O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quarta-feira, 29 de Junho de 2011

Quando Rabindranath Tagore quis elogiar Gandhi, não lhe destacou a inteligência, que aliás era muita.  Preferiu, antes, realçar-lhe a alma. Que era imensa.

 

A expressão, aliás, viria a colar-se-lhe ao nome.

 

Mahatma quer dizer alma grande.

 

A alma de Gandhi primava pela transparência. Fazia pairar uma enorme luminosidade. Deixava adivinhar uma arrebatadora grandeza.

 

Uma alma grande jamais recorre à força. Porque força já possui.

 

Uma alma grande transborda de paz e tresanda a serenidade. Mesmo no meio da intempérie.

 

É fundamental que cada um redescubra a sua alma.

 

Não ficará desalentado com as surpresas.

publicado por Theosfera às 16:37

Os gregos estão a ver-se cada vez menos europeus.

 

A Europa está a ver-se cada vez mais grega.

publicado por Theosfera às 16:35

«Todos deveríamos saber que não há outra forma de viver que não seja cultivando a alma».

Assim escreveu (sublime e magnificamente) Apuleio.

publicado por Theosfera às 13:49

Em tempos marcados pela falta de dinheiro, é natural que a gestão seja a prioridade.

 

Ela pode, sem dúvida, ajudar a resolver um problema. Mas será que tem capacidade para preencher uma lacuna?

 

Uma gestão cuidada pretende, no fundo, fazer com que levemos, mais ou menos, a vida que nos habituámos a levar.

 

Não será, entretanto, possível ponderar um estilo de vida diferente?

 

A gestão serve para a conjuntura, mas é insuficiente para nos conduzir à profundidade.

 

Alguns, como Alain Touraine, fazem apelo ao poder das ideias, invocado, já há décadas, por Isaiah Berlin.

 

As próprias ideias, hoje, parecem manietadas. Há uma lacuna que, talvez sem darmos por isso, se foi cavando em nós: o esquecimento da alma.

 

Thomas Moore, célebre psicoterapeuta, apontou esta como sendo a maior doença do século XX. E o início do século XXI ainda não está a constituir a necessária terapia.

 

Aliás, até na Igreja este esquecimento parece ter entrado. Basta olhar para um pequeno (mas significativo) exemplo.

 

Quando o sacerdote, antes da comunhão, apresenta o Corpo de Cristo, dizendo Eis o Cordeiro de Deus, a resposta clássica, em Latim, era muito clara: «Domine, non sum dignus, ut intres sub tectum meum: sed tantum dic verbo, et sanabitur anima mea».

 

«E a minha alma será salva». Entretanto, as traduções passaram a referir e eu serei salvo.

 

É claro que a alma está na profundidade do eu. Mas, como sabiamente adverte Thomas Moore, a alma é mais que o eu. «Ela é a infinita profundidade de um indivíduo e de uma sociedade, abrangendo os inúmeros aspectos que se combinam para formar a nossa identidade. A alma existe para lá das circunstâncias e concepções pessoais».

 

Por aqui se vê como o individualismo tem que ver, em grande medida, com o esbatimento da alma.

 

A alma é a abertura aos outros, ao universo, ao transcendente. Daí que se fale também em anima mundi (alma do mundo).

 

Redescobrir a alma não é, pois, retroceder no tempo. É crescer na vida. Sobretudo em qualidade de vida.

publicado por Theosfera às 11:51

Hoje, 29 de Junho, é dia de S. Pedro. Mas também é dia de S. Paulo.

 

Percebe-se que S. Pedro seja, digamos, mais popular. O Papa é o sucessor de Pedro, bispo da cidade onde Pedro morreu.

 

Mas S. Paulo não é menos importante. E o próprio Pedro apelava para a autoridade de Paulo sobretudo como sistematizador da mensagem de Jesus Cristo.

 

As cartas que escreveu constituem a alavanca primigénia do património doutrinal do Cristianismo.

 

Pedro foi sempre reconhecido como o primeiro dos apóstolos. Mas esta primazia foi sempre exercida como uma emanação do amor.

 

Após a ressurreição, Jesus como que testa o amor do seu discípulo.

 

Isto serve para dizer que a fé é inseparável do amor. E da esperança, aliás.

 

A Igreja sempre se sentiu a respirar por estes dois pulmões.

 

É fundamental reaprender incessantemente a lição que as suas vidas doadas nos oferecem.

publicado por Theosfera às 11:11

«É necessário que os princípios de uma política sejam justos e verdadeiros».

Assim escreveu (lúcida e magnificamente) Demóstenes.

publicado por Theosfera às 09:56

É sempre cedo quando decidimos a vida.

 

É sempre tarde quando começamos a entender a vida.

publicado por Theosfera às 09:55

A vida é um suspiro muito breve.

 

O tempo é um sopro muito rápido.

 

A morte espreita.

 

Um dia, leva-nos com ela.

 

E é sempre cedo quando vem.

publicado por Theosfera às 06:18

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