O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Sexta-feira, 06 de Maio de 2011

Eis um tempo, o nosso, em que o poder parece já não estar nas ideias, mas na imagem.

 

Não estará na hora de dar algum poder à esperança?

 

Se ela está ausente de nós, não nos ausentemos nós dela.

 

«Quando a situação é mais dura — notava Vergílio Ferreira —, a esperança tem de ser mais forte».

publicado por Theosfera às 11:47

O mundo novo já não é só admirável, como pensava Aldous Huxley. É também preocupante e muito perigoso.

 

Qualquer acontecimento é transformado num espectáculo.

 

Um espectáculo tem espectadores. Estes tanto podem estar no local como à frente de um televisor.

 

A comunicação social apresenta qualquer acontecimento sob a forma de espectáculo.

 

Espectáculo tanto pode ser o casamento real, como a beatificação de João Paulo II, como a morte de Osama Ben Laden.

 

Os inídicios, aliás, já vinham de algum tempo a esta parte. O desembarque das tropas americanas na Somália, nos inícios dos anos de 1990, foi preparado para a hora dos telejornais.

 

As comunicações políticas ocorrem, geralmente, às oito da noite. E, esta semana, a intervenção do primeiro-ministro foi às oito e meia por causa do jogo de futebol que passava no canal público da televisão.

 

Já não é a televisão que vai atrás da realidade. É, cada vez mais, a realidade que vai atrás da televisão.

 

As pessoas sentem o peso da realidade, mas as suas decisões são cada vez mais condicionadas pelo desempenho televisivo dos políticos.

 

É tudo muito plastificado e pobre, mas é um sinal dos tempos.

 

Quem está melhor frente às câmaras acaba por estar em melhores condições de vencer.

 

Os eleitores assemelham-se cada vez mais a espectadores. O que importa não é a obra, nem a ideia, nem o programa. É a imagem. 

publicado por Theosfera às 10:49

Pedimos-Te, ó Senhor, e Te suplicamos,
nós pobres pecadores que,
por meio do teu Espírito,
conduzas à unidade
o que está fragmentado,
que unas o que está separado,
convertendo-o numa só coisa.
Faz que busquemos a tua única e eterna verdade,
deixando de lado todas as divisões,
de tal modo que, num só pensamento
e num só sentimento,
caminhemos para Ti, Senhor Jesus Cristo.
 
(via Tribo de Jacob)
 
publicado por Theosfera às 10:48

A nossa época pode ser entendida se olharmos para quatro livros célebres. E talvez nem seja preciso passar do título, embora o respectivo conteúdo mereça a melhor atenção.

 

São eles: A era do vazio, de Gilles Lipovetsky, A era dos extremos, de Eric Hobswan, A era da mentira, de Muhamed El Baradei e A era da incerteza, de John Kenneth Galbraith.

 

Quando o vazio (de valores e de referências) se apodera de nós, o campo fica aberto aos extremismos e até a mentira pode ser um trunfo.

 

E o pior é que já quase ninguém fica corado. Nem o menor rubor se nota.

 

A verdade começa a ser um valor cada vez mais precioso até porque cada vez mais raro.

 

Sem escrutínio seguro entre a verdade e a mentira, a incerteza prospera. A incerteza é a coisa mais certa.

publicado por Theosfera às 10:08

José Augusto Mourão tinha a arte de ser discreto sem passar por ausente.

 

Fazia da subtileza um adorno da competência e uma espécie de amortecimento da profundidade.

 

É por isso que os seus textos se destacam por uma atmosfera inabitual. Transpiravam erudição e exalavam competência sem afectação.

 

O seu brilho não era ofuscante. As palavras pareciam fluir e colocar-se no sítio certo, sem grande esforço.

 

É sempre assim quando as coisas vêm do fundo, da alma.

 

Homem de enormes recursos, foi padre (dominicano), professor, poeta, ensaísta.

 

Aos 64 anos, ainda tinha muito tempo à sua frente. Mas a eternidade, pelos vistos, tinha pressa.

 

José Augusto Mourão tem um lugar na história da cultura contemporânea.

  

Não quis deixar restos (optou por ser cremado). Mas deixou rasto. Deixou marcas. Deixou-nos hoje.

 

Num tempo de clichés, a singularidade do seu olhar fica a fazer-nos muita falta.

 

Mas a sua obra é fruto que nunca deixará de ser semente.

 

publicado por Theosfera às 00:10

Deus nas fronteiras deste mundo,
Deus que cruzamos como as sombras,
dá-nos um corpo de desejo
e um ouvido de começo,
fica connosco Deus que passas
e nossas mãos te larguem,
Deus confundido com a sede,
e as palavras que dizemos,
vem alterar o nossos corpo,
vem confundir a nossa fome,
Deus da palavra,
flor do vento,
manhã que vem em Jesus Cristo.

 

Dê-te prazer o nosso canto,
Deus das manhãs azuis e rosa,
que o nosso corpo te anuncie qual fonte,
rio ou chaga aberta,
que nossas mãos persigam o teu passar escondido.

 

Deus invisível para os olhos,
palavra solta, luz que passa,
é neste tempo que dizemos o claro escuro do teu nome,
onde é secreta a tua face e o teu passar adivinhado.

publicado por Theosfera às 00:08

mais sobre mim
pesquisar
 
Maio 2011
D
S
T
Q
Q
S
S

1
2
3
4
5
6
7

8
9





Últ. comentários
Sublimes palavras Dr. João Teixeira. Maravilhosa h...
E como iremos sentir a sua falta... Alguém tão bom...
Profundo e belo!
Simplesmente sublime!
Só o bem faz bem! Concordo.
Sem o que fomos não somos nem seremos.
Nunca nos renovaremos interiormente,sem aperfeiçoa...
Sem corrigirmos o que esteve menos bem naquilo que...
Sem corrigirmos o que esteve menos bem naquilo que...
online
Number of online users in last 3 minutes
vacation rentals
citação do dia
citações variáveis
visitantes
hora
Relogio com Javascript
relógio
pela vida


petição

blogs SAPO


Universidade de Aveiro