O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Sábado, 16 de Julho de 2011

Costuma dizer-se que quem não vive para servir não serve para viver. Ficou célebre o dito de Jacques Gaillot, que serve aliás de título a um dos seus livros, segundo o qual «uma Igreja que não serve não serve para nada».

 

Mas, como é óbvio, a Igreja serve e muito. Para quê concretamente? Responde o grande Yves Congar: «A Igreja tem uma missão no mundo e para o mundo: fazer entrar os Homens no Povo de Deus-Corpo de Cristo, ajudar o mundo a crescer para o Reino de Deus promovendo nele e com ele tudo o que constrói o Homem segundo o desígnio de Deus».

publicado por Theosfera às 23:22

Que bom haver lugares onde o olhar não se cansa, onde a vista não é tolhida com horizontes curtos, onde a imaginação se pode espraiar em larguezas infindas.

 

São lugares quentes que refrescam a alma e despoluem a mente. Nem que seja por breves instantes.

publicado por Theosfera às 23:15

Um pequeno gesto. Uma pequena atitude. Um pequeno sinal.

 

Sabemos, por experiência própria, que tudo aquilo que se revela grande começa por ser pequeno, muito pequeno.

 

O meu encontro com Xavier Zubiri começou por uma letra, por um simples e ou, melhor, y.

 

O único livro que dele havia na universidade onde estudei impressionou-me pelo título: El hombre y Dios.

 

Nada mais havia sobre ele naquela altura entre nós.

 

É, pois, com alegria que verifico que, tantos anos depois, três obras do teofilósofo espanhol são vertidas para a nossa língua.

 

Foi uma editora brasileira que tomou a iniciativa, devidamente apoiada pela Fundação Xavier Zubiri.

 

Zubiri em português continuará a não ter uma leitura fácil. Mas trata-se, sem dúvida, de um contacto estimulante.

 

publicado por Theosfera às 13:22

O que se passa com a nossa situação política e económica faz lembrar o que ocorre na vida escolar.

 

Eis, pois, um significante com um significado muito lato.

 

Aumentam as dificuldades, os resultados pioram.

 

E quem lê a imprensa fica com a sensação de que praticamente ninguém sabe o que fazer.

 

A solução passará por aumentar as horas lectivas nas disciplinas nucleares.

 

É um bom indicador, mas insuficiente.

 

O problema está na concentração, na falta de predisposição para lidar com a complexidade.

 

Não são apenas os mais novos que necessitam de se concentrar, de deixar a acção dispersiva e dissolvente a que, desde cedo, se habituaram.

 

O país também precisa de se concentrar no essencial.

 

É por isso que a escola é fundamental.

 

Para já, ela é um retrato do que somos. Conseguirá ser um laboratório do que precisamos de ser?

publicado por Theosfera às 12:02

«O amor é somente uma extrema atenção».

Assim escreveu (pertinenten e magnificamente) Jean-René Huguenin.

publicado por Theosfera às 12:01

A escravatura acabou há séculos. Mas, infelizmente, ainda há escravos.

 

Ao contrário do que dizia Vítor Hugo, a liberdade é uma estrada onde ainda nem todos têm lugar.

publicado por Theosfera às 11:11

Jesus insistiu muito na transparência. A bem dizer, o único pecado é a opacidade, é impedir de ver.

 

Jesus descarregou-nos. Às vezes, na Igreja que se pretende de Jesus, sobrecarrega-se a vida das pessoas.

 

Ele veio aliviar-nos de todas as cargas. Tudo condensou num mandamento: o amor.

 

Impressiona, por isso, que, ao longo dos tempos, haja a tendência para multiplicar tantas cargas que, no limite, podem obscurecer a lei suprema: o amor.

 

É que, quando alguém não cumpre um preceito, uma determinação, uma ordem, já não tem acesso a isto ou àquilo, o acolhimento já parece não ser o mesmo.

 

Entende-se que se chame a atenção de um teólogo quando não se concorda com o que propõe. Mas mover-lhe um processo será compaginável com o espírito de Jesus?

 

Jesus quer as pessoas felizes no tempo (basta olhar para as Bem-Aventuranças) e, não raramente, acenamos às pessoas com penas para a eternidade!

 

Jesus disse que a Sua carga era leve. E, por vezes, impomos cargas tão pesadas.

 

A própria lei (importante, sem dúvida) não era um absoluto. Diante do bem da pessoa, caía a lei para sobressair a pessoa.

 

Curiosamente, Jesus, que Se sacrificou por nós, assumiu não querer os nossos sacrifícios. Ele quer, sim, a nossa misericórdia, a nossa compaixão, a nossa bondade.

 

Há, em tudo isto, um dado muito positivo. Temos tanto a aprender com o Mestre.

 

Habitualmente, apelamos para a doutrina que achamos vir d'Ele. Mas o mais importante é a Sua conduta, as Suas atitudes, a Sua simplicidade, a Sua humildade, a Sua opção pelos pobres.

publicado por Theosfera às 09:00

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