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Terça-feira, 31 de Maio de 2011

Globalização

 

Processo, que alguns dizem remontar ao período dos descobrimentos portugueses, e que consiste na percepção de que pertencemos todos ao mesmo mundo.

Independentemente da terra ou da pátria, o que se passa em qualquer parte do mundo afecta toda a gente.

No plano económico, a interdependência é um facto e, no plano político, é também uma evidência.

Os povos organizam-se cada vez mais em sentido global: UE, ONU, NATO, etc.

Como disse Marshall McLhuan, o mundo transformou-se numa aldeia global.

Todos estamos mais próximos de todos. O que se passa num país afecta a humanidade inteira.

 

Abertura de mercados

É uma das consequências mais palpáveis da globalização. Os mercados deixaram de ser geridos, exclusivamente, por cada país.

São os mercados internacionais que determinam as políticas de cada país.

Nos mercados já não há fronteiras políticas. Há, sim, fronteiras sociais com a distância entre classes a acentuar-se: os ricos cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres.

 

Competitividade

A competitividade é uma decorrência do mercado global. Sobrevive quem está mais preparado, quem dispõe de mais recursos.

Como o mercado é dominado pela lógica neoliberal, a prioridade não são as pessoas, mas o lucro.

Há uma espécie de neodarwinismo, em que são os mais fortes economicamente que ditam regras.

A competitividade levada ao extremo é um problema de aguda seriedade.

 

Cooperação

Com a globalização, as pessoas e os povos podem circular mais e cooperar melhor. Não só dentro de cada país, mas em espaços mais alargados.

Há vários fenómenos deste género, como a União Europeia e organizações globais como a Cruz Vermelha, etc.

 

União Europeia

É um grupo actualmente de 27 estados que começou por ser a Comunidade Europeia do Carvão e do Aço e passou a ser Comunidade Económica Europeia e, mais tarde, União Europeia (UE).

Trata-se de um projecto entre povos e culturas, onde a cooperação é visada.

Há instrumentos de cooperação económica (como a moeda única) e cooperação política (Parlamento Europeu, Comissão Europeia, etc).

As fronteiras foram anuladas entre os países membros e vai-se caminhando no sentido de um federalismo, embora este sentimento provoque ainda algumas resistências.

 

Crise económica

A crise económica é um fenómeno cíclico que habitualmente sucede a períodos de crescimento.

Esta crise terá começado a sentir-se mais a partir de 2008 e afecta praticamente todo o mundo.

Ela reflecte-se no aumento do desemprego, na falência de empresas, na inflação e numa penúria social sem precedentes.

A subida do preço do petróleo é um factor determinante desta crise.

 

Cidadania

Trata-se de um conceito que apela para o envolvimento e a responsabilidade de cada um na vida colectiva.

É o conjunto de direitos e deveres de todos. Tem que ver com a cortesia, as formas de intervenção e as práticas no dia-a-dia de uma comunidade.

 

Direitos e deveres

Hoje em dia, há uma consciência acrescida acerca dos direitos e deveres de cada um.

A declaração universal dos direitos do homem foi proclamada após a segunda guerra mundial e constitui um marco nesta consciência.

Mas para haver a salvaguarda dos direitos, impõe-se um reforço no cumprimento dos deveres.

 

Responsabilidade social

Cresce, cada vez mais, a consciência de que a nossa acção não se restringe ao plano pessoal e familiar. Todos somos responsáveis pelo que se passa no mundo. A responsabilidade social leva-nos a envolver-nos com tudo o que se passa à nossa volta, perto ou longe.

 

Fosso social

Este conceito remete-nos para a distância crescente entre classes. A classe média tem perdido poder de compra e, consequentemente, qualidade de vida. Um dos sintomas da falta de justiça num povo é o desnível entre classes: os ricos cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres.

 

Desemprego

Eis um dos maiores sinais deste tempo. Há pessoas altamente qualificadas (com licenciatura, mestrado e até doutoramento) que não obtêm emprego. Isto mostra também que não há uma continuidade entre a formação e o mercado de trabalho.

