O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Terça-feira, 05 de Julho de 2011

A linguagem dos mercados assemelha-se a uma cabalística, praticamente inacessível ao cidadão comum.

 

Agora, que as medidas de austeridade começaram a ser aplicadas, era de prever que o seu efeito se viesse a sentir.

 

Acontece que para uma agência de rating Portugal não vai conseguir cumprir. Baixou o nível de Portugal em quatro graus e atirou-nos para uma categoria que recebe o (estranho) nome de lixo.

 

O Governo já respondeu, alegando que a sobredita agência não teve em conta o consenso político alcançado em Portugal nem o anúncio das medidas.

 

A imprensa internacional dá como adquirida a necessidade de um novo resgaste. Mais sacrifícios em vista?

publicado por Theosfera às 21:56

O ar parece amargurado, embora o tom se mantenha sereno.

 

Mikhail Gorbachev, numa entrevista que tem passado na RTP, confessa-se realizado, mas deixa no ar alguma tristeza.

 

Chegou ao topo com um propósito de mudança, mas quando em jogo estava sobretudo o poder.

 

Não fugiu à lei da história. Uma ditadura, quando se reforma, deforma-se. Deixa de ser o que é. Implode. Ou fazem-na explodir.

 

Gorbachev foi alguém conduzido pelos acontecimentos que, como ninguém, ajudou a desencadear.

 

É irónico que tenha sido um hiperconservador (como Andrei Gromyko) a incentivar a ascensão de Gorbachev.

 

Recordo a esperança que atravessou o mundo com a aurora daqueles tempos. Mas nem o mais optimista achava que 1989 seria o ano de todas as quedas. Como veio a dizer Edgar Morin, foi a omnifragilidade da omnipotência.

 

A hora da história pode mais que a força das armas. Em 1968, o socialismo de rosto humano, de Dubchek, foi esmagado. Vinte anos depois, a semente deu os seus frutos.

 

Gorbachev dava sinais de ser demasiado heterodoxo para assegurar a ortodoxia do regime que liderava.

 

Não espanta que (é a parte mais comovente da entrevista) que tenha assumido que a maior felicidade foi quando conheceu a sua esposa, Raissa. Trata-se de algo impensável para um sistema daqueles.

 

O amor entre os dois extravasou para a história.

 

No final, o amor vence sempre. Pena que seja apenas no final.

 

Só que em cada fim emerge sempre um novo começo.

publicado por Theosfera às 11:51

Fernando Nobre poderá ter cometido vários deslizes nesta sua (pelos vistos, curta) incursão pela política.

 

Mas era escusada toda esta facúndia objurgatória que atravessa a imprensa e a blogosfera e que mais se assemelha a um julgamento sumário. Sem clemência nem remissão.

 

Num tempo em que a coerência é um valor cada vez mais líquido (no sentido de menos sólido), quem tem autoridade para denunciar as incoerências verbais de Nobre?

 

Quem não hesitou na vida? Só que, com a pressão mediática em cima das pessoas, as hesitações ocorrem cada vez mais na praça pública, à vista de toda a gente.

 

Apavora-me esta intolerância perante aqueles que (supostamente) estão em baixo.

 

Só deixo uma pergunta: quantas pessoas haverá, no nosso país, com uma folha tão extensa ao serviço dos mais desfavorecidos?

 

Nobre regressa ao seu ethos. No fundo, os sofredores são os que têm o coração mais magnânimo.

 

Parte desencantado. E, apesar dos percalços, continuo persuadido de que era muito o que Nobre tinha para dar na política.

 

Mas há quem mine todos os caminhos aos que vêm de fora.

 

Uma alma nobre fica bem em qualquer lado. No trabalho solidário, obterá o reconhecimento merecido.

publicado por Theosfera às 11:29

Nem todo o dinheiro do mundo vale a vida de uma só pessoa.

 

Mas esta é uma convicção cada vez mais fluida.

 

Há dias degolaram uma senhora, para lhe extorquirem...cinco euros!

publicado por Theosfera às 11:10

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