O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quinta-feira, 07 de Julho de 2011

Foi o teólogo Andrés Torres Queiruga que disse, pensando em Cristo, que a morte é a última cátedra. Dela vem a maior (e também a mais dura) lição.

 

A insistente pertinácia de Maria José Nogueira Pinto é, de facto, um enorme ensinamento.

 

Há quem desista cedo. E há quem resista até (muito) tarde.

 

Há quem tenha medo da vida. E há quem não tenha receio nem da própria morte.

 

Confesso que é preciso ter uma força muito grande e uma fé muito intensa para escrever um texto como aquele que ela escreveu à beira da morte.

 

Faz uma síntese do seu percurso pela vida. O Senhor foi «sempre o seu pastor e por isso nada lhe faltou, mesmo quando tudo faltava».

 

Num momento em que, apesar de confiar no melhor, esperava o pior, consegue mostrar uma nobreza de sentimentos que não está ao alcance de qualquer um.

 

Tinha um temperamento combativo. Mas, coisa estranha, conseguiu ser consensual na morte quem nunca quis ser consensual durante a vida.

publicado por Theosfera às 20:54

António Loureiro Emídio, José Soares Leitão, Isaura Sequeira, Paulo VI, João Paulo I, Luís Sá, João Paulo II, Eduardo Russo, meu Pai, José Pereira Monteiro, Manuel Pedro de Almeida, Manuel Vital, Gonçalves da Costa, Acácio Branco, António Xavier Monteiro, Agostinho de Almeida Alves, Mendes Guerra, António Montenegro e um enorme etc.

 

Vou dando conta de que a história da nossa vida é também (e bastante) a história das mortes a que vamos assistindo.

 

É sempre muito o que se aprende quando se morre.

 

Olhamos para as coisas e para as pessoas de modo diferente.

 

Apesar de escura, a morte empresta uma nova luz às palavras, aos actos e aos acontecimentos.

 

Só não entendo por que razão é preciso morrer para ser respeitado, estimado e, finalmente, compreendido.

 

Leis da vida que só a morte acrisola? Porquê?

publicado por Theosfera às 19:30

Vale a pena ler. E meditar.

 

Aqui.

publicado por Theosfera às 16:14

A procura está ínsita no humano porque é conatural à condição de vivente.

 

Ainda que idoso, diz Herman Hesse, o homem «não desiste de procurar. Nunca desistirei de procurar».

 

É que «procurar significa ter um objectivo» e não ficar dependente das descobertas dos outros. Tanto mais que «a sabedoria não pode ser partilhada. A sabedoria que um sábio tenta partilhar soa sempre a loucura».

 

É certo que «podemos partilhar conhecimentos, mas não a sabedoria. Podemos encontrá-la, podemos vivê-la, podemos ganhar importância com ela, podemos fazer maravilhas com ela, mas não podemos comunicá-la e ensiná-la. Foi isso que me afastou dos mestres».

 

Porquê?

 

Porque há muitos mestres e muitas palavras para expressar o que eles pensam. «Por cada verdade, o contrário é igualmente verdade. Mais concretamente: uma verdade apenas se deixa exprimir e envolver em palavras quando é parcial. Tudo o que pode ser pensado com o pensamento ou dito com palavras é parcial. Tudo é parcial, tudo é metade, a tudo falta totalidade, integralidade, unidade».

 

É por isso que «uma pessoa nunca é completamente santa ou completamente pecadora».

 

O mundo «é perfeito em todos os instantes, a misericórdia já contém em si todos os pecados, todas as criancinhas têm já dentro de si a velhice, todas as crianças de peito têm a morte, todos os moribundos têm a vida eterna».

 

É a esta luz que «tudo o que existe me parece bom, a morte e a vida, o pecado e a santidade, a sensatez e a loucura, tudo é necessário dessa maneira, tudo necessita apenas do meu acordo, da minha boa vontade, da minha afectuosa compreensão».

 

As palavras, por vezes, ofuscam o sentido profundo da realidade: «Tudo o que é igual torna-se sempre um pouco diferente quando é dito em voz alta, um pouco falseado, um pouco louco».

 

Por isso a atenção está voltada para a realidade, para as coisas. «Eu considero mais importante amar o mundo, não o desprezar, não o odiar nem me odiar, observá-lo, a mim e a todos os seres, com amor, admiração e respeito».

 

Neste sentido, «a acção e a vida são mais importantes que o discurso, os gestos das mãos mais importantes que as ideias. Não vejo a grandeza no falar ou no pensar, apenas no agir, no viver».

publicado por Theosfera às 10:44

Para o cidadão comum, não houve o menor sinal de que estava doente.

 

Maria José Nogueira Pinto surpreendeu muita gente com a sua morte.

 

Manteve-se em pleno até ao fim.

publicado por Theosfera às 10:23

Na Europa, discute-se a dívida.

 

Na África, sofre-se a fome.

 

Além da guerra, a seca está a atirar milhões de seres humanos para a morte.

 

Por cá e apesar de todas as crises, ainda há dinheiro para lotar residenciais caríssimas e para assistir a concertos dispendiosos.

 

Nem a realidade nos faz acordar?

 

Mas também é verdade que estamos no ápice de um dilema: se consumimos, aumenta a dívida; se não consumimos, fenece a economia.

 

Subjugados pela dívida, subsiste a dúvida.

publicado por Theosfera às 10:18

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