É claro que, pelo menos, aqui não há violação da liberdade. Mas, mesmo assim, continua a haver matéria para reflectir. E inflectir.

 

Esta ausência de fronteira entre o público e o privado tem muitos avatares, repercutindo-se nas mais inesperadas situações.

 

A falta de percepção dos limites pode levar aos mais perigosos resultados. Ninguém pense que logra controlar e gerir todos os cenários.

 

Hoje em dia, tão fácil é inserir uma imagem no facebook como colocar uma câmara na casa de banho ou um microfone numa sala de reuniões.

 

O incómodo continuará a ser grande, mas o espanto tenderá a ser cada vez menor. Nem sequer quando estes episódios são realizados à custa da delação anónima, do ódio aviltante ou da difamação soez.

 

 

3. Muitos, por exemplo, já não cuidam de distinguir entre o vestir no privado e no público. E, como é óbvio, a tendência das pessoas não é para se vestirem em privado do mesmo modo que se vestem em público. A tendência é, crescentemente, para se vestirem em público do mesmo modo que se vestem em privado.

 

E anote-se que o informalismo nem sempre é sinónimo de despojamento, simplicidade e humildade. Todos nós encontrámos, ao longo da vida, pessoas que, ostentando um porte formal, se mostravam impressionantemente solícitas, atentas, próximas, afáveis e solidárias. Pelo contrário, há pessoas com uma aparência informal que são quase intratáveis.

 

A contestação a uma escola que alertou para o modo de vestir devia, acima de tudo, levar-nos a pensar.

 

Há coisas em que não devia ser necessário intervir e, muito menos, legislar.

 

As convenções não são o mais importante, mas têm o seu lugar.

 

A educação é um processo de crescimento em que se vai do menos para o mais e, sobretudo, para o melhor.

 

Até um treinador de futebol impõe regras quanto ao vestir dos seus jogadores.

 

O bom senso é sempre um precioso conselheiro.

 

E há sempre uma reserva que importa manter.

 

 

4. O ser humano transporta consigo um índice de mistério e um capital de transcendência que nenhum exibicionismo consegue anular.

 

As convenções também têm a sua sabedoria, ao apelarem para um resguardo inabarcável.

 

Não são as convenções que afectam a convivência. Até a podem tornar mais subtil e estimulante.

 

Se a sociedade não preserva a privacidade, que, ao menos, os cidadãos não a devassem.

 

Nem tudo é para dizer. Nem tudo é para mostrar.

 

As redes sociais fizeram aguçar um apetite devorador por controlar, obsessivamente e ao minuto, a vida uns dos outros. Para quê?

 

Não mereceremos mais que a vulgaridade?

 

 

5. A intimidade é algo que nos pertence. Só assumindo-a como nossa podemos oferecê-la aos outros.

 

É curioso notar que até os marxistas mais convictos foram sempre muito ciosos na preservação da sua privacidade.

 

Nada há, portanto, de conservador na defesa do pudor. Pelo rumo que as coisas vão tomando, penso até que se tratará de uma atitude de vanguarda, lucidamente progressista.

publicado por Theosfera às 16:21

«Nasci na religião cristã, fui baptizada, levada à catequese, lia na missa... Mas tudo o que conheci durante esse percurso não foi amor nem justiça: a maioria das pessoas na minha igreja regia tudo pelos seus "conhecimentos", a catequese era mais uma competição de "quem sabe mais, quem reza mais e melhor e quem vai mais vezes à missa?" (não sejamos hipócritas, eu estava incluída nesse grupo, tal como os outros eu queria sempre parecer a "melhor").

Tornei-me ateia aos 13 anos e, estranhamente, isso fez de mim uma pessoa muito melhor, com sentimentos bem mais cristãos. Só este ano voltei à prática da religião, estou mais informada e bastante feliz. A mim, foi-me necessário este percurso para servir melhor a Deus».

publicado por Theosfera às 16:19

«Uma vez que o estado português vai pagar juros menores pela dívida e os prazos foram alargados… já haverá folga orçamental para, de forma extraordinária, abolir o imposto extraordinário?».

Do blog Blasfémias.

publicado por Theosfera às 13:54

Sempre que uma família começa, acende-se uma esperança. Mas quando uma família termina, parece reacender-se o desespero.

 

Há sempre responsáveis em tudo isto. Acresce que vai havendo também cada vez mais vítimas.

 

A violência doméstica não é de agora. Infelizmente, ela será tão antiga como a instituição familiar.

 

O que é nova é a exposição desabrida dessa violência. Não sei se uma terapia à frente das câmaras televisivas ajuda a minorar a dor ou se, pelo contrário, não contribuirá para o aprofundamento dos dramas.

 

Acresce um dado que se impõe. Outrora, a família parecia resistir à violência. Actualmente, nem o fim das relações familiares parece terminar com o flagelo da violência.

 

Há episódios trágicos que se verificam durante os processos de divórcio. Ainda ontem, uma senhora foi baleada pelo marido, de quem se está a separar.

 

Habituámo-nos a ver a família como o princípio. Agora, ela aloja também o fim.

 

Problemas sempre existiram na família. Só que, em vez de ser a família a vencer os problemas, parece que são os problemas a vencer a família.

 

Mas, no limite, quando não for possível de todo continuar a família, que subsista a serenidade e a urbanidade entre os seus membros.

 

Violência jamais.

publicado por Theosfera às 10:54

Alguém conhece o próximo passo? Ninguém pode antedatar o futuro caminho. As surpresas aparecem e a incerteza condiciona.

 

A única coisa que pode ser antecipada é a continuação do caminho.

 

E o único facto que pode ser garantido é que o caminho terá um fim.

 

Para lá do fim, que se pode postecipar?

 

Evoco, por isso, o génio de Pablo Neruda:

 

«Andar... Andar... Até onde?

E até quando?

Ninguém responde.

E continua-se andando».

 

Há quem pense que andar é fugir. Eu só sei que andar é existir. E nem a eternidade é paragem.

publicado por Theosfera às 10:19

«Antes de comprarmos algo, seria bom pensarmos se não poderíamos passar muito bem sem essa coisa».

Assim escreveu (sapiente e magnificamente) John Lubbock.

publicado por Theosfera às 10:08

«Se o mundo fosse um bom lugar, o seu dono viveria nele».

 

Esta foi uma frase que um investigador terá ouvido, lá longe, numa tribo amazoana.

 

Eis uma máxima de sabedoria amassada em ironia e, talvez, sufocada pela amargura.

 

Sucede, porém, que o dono do mundo está no mundo. Só que não do modo como pensamos.

 

O dono do mundo opta por estar no fundo, de uma forma discreta, quiçá imperceptível.

 

O dono do mundo não é detectável por intervenções esplendorosas. Ele deixa-Se perscrutar pela voz pacificante do silêncio.

 

Porque só o silêncio capta o mistério indegerível nos conceitos.

 

O dono do mundo prefere estar no mundo como servo, como amigo, como alma. Longe do poder.

 

O mundo não é melhor porque aqueles que por ele passam se julgam senhores.

 

O dono do mundo quer que o mundo seja visto como uma casa. E que os seus habitantes se sintam como irmãos.

publicado por Theosfera às 10:04

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