O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Sábado, 14 de Maio de 2011

Jesus aparece-nos como a porta que abre.

 

Ele chega ao coração para congregar os que se sentem distantes.

 

Não há anátemas nem extorsões.

 

A afabilidade de Jesus é de uma vastidão total.

 

Ninguém fica fora do convite.

 

Todos são convidados a entrar.

publicado por Theosfera às 16:35

Realidade.

 

Talvez porque sofre muito com ela, o ser humano não gosta que lhe falem dela.

 

T.S. Elliot percebeu isso há décadas: «Vai, vai, vai, disse a árvore: o género humano não pode suportar muita realidade».

 

Uma vez que, na hora presente, a realidade é bastante dura, não falta quem prefira um discurso que passe por cima dela.

 

Há quem venere os líderes que mistificam o real.

 

É por isso que, hoje em dia, os candidatos vêm da televisão para a sociedade e não da sociedade para a televisão.

 

Alguns dos principais líderes partidários começaram por ser figuras mediáticas.

 

Quem passa bem na televisão está em melhores condições de chegar ao país.

 

Ninguém (ou quase ninguém) pergunta por programas. O desempenho televisivo parece bastar.

 

A realidade voltará a 6 de Junho.

publicado por Theosfera às 16:28

François Mitterand disse que, depois dos estadistas, costumam vir os contabilistas.

 

Estamos num tempo em que liderar é sobretudo gerir, manter, conservar.

 

Precisamos de criar um novo tempo em que liderar seja, acima de tudo, transformar, renovar, alargar, romper muros, semear esperança.

publicado por Theosfera às 12:55

O Concílio Vaticano II empenhou-se em ler os sinais dos tempos, expressão sábia que remete para algo essencial, determinante.

 

Perceber os sinais que cada tempo emite é, por isso, um sinal de sensatez e de fidelidade.

 

O tempo não é o espaço da dissolução, mas é o terreno da mudança.

 

Por muito que queiramos, não temos vinte anos quando completamos cinquenta.

 

Restaurar o passado quando se caminha para o futuro pode ser um sonho legítimo, mas é uma opção impossível.

 

O tempo é o caminho para o espírito. Nesse caminho, há lugar para o antigo e para o novo, para o antes e para o depois.

 

O presente, como dizia Zubiri, é transcorrência, uma espécie de transporte do ontem para o amanhã.

 

Cada época nunca pode ser a mera continuidade da época anetrior. Cada tempo emite os seus sinais.

 

A grande inspiração do Concílio foi não andar para trás. O passado continua a ser uma referência, mas a inspiração é a origem.

 

Refontalizar, palavra fecunda na trajectória conciliar, é voltar à fonte para melhor continuar o caminho.

 

É a partir da fonte Jesus que o Concílio propôs um encontro com o moderno. Impressiona, pois, que ele tenda a ser aplicado, por vezes, em sentido pré-moderno.

 

O Concílio foi um caminho aberto, que não pode ser interrompido. A renovação da mensagem é inseparável de uma reforma das estruturas.

 

O importante é que a Igreja se repense e se reforme incessantemente a partir de Jesus e de cada época em que se encontra.

 

O despojamento, a humanidade, a clemência, a bondade e a opção pelos pobres terão de estar na linha da frente.

 

A fidelidade não é apenas doutrinal. Tem de ser também iconográfica.

 

A simplicidade de Jesus tem de resplandecer mais na Igreja de Jesus.

 

O povo continua a ser crente, mas é também cada vez mais crítico.

 

Certos posicionamentos doutrinais partem do princípio de que os outros são adversários e que nós temos uma espécie de direito de propriedade sobre a verdade.

 

Urge repor a liberdade à cabeça de tudo. Onde há poder, fenece a liberdade e decai a afirmação da verdade. É que o medo condiciona e pode mesmo bloquear.

 

Jesus foi, além de claro, muito simples.

 

Voltar às Ben-Aventuranças e ao Mandamento Novo é uma opção que tem tudo para (re)mobilizar tantas vidas sedentas de sentido.

 

A Igreja é chamada a estar com os pobres, os que choram, os que constroem a paz, os puros de coração, os perseguidos.

 

Para quê tantas leis se uma única lei tudo resume: o Amor?

 

 

publicado por Theosfera às 12:54

Pelos vistos, não se ganham eleições a pensar. Pelos vistos, só se ganham eleições a falar.

 

Justamente na hora em que se devia pensar no país, eis que muitos aproveitam para falar de si mesmos.

 

Não admira, por isso, que o dado mais relevante de muitos estudos de opinião seja a percentagem dos que dizem não votar.

 

É certo que, como vinca Daniel Innerarity, estamos numa sociedade pós-heróica. As pessoas de excepção não querem aparecer ou não as deixam aparecer.

 

Mas não façamos deste um tempo de pós-esperança.

publicado por Theosfera às 11:48

Se dúvidas houvesse em alguns espíritos, a realidade dissipou-as.

 

A violência não é jamais a resposta à violência.

 

A morte de Ben Laden começa a ter um eco demasiado forte, estilhaçando vidas inocentes.

 

Ontem, um atento fez oitenta mortos.

 

A relativa indiferença que estas notícias provocam revela o estado de anemia em que nos encontramos.

 

Não sei o que estamos a fazer. A combater a violência é que não estamos com certeza.

 

Ela não pára de crescer.

publicado por Theosfera às 11:43

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