O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Sexta-feira, 15 de Julho de 2011

A bem dizer, precisávamos de uma vida sem fazer nada, só para pensar naquilo que fizemos nesta.

 

Como isso não é possível, o melhor é pararmos um pouco, de vez em quando, para tentar corrigir e relançar os passos desta vida.

 

Vivemos a correr e corremos o risco de morrer a correr, sem fazer uma avaliação do que fomos.

 

A eternidade é o corolário do tempo, não um correctivo para o tempo.

 

Abrandemos a velocidade da nossa caminhada. Demos tempo a nós. E, no tempo, ofereçamos vida a quem vive ao pé de nós.

 

Caso contrário, seremos uns estranhos para os outros. E, quem sabe, até para nós.

publicado por Theosfera às 21:53

Hoje, a televisão passou a entrevista com outro senador.

 

Adriano Moreira é um sábio a quem a idade acrescenta vigor.

 

Curiosamente, trata-se de alguém que confia nas novas gerações.

 

Não deixa, porém, de alertar para o primarismo das actuais lideranças europeias.

 

O que, há dias, disse em relação a Mário Soares mantenho, totalmente, relativamente a Adriano Moreira.

 

A qualidade do ensino (de que tanto se fala nesta altura) ver-se-á não só com os especialistas nas diversas ciências, mas com os sábios que consigam ajudar-nos a ler correctamente o grande filme da vida.

publicado por Theosfera às 21:47

É estranho como se muda de critério conforme se muda de conteúdo.

 

Para a vida pessoal de cada um propõe-se a mudança, a conversão. Para a existência da instituição, resiste-se à mudança.

 

É claro que uma tradição não é evanescente. É muito importante. Mas também não é um fóssil, inamovível.

 

Se tudo estivesse feito, não estaríamos aqui.

 

O crente não é apenas um repetidor. É também (e bastante) um construtor.

 

Deus não fala apenas nos livros, nos documentos. Deus fala igualmente nas pessoas, na consciência, nos acontecimentos.

 

A imutabilidade creditada a Deus tem que ver sobretudo com a fidelidade.

 

O eterno de Deus permanece mesmo no efémero de cada suspiro da vida humana.

 

Resistir à mudança pode ser, por isso, resistir a Deus.

publicado por Theosfera às 21:41

A mesma figura é muito conservadora para os progressistas e demasiado progressista para os conservadores.

 

Para uns, determinada posição não defende convenientemente a tradição e, para outros, não se abre devidamente à modernidade.

 

Subjaz a este tipo de análise uma hermenêutica sistémica.

 

Como a Igreja tem um percurso de séculos, há uma panóplia de elementos que matriciam os julgamentos.

 

O que mais impressiona é a hostilidade que pervade este género de comentários.

 

Irmãos na fé são tratados como se de adversários se tratasse.

 

Ainda assim, é preciso reconhecer que é maior a animosidade dos meios conservadores. Não falta até quem ameace com processos. E, o que é mais espantoso, nem o próprio Papa parece escapar uma avaliação severa.

 

Logo Bento XVI que tanto se tem empenhado em restaurar a tradição. Mas só porque vai a Assis para um encontro com outras religiões ou porque se declara em linha com o Vaticano II, chovem todos os pronunciamentos inclementes.

 

Tudo isto pretextaria uma intervenção profunda. Mas quer-me parecer que há pouco Evangelho, pouco Jesus em tudo isto.

 

Mais que sequenciadores de uma tradição (respeitável, sem dúvida), somos seguidores de Jesus de Nazaré.

 

É pela Igreja que vemos Jesus. Mas é sobretudo por Jesus que temos de rever a Igreja. Sem dramas. Mas com lucidez e humildade.

 

O mundo está à espera que lhe levemos um pouco de esperança. E isso só se consegue com a ressonância testemunhal das Bem-Aventuranças.

publicado por Theosfera às 21:28

«Há aquilo que se sabe e há aquilo que se ignora. Entre uma coisa e outra está aquilo que se supõe».

Assim escreveu (subtil e magnificamente) André Gide.

publicado por Theosfera às 21:26

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