O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Segunda-feira, 04 de Julho de 2011

«Não obedecer a ordens vindas do exterior, mas apenas à voz interior do coração é a única coisa necessária».

 

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«Que a tua amizade seja o meu pagamento».

 

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«Escrever é bom, pensar é melhor. Inteligência é bom, paciência é melhor».

Assim escreveu (notável e magnificamente) Herman Hesse.

publicado por Theosfera às 23:26

Maria Filomena Mónica escreveu uma ensaio brilhante sobre a morte.

 

A Fundação Francisco Manuel dos Santos assegurou a publicação.

 

Reporta experiências e levanta questões.

 

Aliás, a morte é, em si mesma, o maior questionamento de tudo.

 

De caminho, a autora filia o seu ateísmo (que talvez seja mais agnosticismo) na necessidade que tem de que ninguém pense pela sua cabeça.

 

Às vezes, assume uma certa frieza.

 

A morte é universal, mas a reacção perante ela é plural.

 

Este livro devia ser meditado por toda a gente.

 

Merece ser lido.

publicado por Theosfera às 23:14

A crise não começou com a escassez do dinheiro, embora da crise só nos tenhamos apercebido quando o dinheiro começou a faltar.

 

A crise já começara antes, mas quase ninguém quis prestar atenção a quem a tinha diagnosticado.

 

Thomas Moore, por exemplo, alertara, na década de 90, para «a perda da alma» como sendo a maior doença do nosso tempo.

 

É que, com a perda da alma, ficámos sem alternativa quando o dinheiro começou a faltar.

 

O vazio da alma torna ainda mais dolorosa a escassez de dinheiro.

 

Fomos alicerçando um estilo de vida para épocas de prosperidade.

 

Consciente ou inconscientemente, não nos imaginamos num padrão diferente.

 

E é por isso que, para espanto de muitos analistas, as instâncias de veraneio mais caras continuam lotadas, apesar do anúncio de medidas muito duras.

 

No fundo, o drama não é só que falte o dinheiro para o essencial. É que ele também não chegue para o acessório que se foi incorporando no nosso ser.

 

Uma coisa que surpreenderá é que o nosso perfil nas férias não difere muito do nosso perfil no resto do ano. As filas apenas mudam de direcção. As pessoas continuam a aglomerar-se nas praias, nos locais de diversão.

 

E o mais curioso é que muitos se mostram tão exaustos no fim das férias como no início das férias.

 

Nem nas férias se pára. Tudo decorre a enorme velocidade. É tudo rápido e muito ruidoso.

 

No trabalho ou no lazer, há uma enorme dificuldade em entrar na profundidade da pessoa.

 

Ora, a alma é essa profundidade de que nos fomos desabituando.

 

Se o padrão da nossa realização fosse outro, não estaríamos, a esta hora, tão deprimidos. Até porque daríamos conta de que, enquanto muitos estão ansiosos por não poderem manter o supérfluo, outros há que não vão assegurar o essencial.

 

A perda da alma levou-nos a apostar em força na fruição, na cultura do divertimento, descuidando o preceito da solidariedade e da partilha.

 

A presente crise está a destapar o engodo existencial em que nos deixámos enredar. Vemo-nos vazios, deslaçados.

 

Apostamos (quase) tudo no dinheiro. Ingrato, o dinheiro está a evaporar-se.

 

Eis uma realidade. Eis também uma possibilidade. O regresso à alma oferecer-nos-á surpresas inesperadas. Com menos, até seremos capazes de mais e melhor. Em nós. E (sobretudo) entre nós.

publicado por Theosfera às 16:44

Ficou sempre retida na minha lembrança uma frase de Herman Hesse: «Todos os homens são crianças».

 

É na infância, com efeito, que se encontra a chave do mistério do humano.

 

A psicologia garante, pelo menos desde Piaget, que a personalidade se estrutura a partir da infância mais remota.

 

O grande problema do crescimento está, porventura, na perda do encanto e da bondade da infância.

 

Achamos que a criança só tem que aprender, quando ela tem tanto para ensinar.

 

Manuel António Pina alerta que só descobrimos o valor da infância quando a perdemos.

 

Não espanta, pois, que, convidado a participar numa homenagem ao Papa, o poeta Tolentino de Mendonça tenha escolhido esta temática. O resultado é brilhante, a lição é sublime e imperecível.

 

E, por fim, Deus regressa
carregado de intimidade e de imprevisto
já olhado de cima pelos séculos
humilde medida de um oral silêncio
que pensámos destinado a perder

Eis que Deus sobe a escada íngreme
mil vezes por nós repetida
e se detém à espera sem nenhuma impaciência
com a brandura de um cordeiro doente

Qual de nós dois é a sombra do outro?
Mesmo se piedade alguma conservar os mapas
desceremos quase a seguir
desmedidos e vazios
como o tronco de uma árvore

O mistério está todo na infância:
é preciso que o homem siga
o que há de mais luminoso
à maneira da criança futura

  

publicado por Theosfera às 11:44

Há 8 238 idosos abandonados nos hospitais.

Precariedade económica, isolamento, incapacidade psicológica e indisponibilidade da família levam mais pessoas a procurar apoio nos hospitais.

 

Eis o que vem nos jornais. Eis o que está a acontecer no nosso país.

 

Andamos abatidos porque o dinheiro escasseia. Devíamos estar preocupados porque a alma se esvazia.

publicado por Theosfera às 10:15

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