 

Atitudes

As atitudes são diferentes dos meros actos. Têm que ver com a intensidade que se coloca neles.

As atitudes são muito importantes no relacionamento humano. São elas que revelam a qualidade e o carácter de uma pessoa.

 

Valores

Os valores são a matriz de uma conduta. As mudanças em curso também afectam o universo dos valores.

Os valores culturais, ideológicos, éticos, sociais, morais e religiosos continuam a ser marcantes.

Sem valores, uma sociedade degrada-se ao nível do mero pragmatismo.

 

Consciência social

A consciência é um conceito intrinsecamente aberto ao social. Significa conhecer com. Remete para o ambiente em que se nasce, cresce e vive.

Hoje em dia, a consciência social tem vindo a crescer apesar do individualismo.

Todos nos sentimos responsáveis pela sorte do nosso semelhante. Daí o impacto de campanhas de solidariedade e das iniciativas do voluntariado.

 

Empreendedorismo

Eis outra noção com impacto crescente. Numa época em que o Estado não consegue atender a tudo, a capacidade empreendedora das pessoas é mais vincada. Em alturas de crise, são aqueles que empreendem na criação de postos de trabalho os que estão mais perto de triunfar. A iniciativa individual é sempre o motor de uma sociedade.

 

Formação ao longo da vida

A formação é cada vez mais vista como um processo contínuo. Não termina com os graus académicos. O conhecimento não estaciona em nenhum momento. É preciso apurar os conhecimentos e as competências ao longo da existência. Uma sadia inquietação é sempre importante. Isto corrobora a máxima de um dos maiores sábios de sempre (Sócrates): «Quanto mais sei, mais sei que nada sei». 

publicado por Theosfera às 21:53

Quando há um crime, imediatamente lamentamos a ocorrência e depressa fazemos um juízo e apontamos um culpado.

 

Sucede que, nestas alturas, esquecemo-nos de uma coisa.

 

A culpa não pode ser ignorada, mas a responsabilidade também não pode ser negligenciada.

 

E, regra geral, a responsabilidade é mais extensa que a culpa, abrange um número maior de pessoas e circunstâncias.

 

Fiódor Dostoiévsky, que perscrutou como poucos a profundidade da alma humana, previne: «Lembra-te de que não podes ser juiz de ninguém». É que, «se eu próprio fosse justo, talvez não houvesse um criminoso diante de mim».

 

Tal como o crime se repercute em mais crime, também a justiça se reproduz em mais justiça: «O justo morre, mas a luz dele sobrevive. Alguém se salva sempre depois da morte do salvador».

 

Enquanto persistir um criminoso, há motivos para temer o prosseguimento do mal. Mas enquanto sobreviver o último justo, não desaparecerá a esperança de que o bem, afinal, pode vencer.

 

Antes de julgar, julguemo-nos. Cabe-nos uma significativa quota parte de responsabilidade quer no mal que se difunde, quer no bem que se semeia.

publicado por Theosfera às 14:14

«Lembre-se sempre do poder das palavras. Quem escreve constrói um castelo, e quem lê passa a habitá-lo».

Assim escreveu (notável e magnificamente) Alguém.

publicado por Theosfera às 11:25

Causou furor, há anos, um cartaz de um candidato no Brasil (país muito imaginativo) que dizia, mais ou menos, isto: «Você não precisa de pensar. Eu penso por você».

 

Ora, isto é tudo o que não pode acontecer jamais.

 

Não deixemos que ninguém pense (ou decida) por nós.

publicado por Theosfera às 11:18

A prioridade é o país, mas o prioritário parecem ser os partidos.

 

Folheando os jornais, passando pela net, ligando a rádio ou a televisão, é a impressão que fica.

 

É claro que os partidos estão presentes no país. Mas o país devia estar mais presente nos partidos.

 

Enquanto a propaganda é feita, há trabalhos que, pelos vistos, estão a ser adiados.

 

Como iremos acordar no dia 6?

publicado por Theosfera às 11:13

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