O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quinta-feira, 09 de Junho de 2011

Para seres grande, não precisas de ter tamanho.

 

Só precisas de ter alma.

 

A grandeza não está na altura. Está na profundidade.

publicado por Theosfera às 11:04

Desengane-se quem pensar que o poder é uma pura questão de estratégia ou de ideologia. O exercício do poder tem muito que ver com a saúde.

 

É o que David Owen nos mostra na volumosa obra que acaba de sair em Portugal: Na doença e no poder.

 

O experiente político inglês convoca uma série de casos em que demonstra que muitas decisões importantes para a história do mundo foram condicionadas pelo estado de saúde dos que as tomaram.

 

É por isso que os políticos devem publicitar não apenas as suas ideias, mas também o seu boletim clínico.

 

Mas se há doenças que os políticos trazem, há doenças que o próprio poder provoca.

 

David Owen detém-se bastante na síndrome de hubris, palara grega que tem que ver com arrogância, desprezo, superioridade, excesso de confiança. Traduz-se numa perda do sentido da realidade que o exercício do poder acaba, inevitavelmente, por trazer.

 

É de origem britânica o célebre adágio segundo o qual «todo o poder corrompe e o poder absoluto tende a corromper absolutamente».

 

Nada como estar de passagem e nunca deixar de olhar para baixo.

 

A política não pode ser uma profissão. Tem de ser um serviço transitório.

 

O poder tem de estar submetido à realidade. Não pode ser a realidade a estar submetida ao poder.

publicado por Theosfera às 10:55

«A tentativa de combinar sabedoria e poder só raramente foi bem sucedida e por pouco tempo».

Assim escreveu (atenta e magnificamente) Albert Einstein.

publicado por Theosfera às 10:44

Entende-se que os políticos se preocupem com o poder. Mas era bom que se concentrassem, um pouco mais, na mensagem, nos ideais, no exemplo, na conduta.

 

Não faltam políticos com desenvoltura no discurso e agilidade na estratégia. Sobressai, contudo, um défice de espessura. É tudo muito vaporoso, telegénico, fabricado. Em suma, aposta-se mais na pose que no porte.

 

O mundo é feito de mudança e as transições epocais invadem todos os sectores. Os políticos que triunfam hoje não triunfariam noutras alturas e vice-versa.

 

Os militantes parecem querer quem tenha muito tempo à sua frente. Não faria mal, porém, que se voltassem para pessoas que têm muito tempo atrás de si.

 

É o tempo que se vive a melhor iluminação para o tempo que há para viver.

 

Pessoalmente, pressinto que figuras como Jaime Gama e Luís Amado ainda teriam muito para dar.

 

O perfil humanista, a substância cultural, o tom moderado e o domínio das situações são ingredientes preciosos para os tempos que correm e para os tempos que estão para vir.

 

Há, porém, quem prefira mais frenesim, mais movimento, mais vibração.

 

As decisões dos outros são, obviamente, para respeitar. Mas as nossas convicções não devem ser para calar.

 

O que, hoje, está na penumbra verá, alguma vez, a luz do sol?

 

Assim espero.

 

Importante é que não se olhe apenas para onde os ventos correm.

 

O caminho não se faz apenas por onde a corrente nos leva, mas também para a voz interior nos conduz.

publicado por Theosfera às 10:44

O conceito de inteligência tem que ver, antes de mais, com leitura. Inteligente é o que sabe ler, é o que lê dentro, é o que desce à profundidade.

 

A leitura não se reduz ao livro. Há um movimento que vem da vida para o livro e que vai do livro para a vida.

 

Promover a leitura não é, pois, estacionar no texto. É também integrar-se no contexto que o motiva e que o recria constantemente.

 

O livro mais conseguido não é o de papel. As palavras, dizendo muito, nunca revelam tudo.

 

É por isso que o autor inicia o livro. Cada leitor fica com a missão de o continuar.

 

Vale sempre a pena revisitar um livro. Ele pode ser o mesmo, mas é sempre possível encontrar nele algo de novo.

 

Há livros que dão vida. Há vidas que dão livros.

 

Para escrever é necessário possuir talento. Mas é mais importante ter alma.

 

É por isso que muitos dos melhores livros nem sequer foram escritos em papel. Mas foram inscritos na vida. 

 

A grande lição dos livros é que, geralmente, as histórias acabam bem. Ora, isto é um convite.

 

Se nos livros tudo acaba bem, será impossível que na vida tudo termine bem?

 

Afinal, quem escreve livros são pessoas. Se as pessoas conseguem encaminhar tudo para o bem nos livros, não deixarão de fazer o mesmo na vida.

 

Esta noite, houve uma sessão de leitura no Colégio da Imaculada Conceição.

 

Dos grandes leituras d'ouro para os pequenos é o título da obra.  

 

Os textos foram escritos pelos mais crescidos e foram declamados pelos que estão a crescer.

 

Sentia-se uma osmose entre o livro e a vida, entre o sonho e a realidade, entre a tarde e a manhã, entre o presente e o futuro.

 

Os que leram já vão escrevendo. A sua alma é um livro aberto. Com palavras soltas. Que brotam de um coração puro. E de um olhar límpido e transparente.

 

Parabéns pela iniciativa.

 

Afinal, a humanidade é, toda ela, um enorme livro. Sem ponto final.

publicado por Theosfera às 09:56

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