O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Terça-feira, 12 de Julho de 2011

Numa época de viagens, facilmente nos tornamos turistas. Mas dificilmente nos tornamos peregrinos.

 

Peregrinar é mais que viajar. Peregrinar não é só andar, não é apenas ir. É também entrar. É sobretudo permanecer.

 

Estamos num tempo em que praticamente conhecemos todos os lugares. Falta-nos, porém, peregrinar pelo interior da alma humana.

 

Os roteiros turísticos são, regra geral, marcados por um grande frenesim, por uma enorme agitação. De dia não se pára. E de de noite também não se abranda.

 

E nem se sequer nos apercebemos de que talvez nunca estejamos tão sós como no meio da multidão.

 

É importante sentir que a solidão pode ser uma escolha, uma terapia, uma opção.

 

Somos seres que também podem crescer na solidão, na paz do silêncio.

 

Na multidão, tomamos atitudes que nos surpreendem. Que mostram como somos desconhecidos para nós mesmos.

 

É na multidão que verificamos que, como dizia Carl Jung, «o pior inimigo está dentro de nós mesmos».

 

É na solidão que melhor nos podemos abrir aos outros.

 

Tudo o que é importante começa no fundo, parte de dentro.

publicado por Theosfera às 21:04

Enquanto a bola não rola, rolam os milhões da bola.

 

A cada dia que passa, chovem notícias de mais contratações.

 

E o que espanta é que ninguém se espanta e, mais, ninguém se indigna.

 

Numa altura em que o país se contorce com a crise, parece que há um subpaís a viver numa sobrevida.

 

Falta dinheiro para a saúde, para a habitação, para a educação, etc. Só não parece faltar dinheiro para o futebol. Para algumas entidades do futebol, pelo menos.

 

Pelo que nos é dado ver, o volume de dinheiro envolvido nas aquisições até está a aumentar.

 

E o que mais surpreende é que a quase totalidade desse dinheiro não fica por cá. É dinheiro que sai do país.

 

Como é que um país mendiga dinheiro lá fora para sobreviver e investe dinheiro lá fora para o futebol?

 

Há coisas que não se entendem, apesar de não faltar quem elucubre nas mais rebuscadas explicações.

 

De resto, se compulsarmos os elementos todos da informação (locais de férias esgotados por um lado e famílias endividadas por outro lado), chegamos a uma situação inexplicável. Portugal parece alguém a quem não falta dinheiro para o acessório e a quem escasseia dinheiro para o essencial.

 

Eu sei que isto não é bem assim. Também sei que as simplificações são pouco esclarecedoras. Mas que existe algo entre nós que desafia o mais elementar raciocínio lá isso ninguém poderá negar.

publicado por Theosfera às 14:18

«Amo o caminho que estendes por dentro das minhas divisões».

Assim escreveu (atenta e magnificamente) Daniel Faria.

publicado por Theosfera às 11:57

Senhor, seja este o tempo

de nos relançarmos em aliança mais pura com o real

convictos daquilo que a hospitalidade

paciente e fraterna do mundo

em nós revela

 

Que saibamos apreciar a imediatez flagrante em que a vida se dá,

mas também as suas camadas profundas, escondidas, quase geológicas.

Que no instante e na duração saibamos escutar,

hoje e sempre,

o vivo, o desperto, o fremente

e o seu esperançoso trabalho.

 

Recebe, de nós,

a aurora e o verde azulado dos bosques.

Recebe o silêncio intacto dos espaços.

Recebe a música oceânica do vento.

Mas recebe igualmente a marcha desencontrada da história,

o desenho inacabado da nossa conversa terrena,

esta espécie de parto que,

entre dor e alegria,

nos une.

 

Sejam os nossos quotidianos gestos

mergulhados na vivacidade da troca,

abertos ao que de todos os pontos

da humanidade e do mundo converge,

impelido pelo teu Espírito.

 

Que a frágil chama de amor hoje acesa

Ilumine tudo por dentro:

desde o coração da menor partícula

à vastidão das leis mais universais.

E tão naturalmente invada

cada elemento, cada mola, cada liame,

florescendo e amadurecendo

toda a vida que em nós vai germinar.

José Tolentino Mendonça

publicado por Theosfera às 11:57

A alma acrescenta anos à vida. A pressa vai retirando vida aos anos e anos à vida.

 

Dizem os especialistas que o estilo de vida que levamos vai levar a que a esperança média de vida possa diminuir entre cinco e dez anos.

 

É curioso e preocupante este dado.

 

A medicina vai prolongando a vida. Mas a pressa e a pressão encurtam-na.

 

A alma permanece e deixa rasto, mesmo para lá da morte.

 

A pressa e a pressão antecipam a morte, mesmo em vida.

 

Muito para meditar.

 

publicado por Theosfera às 11:56

Muitos ensinamentos encerra o Brasil.

 

Apesar de alguma corrupção e das desigualdades, este é um caso de sucesso por todos reconhecido e por muitos invejado.

 

Dir-se-ia que o Brasil é a grande criação de Portugal.

 

Ele hoje é o que é porque se autonomizou cedo e cedo foi seguindo o seu caminho.

 

Apesar da distância e de os dados não serem transponíveis, há coisas em que devíamos meditar.

 

O Brasil é um caso de sucesso, prescindiu do FMI e não tem sido governado à direita.

publicado por Theosfera às 11:51

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