O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Segunda-feira, 18 de Julho de 2011
Assinala-se hoje o Mandela Day, o dia internacional dedicado ao líder sul-africano que conseguiu, através do diálogo e da integração, mudar o futuro da África do Sul, no dia em que o estadista completa 93 anos. Neste dia, a Fundação Nelson Mandela pede a todos os cidadãos que dêem 67 minutos do seu tempo a ajudar os outros.
Em 1993, Mandela recebeu o Nobel da Paz e tornou-se, em definitivo, um símbolo planetário da reconciliação.

 

Por quê 67 minutos? Porque cada minuto corresponde a um ano de trabalho do líder sul-africano em prol da causa pública. Neste dia em que se celebra o aniversário de Rolihlahla Mandela - nascido a 18 de Julho de 1918 - e em que se assinala o Mandela Day, a Fundação propõe uma série de acções que cada um de nós poderá praticar para tornar o Mundo um melhor lugar. Eis alguns exemplos:

- Faça um novo amigo. Conheça alguém de um contexto cultural diferente do seu. Só através do entendimento mútuo é que as nossas comunidades se livrarão da intolerância e da xenofobia;

- Leia para alguém que o não pode fazer. Visite uma instituição para cegos e abra um novo mundo para outra pessoa;

- Dê uma ajuda no seu canil local. Cães sem dono também precisam de passear e de um pouco de atenção;

- Ajude alguém a arranjar um emprego. Crie-lhe um currículo ou ajude-o na preparação da entrevista;

- Muitas pessoas com doenças terminais não têm ninguém com quem falar. Reserve algum do seu tempo a falar com elas;

- Leve alguém que conhece - e que não tem recursos para o fazer - a uma consulta de oftalmologia ou de medicina dentária;

- Doe uma cadeira de rodas ou um cão-guia a quem precise;

- Compre alguns cobertores, ou dê os que já não precisa a alguém em dificuldades.

Estas são apenas algumas das 67 sugestões propostas pela Fundação Nelson Mandela no seu site. Poderá encontrar mais sugestões aqui: http://www.mandeladay.com67_ways.html/

Detido durante 27 anos por lutar contra o regime de apartheid na África do Sul, Mandela foi libertado em 1990 e mais tarde (1994) eleito para a presidência da África do Sul.

Exerceu apenas um mandato como Presidente, até 1999, e retirou-se depois da actividade política.

Em 1993, Mandela recebeu o Nobel da Paz e tornou-se, em definitivo, um símbolo planetário da reconciliação e da luta anti-segregação racial.

Uma das citações mais famosas de Mandela é esta: «Nós podemos mudar o mundo e transformá-lo num lugar melhor. Está nas tuas mãos fazer a diferença».

publicado por Theosfera às 15:36

O problema do chamado pensamento positivo é o mesmo do torturante pensamento negativo: só presta atenção a uma parte da realidade.

 

É por isso que jornais, sites e blogs que só falem de coisas agradáveis revelam uma atenção meritória, mas mostram um olhar desfocado.

 

Têm, contudo, uma missão profiláctica. Alertam para a insistência doentia no que é negativo.

 

Sucede que isso não é um exclusivo dos operadores da comunicação. Começa por ser um défice da cidadania. As pessoas consomem mais o negativo que o positivo. Bonnes nouvelles, pas de nouvelles, assim reza uma das máximas indiscutidas do jornalismo.

 

Importante é estar atento à realidade no total: ao negativo e ao positivo.

 

O propósito será transformar o negativo (tornando-o positivo) e melhorar o positivo (tornando-o ainda mais positivo).

 

Infelizmente, o real não é unicolor. Temos de olhar para tudo. Não nos podemos alienar.

 

Não é por só olhar para o positivo que o negativo deixa de acontecer.

 

A verdade está sempre na totalidade.

publicado por Theosfera às 10:26

A Europa já passou por muitas dificuldades e conseguiu sempre superá-las.

 

Creio que não vai ser desta vez que ela vai fenecer.

 

Mas impressiona o clima de resignação que se atravessa em alguns espíritos.

 

E, acima de tudo, espanta a falta de solidariedade que sobressai ao mais leve sinal.

 

A Alemanha, que já mereceu a ajuda europeia em diversas ocasiões, passa uma imagem de enfado pelo que ocorre sobretudo no sul.

 

E, no entanto, há quem garanta (como o fez, ontem, o Presidente do Fundo Europeu de Estabilização Financeira) que a Alemanha está a ganhar com os resgates das dívidas de Portugal e da Irlanda.

 

Até hoje, disse Klaus Regling, «só houve ganhos para os alemães, porque recebemos da Irlanda e de Portugal juros acima dos refinanciamentos que fizemos e a diferença reverte a favor do financiamento alemão».

 

Esta ajuda está a ser, portanto, um grande negócio. Mas nem todos se revêem nesta astúcia.

 

Helmut Kohl, já retirado da vida pública, considera as políticas europeias de Angela Merkel «muito perigosas» e foi ao ponto de confessar que a sua sucessora «está a destruir a minha Europa»!

 

Confirma-se, uma vez mais, que um dos principais factores indutores da perpetuação da crise é a mediocridade das actuais lideranças.

 

Um parceiro da coligação que governa a Alemanha terá confidenciado que a chanceler, antes de decidir, procura apurar o sentir da população. Se o eco for de 50-50, opta por não decidir.

 

Faz lembrar o que se contava acerca de Franco, que tinha, na secretária, duas pilhas de documentos por assinar: não assinava uns porque o tempo tudo resolveria e não assinava os outros porque o tempo nada solucionaria.

 

Só que, a ir por este caminho, a Alemanha continuaria dividida. Kohl pertenceu a uma estirpe de líderes que não estiveram à espera dos acontecimentos. Foram eles que fizeram os acontecimentos...acontecer.

 

Já lembrava Viviane André na célebre composição: «Quem sabe faz a hora, não espera acontecer»...

publicado por Theosfera às 10:19

Nem sempre estou de acordo com Marinho e Pinto.

 

O conteúdo e sobretudo a forma fazem acender em mim algumas resistências.

 

Mas confesso que o tema que, hoje, traz à nossa consideração está cheio de pertinência.

 

O país vai pagar, ao longo da legislatura, 105 milhões de euros aos partidos políticos.

 

Por cada voto está estipulado um valor. No total, atinge-se aquele montante.

 

É claro que os partidos são essenciais para a democracia.

 

Mas é a própria democracia que (estão sempre a dizer-nos) não se esgota no Estado.

 

Tanto se critica a subsidiodependência, tantos sacrifícios estão a ser pedidos aos cidadãos e vemos números desta dimensão a serem encaminhados para os partidos.

 

Acresce que nem está em causa a sobrevivência dos partidos porque a sociedade civil (donde eles emergem) é capaz de gerar os apoios necessários.

 

Antes de falarem de demagogia, seria bom que pensassem na substância do problema.

publicado por Theosfera às 09:56

«Uma gota de amor é mais do que um oceano de inteligência».

Assim escreveu (sublime e magnificamente) Blaise Pascal.

publicado por Theosfera às 09:54

«Quando o capitalismo prospera, a sociedade degrada-se».

Assim escreveu (avisada e magnificamente) Boltanski.

publicado por Theosfera às 09:53

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