O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Domingo, 01 de Maio de 2011
«Das grandes crises surgem grandes homens e feitos grandiosos e corajosos».
Assim ecreveu (notável e magnificamente) John Kennedy.

 

publicado por Theosfera às 18:58

João Paulo II foi, sem dúvida, um homem forte, determinado, com um sentido muito apurado da sua missão.

 

Nele transparecia uma energia muito grande, que lhe advinha de uma espiritualidade muito funda.

 

Tinha um olhar penetrante, uma voz cadenciada, uma atitude envolvente.

 

Nunca perdeu o jeito para representar, não só como actor, mas também como pastor.

 

Se representar é tornar presente, Wojtyla foi alguém que, em novo, tornou presente personagens e que, depois, se sentiu chamado a tornar presente o mistério santo de Deus.

 

Antes de subir aos altares, João Paulo II já tinha descido aos corações.

 

Muitos foram os que aderiram a Jesus Cristo por causa dele. E isso é que conta.

 

O centro é Jesus Cristo. Há sempre o perigo de alguma hagiolatria. Nenhum santo quer ocupar o centro que só a Jesus é devido.

 

A santidade não é a ausência de imperfeições. Pelo contrário, é a consciência de uma obscuridade que só a luz de Deus pode suprir.

 

Óscar Wilde tinha uma percepção muito aguda acerca disto ao sentenciar que «não há santo sem passado nem pecador sem futuro. E An Suu Ki estava certa quando disse que o «santo é o pecador que não desiste».

 

O santo considera-se, muitas vezes, o maior adversário de si mesmo. Daí o sacrifício e todo o percurso de ascese.

 

Não há nenhum santo que nos mostre a totalidade de Deus. Cada um deles constitui, a seu modo, um vislumbre da santidade. Em Wojtyla resplandece, acima de tudo, a coerência, a intensidade, a persistência.

 

Noutros, como em João XXIII, sobressai, antes de mais, a bondade, a confiança, a paternidade serena e não autoritária.

 

Um dia, também Paulo VI será beatificado já que nele avulta, em grau heróico, o sofrimento ante a decisão e o pudor que tinha em magoar alguém. Admirável esta delicadeza de ânimo.

 

E não há-de tardar o reconhecimento da santidade de Óscar Romero, que arriscou tudo (mesmo tudo) pelos mais pobres, onde ele via esculpida a imagem do próprio Jesus.

 

Nestes dias, temos ouvido falar muito de João Paulo II. Importante é procurar viver a mensagem de Jesus em cada dia.

 

E há tantos anónimos que nunca serão beatificados e que, sob o ornamento da humildade, incorporaram o Evangelho de Jesus em forma de bondade, mansidão, amor e paz.

publicado por Theosfera às 13:29

Como não agradecer-te, mãe,
se é tanto o que és,
o que ofereces
e o que semeias no meu ser?

 

Mas como agradecer-te, mãe,
se é tão pouco o que tenho
para dizer, para te bendizer?

 

O que o coração sente
os lábios não são capazes de balbuciar.

Trémulos, hesitam e gaguejam,
incapazes de soltar uma palavra
ou de articular um som.

 

Mas será que existe alguma palavra
que consiga dizer o que o coração sente?

 

Dizer «obrigado» é pouco,
mas dizer-te «obrigado» é tudo o que resta
quando tudo já tiver sido dito.

 

Obrigado, mãe,
pela vida que nunca recusaste dar-me.

 

Obrigado pelo amor
que nunca hesitaste oferecer-me.

 

Obrigado pelo sacrifício
a que nunca te furtaste.

 

Obrigado pela fé
com que sempre me inundaste.

 

Obrigado
por seres sempre berço a que volto
e fonte a que regresso.

 

Obrigado
pelo testemunho e pela fidelidade.

 

Obrigado
me teres dado a vida
e por seres vida para mim.

 

Obrigado
por não me eliminares quando habitei teu ventre.

 

Obrigado
por me amares desde o primeiro instante.

 

Obrigado
por nunca seres túmulo
e por sempre seres regaço.

 

Obrigado
por nunca pensares em ti
e por sempre pensares em mim.

 

Eu não mereço.
Eu não te mereço.
Mas agradeço.

 

Porque sei
que amar assim,
como tu amas,
é algo que só está ao alcance de ti, mãe!

 

Na pobreza dos gestos
e na fragilidade das palavras,
nada mais me ocorre
que este «obrigado».

 

Entrego-o no colo da Mãe das mães,
Maria, Mãe de Jesus.

 

Que ela te abençoe
e proteja.

 

Que ela te conforte
e compense por tudo quanto fazes,
por tudo quanto és,
mãe!

 

publicado por Theosfera às 13:26

Podia ser a 8 de Dezembro, podia ser a 2 ou a 3 de Maio. Qualquer dia é bom para ser dia da mãe.

 

Não é um dia para ser comprimido em 24 horas ou entalado em rituais que a sociedade vai impondo.

 

É bonito que os cumpramos. Que levemos uma flor e que elevemos uma prece.

 

É sempre pouco o que se dá a uma mãe em comparação com o que ela está sempre a dar-nos.

 

O dia da mãe é um dia esticado, uma manhã dilatada, uma primavera interminável.

 

Este é o dia em que o sol nunca se põe.

 

Este é o dia que nunca anoitece.

 

Mãe nunca adormece. Mesmo a dormir, ela dorme como mãe.

 

Ela é a mais pura guardiã do amor, o santuário onde a vida nunca deixa de palpitar.

 

Uma mãe antecipa-se sempre. Este dia só consegue postecipar.

 

É sempre um mínimo diante de um máximo.

 

Mãe nunca deixa de ser mãe. Nem a morte mata a mãe.

 

Mãe sobrevive sempre.

 

Há muitos títulos e condecorações que se impõem em muitos peitos.

 

Mas o mais belo ornamento é o que mora no coração.

 

Esse ornamento tem o nome de mãe.

 

Ninguém seria nada sem a Mãe.

 

Mãe é o que fica, mesmo quando tudo passa.

 

Este, a bem dizer, não é o dia da mãe. É, possivelmente, o dia em que muitos se lembram de que existe mãe.

 

Dia da mãe é cada instante. Porque só uma mãe consegue transformar o átomo mais ínfimo da existência num vendaval de eternidade.

 

Basta haver amor, para existir eternidade.

 

O coração de mãe é eterno. Alguém duvida?

publicado por Theosfera às 13:24

Hoje é um dia em que não se trabalha para que melhor se possa pensar na situação de quem trabalha.

 

Nos últimos séculos, o perfil do trabalho alterou-se completamente. Já não há trabalho de subsistência, mas também não parece haver trabalho de consistência. Ou seja, o trabalho agrícola foi cedendo o lugar predominante ao trabalho operário e ao trabalho de serviços. Só que, também aqui, as expectativas estão longe de se realizar.

 

O operariado degenerou num precariado. O trabalho, mesmo se definitivo, só existe enquanto dura. O desemprego não pára de crescer. A escravatura dá sinais de aumentar. A fome ameaça. A violência tende a imperar.

 

Neste dia de S. José Operário, peçamos pela justiça no universo do trabalho.

publicado por Theosfera às 13:23

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