O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Sábado, 04 de Junho de 2011

Às vezes, acontece que andamos por longe à procura do que está perto. Andamos lá fora em busca do que está dentro.

 

Às vezes, estamos tão habituados a algo ou a alguém que já nem damos pela sua presença. Sobretudo quando se trata de uma presença discreta, com modos suaves, quase imperceptíveis.

 

Há muitas perguntas a que eu não sei responder. Mas se me perguntarem onde está Deus?, eu respondo, sem hesitação, que Deus está em ti.

 

Deus não está só no templo. Deus está também no tempo.

 

Deus não está só na igreja. Deus está também nos acontecimentos.

 

Deus não está só no papa, nos bispos e nos padres. Deus está, desde logo, em cada ser humano.

 

Vem na Bíblia: a grande imagem de Deus é o Homem.

 

Por isso, Jesus é claro: «Tudo o que fizerdes ao mais pequenino dos Meus irmãos, a Mim o fareis»(Mt 25, 40).

 

Eu vejo Deus em ti. Vejo Deus na tua vida. Vejo Deus no teu coração.

 

É importante rezar, vir à Igreja. Mas não é menos necessário praticar o bem, ajudar os outros.

 

Como avisa Kahil Gibran, «a vida de todos os dias é o teu templo e a tua religião».

publicado por Theosfera às 22:18

Disse o poeta inglês John Donne que «nenhum homem é uma ilha, isolado em si mesmo; todo o homem é um pedaço do continente, uma parte da terra firme».

 

De facto, não há ninguém sem alguém. É por isso que viver é conviver e existir é coexistir.

 

O que somos não está apenas em nós. Está também — e bastante — nos outros, naqueles que nos ajudam a ser e naqueles a quem ajudamos a ser.

 

Todo o êxito resulta, pois, do esforço de cada um e da ajuda de outros, de muitos outros.

 

É neste sentido que o mais importante não é o sucesso que se alcança; é o sucesso que se ajuda a alcançar.

 

O importante não é o que cada um acumula para si, mas o que cada um consegue dar de si. O objectivo não é ser o melhor. É dar o melhor.

publicado por Theosfera às 17:49

 A vida pode ser descrita assim: uma sucessão de começos e uma sequência vertiginosa de fins.

 

Em cada começo, apontamos para o fim. Em cada fim, apontamos para um novo começo.

 

Cada começo é uma sementeira. Cada fim é uma colheita.

 

É no início que o fim começa. E é só no fim que o início termina.

 

É por isso que o começo é fundamental. Mas o fim é que é decisivo.

 

O fim não fecha as portas que o começo abre.

 

O fim rasga novos caminhos, conduz a novos horizontes.

 

Em cada fim, nasce um novo começo.

 

O fim não é o sonho desfeito, mas o sonho realizado. Não é a acção interrompida, é o projecto concretizado.

publicado por Theosfera às 17:48

O teu olhar é a janela da tua alma.

 

É por ele que tu entras no mundo. É por ele que o mundo entra em ti.

 

Mas o teu olhar não está apenas nos teus olhos.

 

O teu olhar está alojado no teu coração.

 

Os teus olhos enxergam o visível. Mas só o teu coração é capaz de captar o invisível. 

publicado por Theosfera às 16:06

«Não há fuga possível ao dilema do ser humano. Quem quiser escapar à incerteza da fé terá de experienciar a incerteza da descrença, que, por sua vez, nunca pode dizer com certeza definitiva se não é a fé que é a verdade. Ninguém pode tornar Deus e o seu Reino evidentes aos outros nem a si mesmo. Tanto o crente como o não crente, se não se ocultarem a si próprios e à verdade do seu ser, participam, cada um à sua maneira, na dúvida e na fé. Nenhum deles pode escapar completamente à dúvida, nenhum pode escapar completamente à fé; para um a fé torna-se presente contra a dúvida, para o outro mediante a dúvida e sob a forma da dúvida. É a figura fundamental do destino humano: só poder encontrar a definitividade da sua existência nesta rivalidade sem fim de dúvida e fé, perplexidade e certeza. Talvez assim precisamente, a dúvida, que impede um e outro de se fecharem em si mesmos, possa tornar-se o lugar da comunicação. Ela impede-os de se encerrarem totalmente em si próprios, abre o crente ao que duvida e o que duvida ao que tem fé; para um é a sua participação no destino do descrente, para o outro a forma como a fé, apesar de tudo, permanece um desafio».

Assim escreveu (notável e magnificamente) Joseph Ratzinger, via Anselmo Borges

publicado por Theosfera às 06:26

É preciso ser muito grande para aceitar ser autenticamente pequeno.

 

Não é fácil ser simples. É necessário muito autodomínio, muito desprendimento, muita humildade.

 

Ser humilde está ao alcance de todos. Mas não está patente em muitos.

publicado por Theosfera às 01:14

Há vinte e dois anos, um grande clamor foi esmagado. Mas o eco do grito conseguiu chegar até hoje.

 

O que aconteceu na Praça Tianammen é daqueles acontecimentos que não prescrevem.

 

É preciso que alguém morra para que a liberdade viva.

 

O povo chinês, para já, ainda só pode sonhar.

 

Mas o importante é que não desista do sonho.

publicado por Theosfera às 01:12

Eis-nos que já estamos numa espécie de sábado santo da nossa democracia.

 

Neste dia, há um grande silêncio e alguma solidão.

 

Amanhã é o momento de decidir. Hoje é a altura de reflectir.

 

Não há campanha. Mas sentem-se os ecos. Pressente-se o rasto.

 

E há distensão. O sol visita-nos. E a selecção vai jogar.

publicado por Theosfera às 01:09

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