O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Segunda-feira, 11 de Julho de 2011

 

publicado por Theosfera às 14:23

A natureza também ensina.

 

Quando a velocidade é muita (diz a experiência mais elementar), o equlíbrio é menor.

 

Os corpos vacilam, abanam, tropceçam e podem cair.

 

Eis uma realidade que encerra um apelo. Que urge encarar como um alerta.

 

O ritmo apressado em que vivemos dá-nos poucas possibilidades de equilíbrio.

 

Nem nas férias se pára. Até nas férias se corre, ainda que noutras direcções.

 

Não deixa, aliás, de ser curioso como as notícias falam dos chamados desportos de Verão. Muitos deles são de velocidade: de velocidade na estrada, de velocidade nas pistas, de velocidade na água.

 

Não admira que o número de pessoas desequilibradas aumente.

 

Há seguramente, na tipificação destes casos, factores orgânicos. Mas haverá também questões ambientais.

 

A circunstância influencia a pessoa. O superego determina a identidade do ego.

 

São coisas que fomos aprendendo. São coisas cujo efeito vamos, entretanto, sentindo cada vez mais.

 

O facto de nunca ter havido tantas situações de ruptura (pessoal e relacional) é um despertador que nos devia fazer acordar.

 

O estilo de vida que levamos faz-nos aceder a muitos bens. Mas nem por isso a nossa saúde espiritual é maior.

 

As psicopatias surpreendem os próprios e perturbam os outros.

 

O tempo devora-nos. Não nos deixa espaço para saborear.

 

A pressa em que vivemos torna-nos ainda mais vazios. Não nos deixa investir na alma. Só apostamos na aparência, na carreira. Não há tempo para os outros. Nem para os próprios. Ou seja, há um desequilíbrio.

 

No limite, o desquilíbrio conduz a taras, a atitudes radicais, a gestos intempestivos, a comportamentos inopinados.

 

O equilíbrio carece de tempo, de reflexão, de pausa, de serenidade.

 

As pessoas serenas também podem ficar tristes, também são sensíveis. Mas estão em condições de resistir melhor.

 

Um carro, se for a velocidade moderada, acautela-se mais diante de um imprevisto.

 

Precisamos de parar para reequilibrar a cadência.

 

Paremos enquanto é tempo. Antes que o tempo nos faça parar de vez.

 

publicado por Theosfera às 14:10

Javier Aranguren alertou que a pressa é, juntamente com o ruído e o êxito, uma das doenças do nosso tempo.

 

Mesmo em tempo de abrandamento de actividades, tudo continua a ser apressado.

 

A pressa encastoou-se no nosso fundo e não já não conseguimos viver sem ela.

 

As pessoas andam nas férias ao mesmo ritmo que andam no trabalho: apressadas.

 

O destino da pressa é outro, mas a cadência é a mesma: acelerada.

 

Queremos tudo à pressa.

 

Até os poderes decidem à pressa. Dá-se inclusive o caso da célebre agência Moody's ter atirado Portugal para o lixo porque não acredita nas medidas anunciadas pelo Governo.

 

Repare-se. Ainda não foram aplicadas e já se antecipa o seu resultado.

 

Tudo está com pressa. Fala-se com pressa. Escuta-se com pressa. Reza-se com pressa. Vive-se com pressa e morre-se com pressa.

 

Não nos apercebemos, mas vamo-nos tornando máquinas. O coração é visto como um motor.

 

Uma máquina anda, não sente.

 

É impossível humanizar as máquinas. É doloroso maquinizar os homens. 

 

Acabámos de saber que somos dos países que pior tratam os idosos. A nossa pressa não se compadece com a o seu ritmo, mais pausado.

 

A pressa obscurece a inteligência e anula a paciência.

 

Os últimos dias voltaram a ser dominados pela tragédia.

 

É duro ver a facilidade com que se avança para a solução final, para a solução fatal.

 

Há quem mate. Há quem se mate.

 

Também aqui a pressa aparece. Todos têm um juízo a fazer, uma explicação a dar.

 

É tempo de desacelerar. É tempo de repensar.

 

O sol brilha. Mas não aquece os corações.

 

Um novo amanhecer está à nossa espera?

publicado por Theosfera às 10:12

«A pureza da vida é a arte mais elevada e a mais sincera».

Assim escreveu (iluminada e magnificamente) Mahatma Gandhi.

publicado por Theosfera às 10:10

«Antes ficar no fundo para ajudar outros do que chegar ao alto à custa dos outros».

Assim escreveu (ardente e magnificamente) Winston Park.

publicado por Theosfera às 00:00

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