O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Domingo, 26 de Junho de 2011

O Álvaro deixou um aviso, fez um reparo e formulou um pedido.

 

O aviso vem de trás e nem sequer traz nada de novo. Dizer que vêm aí tempos difíceis parece uma redundância. Difíceis são os tempos desde há muito.

 

Depois, o Álvaro chamou a atenção para uma falha. Havia produtos nacionais em exposição, mas seria bom que houvesse uma bandeira portuguesa para os sinalizar.

 

Finalmente, o Álvaro pediu que não o tratassem por ministro. E deu o exemplo dele mesmo. Quando chegou a Inglaterra, era tratado pelo nome próprio, por Álvaro.

 

Curioso paradoxo este: depois de apelar para os produtos nacionais, apela para uma prática habitual no estrangeiro.

 

Será uma espécie de snobismo ao contrário?

 

O Governo está a dar bastos sinais quanto ao estilo. É composto por pessoas desinibidas, com um porte informal, quase iconoclasta. Basta reparar no ministro que chegou de mota (ele que também Mota se chama) à tomada de posse.

 

São práticas enxutas, saudavelmente refrescantes. Mas não é por aí que o país avança.

 

Às vezes, o saldo destes excessos de informalidade nem costuma ser muito positivo. Alguma transcendência nos contactos não fica mal e nem sequer prejudica a estima e a proximidade.

 

Termos um Álvaro que é ministro ou um ministro que é Álvaro não é muito relevante.

 

Importantes não são os gostos pessoais do Álvaro. Importantes são os seus actos como ministro.

publicado por Theosfera às 23:38

A alma dadivosa e o talante solidário das gentes de Lamego foram, uma vez mais, sinalizados na manhã deste dia.

 

O sangue escorreu com abundância nas dependências de uma escola desta urbe, vetusta na sua idade mas sempre jovem na sua disponibilidade.

 

A dádiva de sangue mobilizou largas centenas de pessoas. Que, pelo esgar feliz do rosto, se sentiam compensadas. O bem compensa sempre. No próprio momento em que se pratica.

publicado por Theosfera às 19:58

Se pensássemos no caminho que as ideias trilharam até serem ortodoxas, estou certo de que ninguém atentava contra a heterodoxia.

 

Tudo o que, um dia, é tido por ortodoxo começou por ser visto como heterodoxo.

 

Norberto Bobbio foi certeiro quando assinalou que as ideias nascem pelos extremos antes de se imporem ao centro.

 

Que diríamos de alguém que nos convidasse a comer a sua carne e a beber o seu sangue?

 

Que aceitação nos mereceria alguém que nos instigasse a pegar na cruz todos os dias?

 

Jesus não Se furtou às polémicas nem almejou consensos.

 

Toda a Sua mensagem é uma desconstrução de lugares-comuns, de palavras e de pensamentos que eram admitidos pela maioria. Nem sequer o bom senso foi a matriz da Sua intervenção.

 

Jesus é mesmo a irrupção do novo e a renovação do antigo.

 

Há, na Sua pessoa, um inconformismo que desinstala e uma irreverência que interpela.

 

Ele não vem destruir o já feito, mas também não vem continuar o já dito.

 

Hoje, o que Ele diz é norma para milhões de pessoas. Mas poucos pensam no sobressalto tsunâmico que Ele desencadeou.

 

Jesus não é, decididamente, uma anestesia para os nossos preconceitos. Ele é, será sempre, um poderoso despertador das nossas consciências.

publicado por Theosfera às 00:01

Causa dó acompanhar o caudal informativo que nos é servido, já não dia a dia, mas minuto a minuto.

 

A quantidade é inversamente proporcional à qualidade.

 

O paradigma de pertinência já não é a relevância intrínseca ou a interferência na nossa vida.

 

Para algo ser notícia, basta que seja fútil. Dir-se-ia até que quanto mais fútil, mais relevante.

 

Ele são os passos dados pelas celebridades. Quantas vezes se casam e divorciam. Os pratos de que gostam mais. Os sítios onde passam férias.

 

Não estamos apenas perante a liberdade de cada um e o direito de informar. Estamos também perante factores de decadência onde o belo e o bom cedem perante o bizarro e o excêntrico.

 

A música destaca-se pelo ritmo e pela estridência. Perdeu-se a mensagem e evaporou-se a melodia.

 

A literatura esqueceu-se das referências e queda-se pelas histórias das celebridades.

 

A moda é o esplendor do mau gosto.

 

As televisões parecem competir no vazio exibicionista.

 

Daí que quase ninguém se espante quando surgem notícias como estas: o concurso para o cão mais feio ou o gato que ladra.

 

Mas o pior é que o fútil também consegue ser trágico. Um indivíduo matou outro porque este falhou o...bruxedo!

publicado por Theosfera às 00:00

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